No início desta jornada que é viver a vida conscientemente, em cada momento, embarquei no desafio de escrever diariamente 1 coisa boa que tivesse vivido naquele dia. Ao início era um bocadinho difícil escolher. Parecia que havia algumas coisas mas nenhuma suficientemente boa para ser "A coisa boa" do dia.
Depois a lista foi crescendo e em vez de 1 coisa já tinha 3, 4,5...
Hoje em dia sou muito mais feliz, muito mais consciente e muito mais grata. E por isso as listas mentais diárias que faço são enormes! Consigo ver em muitas coisas o lado bom e gosto.
Como hoje, às 9h09 já me orgulho de ter tido momentos matinais tão bons:
> Acordar abraçada a ti
> Ver o teu sorriso enorme
> Ter sumo de melancia fresquinho à minha disposição
> Fazer o caminho que adoro com o sol a dar-nos o "bom dia"
Alguns momentos óptimos dos últimos dias:
> Levantar os pés do chão na invertida sobre a cabeça, sem estar encostada à parede! [UAAAAU]
> O encontro de alternativas de Sintra, com o Yoga - A aula com a minha mãe, o yoga praticado virada para a serra, os kirtanas cantados, as borboletas a dançarem enquanto cantavamos [E ali a natureza era uma só.. Sentia-se união e harmonia, mesmo!]
> O nosso quarto a ganhar forma
> Abraçar o Salvador enquanto dorme, ele olhar para mim e dizer: "Tia, vieste mesmo rápido! Estou tão feliz por te ver!" E perguntar "Vais ao meu lado no carro? Prometes? Ficas ao meu lado para sempre?" [E as lágrimas felizes tendem a chegar ;)]
> A minha mãe fazer anos, termos bolo, cortarmos o bolo, começarmos a comer o bolo e de repente: "Então e os Parabéns?" [Gargalhada conjunta, a 3]
> Brincar ao macaquinho do chinês com os meus pais e com o Salvador. Todos em correrias pelo corredor de casa, todos a rir, todos a viverem aquele momento com TANTA felicidade, de forma tão pura.
> Ter conhecido aquela senhora velhinha de 93 anos e ela dizer-me "Ainda há gente boa. Que Deus a ajude como a menina me está a ajudar agora"
E tantos tantos tantos....Sou plena, feliz.
30.5.13
22.5.13
Que o tempo continue a correr e eu não me deixe afundar nele.
Os dias de sol aproximam-se e trazem novas esperanças.
Os dias têm passado a correr. Os momentos são sentidos, vividos, mas acabam num instante. Quando dou conta já é meio da semana, não tarda final, e daqui a pouco volta outra semana e outro mês.
Este ritmo é alucinante e é fácil deixarmos-nos levar. Deixamos-nos ser embrulhados pela correria, pelos clientes por arranjar, pelos contactos por fazer, pelas encomendas à espera de resposta, pela desmotivação de alguém próximo, pelo adiamento de algo tão esperado. Enfim. É preciso parar. O yoga ajuda-me muito nisso. Controlar os pensamentos, as ondas mentais, a frequência cardíaca, a respiração. A MJ diz que o abdómen é o "segundo cérebro". A respiração abdominal apazigua as emoções, reconforta e acalma. Clarifica. Inspira.
Sem dar conta, passou um ano desde que iniciei o meu projecto de Costura Criativa para bebés. Um ano depois estou prestes a entrar numa comunidade de mães e bebés. Ajudo mães a serem mães? Aos bocadinhos isso acontece. Ajudo a evitar os químicos prejudiciais. A recuperar o artesanal, os texteis, o toque, a sensação, o natural.
Tenho outro projecto em mente. Estou a dar os primeiros passos nele. Ainda em segredo, em trabalho de bastidores. Quero realmente contribuir. Ajudar. Encontrar cada vez mais um sentido para a minha vida, para a minha existência. Brevemente vai existir uma forma sustentável de adquirir produtos e serviços para mães e bebés. Chega de consumismo, do "usa e deita fora". Não queremos mais disso e cada vez mais, graças à "maldita" crise, nos deparamos com causas sociais e nobres que nos ajudam a reutilizar, reciclar, trocar, sem precisar de dinheiro.
É nisso que estou a trabalhar. É para isso que quero contribuir. E vou! Brevemente :)
Que o tempo continue a correr e eu não me deixe afundar nele. Com calma. Com clareza. Com objectivos e com felicidade. Vamos lá!
Os dias têm passado a correr. Os momentos são sentidos, vividos, mas acabam num instante. Quando dou conta já é meio da semana, não tarda final, e daqui a pouco volta outra semana e outro mês.
Este ritmo é alucinante e é fácil deixarmos-nos levar. Deixamos-nos ser embrulhados pela correria, pelos clientes por arranjar, pelos contactos por fazer, pelas encomendas à espera de resposta, pela desmotivação de alguém próximo, pelo adiamento de algo tão esperado. Enfim. É preciso parar. O yoga ajuda-me muito nisso. Controlar os pensamentos, as ondas mentais, a frequência cardíaca, a respiração. A MJ diz que o abdómen é o "segundo cérebro". A respiração abdominal apazigua as emoções, reconforta e acalma. Clarifica. Inspira.
Sem dar conta, passou um ano desde que iniciei o meu projecto de Costura Criativa para bebés. Um ano depois estou prestes a entrar numa comunidade de mães e bebés. Ajudo mães a serem mães? Aos bocadinhos isso acontece. Ajudo a evitar os químicos prejudiciais. A recuperar o artesanal, os texteis, o toque, a sensação, o natural.
Tenho outro projecto em mente. Estou a dar os primeiros passos nele. Ainda em segredo, em trabalho de bastidores. Quero realmente contribuir. Ajudar. Encontrar cada vez mais um sentido para a minha vida, para a minha existência. Brevemente vai existir uma forma sustentável de adquirir produtos e serviços para mães e bebés. Chega de consumismo, do "usa e deita fora". Não queremos mais disso e cada vez mais, graças à "maldita" crise, nos deparamos com causas sociais e nobres que nos ajudam a reutilizar, reciclar, trocar, sem precisar de dinheiro.
É nisso que estou a trabalhar. É para isso que quero contribuir. E vou! Brevemente :)
Que o tempo continue a correr e eu não me deixe afundar nele. Com calma. Com clareza. Com objectivos e com felicidade. Vamos lá!
17.5.13
Coisas más acontecem. E enquanto eu não tiver consciência disto não estou a ser verdadeira.
Acredito que há sempre volta a dar. Que nunca nada é demasiado mau. Que existe o lado positivo de cada coisa. Mas a verdade é que existem coisas terríveis. Como perder um bebé na barriga a poucos meses de o ver nascer. Como se sobrevive a isto? Como vão aqueles pais para casa depois de verem o seu bebé morto? Como há lado positivo aqui? Estou com o peito tão apertado.
Acredito que há sempre volta a dar. Que nunca nada é demasiado mau. Que existe o lado positivo de cada coisa. Mas a verdade é que existem coisas terríveis. Como perder um bebé na barriga a poucos meses de o ver nascer. Como se sobrevive a isto? Como vão aqueles pais para casa depois de verem o seu bebé morto? Como há lado positivo aqui? Estou com o peito tão apertado.
15.5.13
O gigante que és no meu coração
És pequenino mas a felicidade que me fazes sentir não é proporcional ao teu tamanho.
És o amor mais puro.
Adoro o nosso banho com "bol[h]as de peixe palhaço". As nossas gargalhadas quando fungas de propósito para ouvires o meu "aaaahhhhhh, socorro!!!!". Quando te ponho ao meu colo, ainda que tenhas um peso demasiado elevado para as minhas costas, e encostas a tua cara à minha e me lambusas a cara com os teus beijinhos. Adoro quando usas palavras surpreendentes "i[s]to é brutal tia", "está me[s]mo magnífico", "o serrote é para cortar a serreira" (sorriso!).
Adoro quando queres fazer sozinho. Quando aceitas experimentar quando inicialmente recusaste. Quando mostras a tua determinação, a tua honestidade e o respeito que tens por mim, porque o tenho por ti.
Adoro que me faças ser melhor pessoa a cada dia, melhor tia, melhor educadora, melhor companheira de brincadeiras.
Vou adorar ler-te estes apontamentos que aqui deixo quando puderes entender o gigante que és no meu coração.
Obrigada príncipe por me encheres os olhos de lágrimas felizes cada vez que penso assim em ti.
És o amor mais puro.
Adoro o nosso banho com "bol[h]as de peixe palhaço". As nossas gargalhadas quando fungas de propósito para ouvires o meu "aaaahhhhhh, socorro!!!!". Quando te ponho ao meu colo, ainda que tenhas um peso demasiado elevado para as minhas costas, e encostas a tua cara à minha e me lambusas a cara com os teus beijinhos. Adoro quando usas palavras surpreendentes "i[s]to é brutal tia", "está me[s]mo magnífico", "o serrote é para cortar a serreira" (sorriso!).
Adoro quando queres fazer sozinho. Quando aceitas experimentar quando inicialmente recusaste. Quando mostras a tua determinação, a tua honestidade e o respeito que tens por mim, porque o tenho por ti.
Adoro que me faças ser melhor pessoa a cada dia, melhor tia, melhor educadora, melhor companheira de brincadeiras.
Vou adorar ler-te estes apontamentos que aqui deixo quando puderes entender o gigante que és no meu coração.
Obrigada príncipe por me encheres os olhos de lágrimas felizes cada vez que penso assim em ti.
12.5.13
11 e 12 de Maio
Acordei com o sol a entrar pelo quarto. A convidar-me a saltar da cama e viver aquele dia. Às 7h25 sentia-me revitalizada, pronta a seguir. Fiquei mais um pouco no conforto daquele corpo. Quando me levantei vi na cara dele o susto de se ter deixado dormir e me ter "perdido" pela manhã. O amor é feito destas pequenas coisas. Surpreendentes sempre.
Distribuição de publicidade de forma oportunista e honesta. Contactos, sorrisos, desejos de boas caminhadas.
Ikea e toalhas para costuras.
Almoço rápido.
Café em família e iucas arranjadas. Ontem foi o primeiro dia em que tratei do jardim. Senti-me feliz. Cuidadora do nosso jardim. Consegui imaginar pequeninos ali à volta a ajudar. A crescer com aquele verde, com aquela paz.
Jogo de futebol à beira mar. Pôr do sol a acompanhar. A maior sorte de sempre. Viver ali. Estar a 2 passos da praia. Ter aquele sol constantemente na pele. Basta dar um passo para fora da porta que o ar é respirável. A serra inspiradora. A vida acontece. Feliz.
Hoje foi dia de pequeno almoço ao ar livre, com a mãe. Costuras a meias, com partilhas, sugestões e opiniões. Houve tempo para ser tia. A tia das brincadeiras e das explorações, como mais gosto. Tempo para semear 3 espécies de flores, fazer uma cabana "magnífica" e sentir aquelas bochechas perto das minhas.
Depois foi o tempo das avós. De um lado uma triste, acabada, mentalmente fechada, fisicamente incapaz. De outro lado, sorrisos e conversas. Partilhas e memórias. Inspiração para chegar aos 80 anos assim. Feliz, preenchida, leve. Que bom.
Vou dormir agora. Calma, esperançosa e tão grata. Obrigada vida. Por tudo o que me dás. Por tudo o que me fazes ser.
P.S. Dois anos e três meses que existes para mim. E eu não podia ser mais feliz. Obrigada a ti, amor da minha vida.
Distribuição de publicidade de forma oportunista e honesta. Contactos, sorrisos, desejos de boas caminhadas.
Ikea e toalhas para costuras.
Almoço rápido.
Café em família e iucas arranjadas. Ontem foi o primeiro dia em que tratei do jardim. Senti-me feliz. Cuidadora do nosso jardim. Consegui imaginar pequeninos ali à volta a ajudar. A crescer com aquele verde, com aquela paz.
Jogo de futebol à beira mar. Pôr do sol a acompanhar. A maior sorte de sempre. Viver ali. Estar a 2 passos da praia. Ter aquele sol constantemente na pele. Basta dar um passo para fora da porta que o ar é respirável. A serra inspiradora. A vida acontece. Feliz.
Hoje foi dia de pequeno almoço ao ar livre, com a mãe. Costuras a meias, com partilhas, sugestões e opiniões. Houve tempo para ser tia. A tia das brincadeiras e das explorações, como mais gosto. Tempo para semear 3 espécies de flores, fazer uma cabana "magnífica" e sentir aquelas bochechas perto das minhas.
Depois foi o tempo das avós. De um lado uma triste, acabada, mentalmente fechada, fisicamente incapaz. De outro lado, sorrisos e conversas. Partilhas e memórias. Inspiração para chegar aos 80 anos assim. Feliz, preenchida, leve. Que bom.
Vou dormir agora. Calma, esperançosa e tão grata. Obrigada vida. Por tudo o que me dás. Por tudo o que me fazes ser.
P.S. Dois anos e três meses que existes para mim. E eu não podia ser mais feliz. Obrigada a ti, amor da minha vida.
7.5.13
Como seremos nós daqui a 10 anos?
Hoje é esta pergunta que se instala em mim. Cuidar de pessoas sim. Olhar para o relógio a cada 10 minutos à espera da hora de sair, não. Qual é a minha missão real? Como a vou concretizar?
Daqui a 10 anos quero mesmo olhar para esta pergunta e rir-me da insegurança do agora. Das dúvidas que existem. Desta montanha russa de emoções. Dos desafios que foram enfrentados. Do crescimento gigante que se fez. Que fizemos.
Daqui a 10 anos quero mesmo olhar para esta pergunta e rir-me da insegurança do agora. Das dúvidas que existem. Desta montanha russa de emoções. Dos desafios que foram enfrentados. Do crescimento gigante que se fez. Que fizemos.
5.5.13
1.5.13
Os pintassilguinhos
No meio de dúvidas, medos, irritação, desorientação e muito drama desnecessário, o barulho ensurdecedor de pequeninos como estes mostraram como as coisas são simples.
Adoro que estejam ali. Que aquele seja o seu ninho. Onde estão a crescer. De onde vão sair no seu primeiro voo. Fazem imensos cocós. Sujam aquele pedaço de chão todo. Mas eu não me importo. Quando lá chego olho para cima com vontade de os ver. Deixam-me passar e quando voltam à sua segurança voltam ao barulho ensurdecedor. Chamam a mãe. Já reconheço o seu piar. Sei que é ela que ali está. Tem penas cor de rosa por baixo das pretas. Mantém-se longe até nós entrarmos. Depois lá vêm na sua única missão de dar comida àqueles pequeninos. Gosto tanto deles. Biquinhos abertos. Que imagem linda. Que mensagem boa. Vida.
Adoro que estejam ali. Que aquele seja o seu ninho. Onde estão a crescer. De onde vão sair no seu primeiro voo. Fazem imensos cocós. Sujam aquele pedaço de chão todo. Mas eu não me importo. Quando lá chego olho para cima com vontade de os ver. Deixam-me passar e quando voltam à sua segurança voltam ao barulho ensurdecedor. Chamam a mãe. Já reconheço o seu piar. Sei que é ela que ali está. Tem penas cor de rosa por baixo das pretas. Mantém-se longe até nós entrarmos. Depois lá vêm na sua única missão de dar comida àqueles pequeninos. Gosto tanto deles. Biquinhos abertos. Que imagem linda. Que mensagem boa. Vida.
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