26.6.13

Obrigada inspiração e leveza! Fazem-me tão bem

E uma grande tarde se aproxima:
- um exame
- uma reunião
- a nossa casa
- sol

PLIIIIIIIM e está tudo tão certo!*

21.6.13

No outro dia perguntei-lhe "Achas que este é o último dia 18 em casa dos nossos pais?"

A vida vai avançando. Estamos a crescer. Diariamente definimos prioridades, todos os dias me pergunto se é este o caminho. A resposta surge naturalmente, sem grandes pressões nem imposições.

Não quero uma vida estática, quero uma vida dinâmica, tranquila, estável e feliz, mesmo feliz.

A nossa vida está a avançar. Sinto-me inspirada a cada dia. Estou a deixar-me fluir, permitir que tudo aconteça ao seu ritmo, à sua altura.

Rodeio-me das pessoas certas, que me possam ajudar a evoluir, a ser melhor a cada dia e afasto-me daquelas que nada têm para acrescentar à minha vida, à minha evolução.
Os dias são passados a rir. Ontem li "mesmo que não possas mudar o mundo, podes contagiar todos por quem passas com a tua alegria. se tu sorrires, alguém te sorri de volta." e eu faço isto, sempre! Intrinsecamente.

Não sei para onde vamos. Sei que somos nós que comandamos o barco ainda que a maré se apresente por vezes instável e assustadora. Somos conscientes, felizes e serenos e isso basta para avançarmos.
Pequenos passos todos os dias e chegamos lá.

Amanhã começam as obras naquela que vai ser a nossa casa, o nosso ninho, para sempre. O nosso "lugar doce". Não imagino outro sítio do mundo onde me sentisse tão em casa como ali. Onde me sentisse tão protegida, tão plena, tão feliz.

Quero ir aqui mostrando a construção da nossa casa, as nossas mãos na massa, as nossas pinturas, as nossas reciclagens e bricolage. O nosso punho e o nosso amor em cada canto, em cada rodapé, azulejo, móvel, almofada.

Que grande fase que aí vem e eu não tenho medo nenhum. Estou pronta para voar. Desde sempre, contigo.

19.6.13

[Nota mental: Parabéns! Vamos no terceiro dia, a água tem sido bebida e os abdominais realizados. Continua!]

17.6.13

Auto-compromisso

Deixo hoje, aqui, escrito que vou perder esta masseca gorda da minha barriga. E para isso, tal como aprendi com o Daniel Sá Nogueira, toca a fazer isso em ROSA:

- Realidade? Prega cutânea da barriga a acusar alguma gordura. Não gost. Não me sinto bem. Consigo fazer melhor.

- Objectivo? Perder esta massa gorda, ficar com uma barriga lisa sem que para isso tenha de a encolher a toda a hora.

- Soluções?
> Beber água diariamente - 2 termos amarelos por dia, um de manhã e outro à tarde.
> Abdominais 3 vezes por semana - sequências de 20x2 com 10 seg de descanso entre eles
> ZERO bolachas
> Croissant ao pequeno almoço que eu TAAAANTO gosto - 1 por mês, no máximo!

Bora lá! Estou pronta!!! Bye bye masseca feia.

14.6.13

E mais uma semana que chega ao fim. Esta foi das semanas mais esquisitas que tive. Sem sair daqui, parece que estou em jet lag. Feriado no início da semana e chega a Terça-feira a parecer Segunda. Terça e Quarta com trabalho, sem tempo livre para organizar ideias, estipular prazos, redefinir objectivos e focar o ponto certo. Chega Quinta-feira com uma tarde que sabe a Sábado. Ida à loja dos tecidos ver do estofo para o sofá (finalmente!), ida à praia ao final da tarde, sono descansado e chega Sexta-feira a parecer Segunda. A pedir calma e serenidade e tempo livre para mais uma vez organizar a cabeça. Contribuir para a empresa na única tarde que me resta da semana e afinal há trabalho à tarde. Afinal a semana de trabalho efectivo termina às 17h30. E depois já volta o fim de semana e o caos mental.
 
Sinto-me nómada. Sem ponto certo para trabalhar, para descansar, para usufruir, para criar. A secretária a costura está uma confusão. A máquina não é ligada há mais de uma semana. A página do fb não é actualizada. As ideias estão estagnadas. Não há tempo. Não há espaço mental para que tudo isto aconteça. E depois vem a impaciência. A vontade de despachar tudo. De ter um sítio ao qual chamar casa. Onde me sinta em paz, onde possa respirar e viver cada momento.
 
Não tem sido fácil. Também não é difícil. Mas às vezes o tempo precisa de ser parado. Hoje há yoga. Sem falta. Uma hora ou duas. Para recarregar baterias. Para conseguir respirar ao meu ritmo. Para vazar a cabeça e parar o relógio.
 
Sol, ainda bem que tu chegaste. Pelo menos tu, para me aqueceres a pele e reconfortares a alma.

12.6.13

12

E hoje é dia 12. Dia dos 2 anos, 4 meses e 1 gatinha. Somos tão felizes. E a Shi é uma prenda do universo para nós. Wiiiiiiiii, meus amores.

Shi

Chegaste dia 10. De forma surpreendente cativaste-me. Não sei que ligação criamos mas senti o teu pedido, adorei a tua curiosidade e o teu olhar penetrante.

Começando pelo início e porque não me quero esquecer nunca de cada detalhe do que te trouxe até nós.
Fui ter com ele cedo. Sem perspectivas para o dia, sabia só que me ia enroscar naquele conforto. Hora e meia depois, decididos a aproveitar o dia e a preparar mais qualquer coisa da nossa casa, levantamo-nos de rompante, banho, pequeno-almoço e vamos beber um café. Na praia? Temos de levar carro. No Artur? Bom, vamos a pé e já voltamos.
No caminho para lá, uma gaiola ao longe prendeu a nossa atenção. Disse-lhe "Não acredito que ainda cá estão os gatinhos da semana passada..." E aproximando-nos demos conta que mais pequenos e com diferentes cores, dos mesmos não se tratavam.

Senti logo empatia contigo. Os teus olhos muito aberto, muito redondos. Ao mesmo tempo com ilusão de olhos rasgados pelo pelinho escuro que tens na continuidade do olho. Parece rímel. [És uma menina muito delicada - meu amor.]

A tua curiosidade e o teu medo. A tua vontade de nos conheceres. O teu miar. O único.
Quis trazer-te. Mas para onde? A nossa casa ainda não está pronta. Seria irresponsabilidade? Mas e o teu pedido? A minha vontade? A nossa ligação? Daqui a um mês já não eras tu...

Ponderamos, pensámos, conversámos e decidimos. "Avisas o senhor que a queremos levar?"
[Vamos levá-la!!! A sério??? Pela primeira vez na minha vida posso levar um animal destes comigo?]
O senhor da loja foi buscar uma caixa de cartão enquanto os meus olhos e os dele se enchiam de lágrimas. Veio o senhor e disse: "Só está dada aquela branca." "Desculpe???!!!" Esta branca é a nossa gatinha...Como já estava dada? Caiu-nos tudo. A desilusão. Aquela ligação que criámos não podia existir para além daquele momento?

"Querem outro?"
...
Que outro? Era ela! Ela é que miava para a levarmos. E vinha ao meu dedo. E deu-me com a patinha com as unhas metidas para dentro para não me magoar...
...
"Vou só confirmar se a senhora ainda a quer."

E....txan txan txan txan: "Afinal já não. Arranjou outro!"

YUUUUUPPIIIIIII! E choramos de alegria os dois. E pegamos nela ao colo e aconchegamo-la no peito para que não tivesse medo. Mostramos-lhe a nova casa. Dormiu connosco. Mostrou a sua personalidade dócil, brincalhona, mimosa nos primeiros minutos.

Dormiu comigo na primeira noite e na segunda. Hoje vai dormir connosco. Os 3.

Minha querida Shisuka.

6.6.13

3...

Estamos a um passo.
Só apetece deixar tudo para trás e despejar a casa. Abrir janelas. Limpar a fundo. Olhar para aqueles espaços e torná-los virgens. De pouco a pouco, torná-los nossos. Com as nossas impressões, com as nossas cores, com o nosso cheiro, com o nosso amor, com a nossa alegria.

Só me apetece ir para o IKEA e concretizar a lista e os desenhos que tenho em papel. Apetece-me tão simplesmente comprar lençóis, fazer a cama [a nossa] e adormecer nela. Apetece-me acordar com aquele sol a entrar pela janela e acariciar-nos a pele.
Está tão perto. Estou tão feliz!

[Ainda bem que os nossos mal entendidos têm uma média de 2/ano. Ainda bem que falamos. Ainda bem que resolvemos. Ainda bem que nos amamos e ainda bem que todos os dias temos medo de nos perdermos. Ainda bem que todos os dias lutas por mim e eu luto por ti. Ainda bem que não nos damos por garantidos. Ainda bem que estamos sempre em sintonia. Ainda bem que nos queremos bem. E ainda bem que está quase este passo gigante, tão sentido e tão desejado.]

5.6.13

Foram momentos intensos os que vivemos ontem. Olhando para trás fico triste. Triste por me ter sentido assim, por te ter feito sentir assim, porque olhando parece tudo uma grande trapalhada. Penso que não dei o meu melhor, que sou melhor que aquilo, mais tolerante, mais plena. Ao mesmo tempo, fui eu própria. Dei o melhor de mim em honestidade, assertividade e amor também. Quis resolver. Quis dizer-te o que não estava certo.
Senti-me zangada como há muito não me sentia. Desconsiderada um bocadinho.

Quando saí e te deixei para trás (somente atrás!) percebi imediatamente que não somos assim. Não consigo deixar-te por mais zangada que esteja. Mas preciso de me afastar 2 passos para depois ser capaz de falar. De esclarecer. De perguntar. De abraçar.

Um mal entendido que não volta a acontecer. Cada vez a necessidade do nosso espaço, da nossa rotina, da nossa forma.
Uma boa noite de sono e tudo se resolveu. E acordar com a tua voz no momento em que estava a sonhar connosco, a sentir o teu cheiro e a tua pele, apaziguou e relembrou-me o tamanho do nosso amor. E o nosso tamanho.