30.4.11
27.4.11
"Estar contigo é como estar sozinha sem aquela sensação de solidão e de não partilha". É estar centrada em mim e não sentir esforço nenhum por estares ao meu lado. É ser eu e seres tu e vivermos bem com cada um de nós e connosco. É não ter inveja de quem passa na rua em modo 3 porque agora já voltei a acreditar. Porque tu me fizeste acreditar. É partilhar. É pegar num momento e transformá-lo em Nosso. É olhar para os teus olhos e saber o porquê desse brilho. É sorrir em modo D, a Dois. É sermos peças perfeitamente encaixadas, sem pontas soltas nem dobradas. É estarmos num dos nossos lugares doces, que é comum a Nós. É deixarmos de falar no singular para falar no plural. É não ter medo de pensar no futuro, e não deixar de viver muito o presente. É deixar um miminho como este e ansiar a tua boa reacção. É um gosto muito, imenso, tanto, de mais. Até já.
26.4.11
25.4.11
23.4.11
Fútil?
Como é que alguma vez pensei que o podia ser? Me deixei contaminar pelo que os outros achavam que seria?! Fútil? Eu?
Que vontade de rir.
Que vontade de rir.
22.4.11
dizer à luz que não se esconda
esta vida não sobra quando se olha só para o chão
se houver um anjo da guarda, que me abrace e se guarde dentro de mim
pensou que o maior tesouro é cada qual saber de si
e tentou fugir da sombra, dizer à luz que não se esconda
adoro professores e alunos da vida
e ao final do dia eu sei que dormiria muito mais feliz
sabemos como fico feliz quando te canto isto. e sabemos porque sentimos a cumplicidade que temos e a ternura que partilhamos um com o outro. fazes-me tão feliz meu amor. é enternecedor quando páras de chorar para me ouvir cantar para ti. os teus olhos mais azuis que os meus, pequeninos, focados nos meus lábios. pareces perceber o que te digo, e percebes, eu sei. percebemos que nestes momentos criamos laços ainda mais fortes e aprendemos a confiar. gosto tanto quando percebo um sorriso teu através dos teus olhos. adoro sorrisos de olhar. e tu fazes tão bem! gostava que existissem máquinas de filmar capazes de captar não só o momento físico como também o que se passa entre nós os dois, de cada vez que nos fixamos e nos unimos, quando a tua mãozinha procura a minha e ali fica. também gosto de no meio da música parar de a cantar, procurar bem o teu olhar e dizer que te amo.
9.4.11
não se brinca com coisas sérias
Houve momentos em que senti revolta por achar tudo tão injusto.
Soava-me a ingratidão. Não que tivesse agido de forma a ouvir um "obrigado", não era essa a intenção nem é esse o meu propósito ainda hoje. Custou-me muito ver-te virar costas sem um pingo de consideração e com muito pouco respeito. Ainda assim, consigo pôr-me do outro lado, ausentar-me de mim, e perceber que quando se trata de almas gémeas é muito difícil arriscar a perdê-las.
Não é nada bonito ver a peça do puzzle sozinha.
05 de abril
Sinto-me numa bolha que não tem a forma circular das outras. Ela acompanha cada traço do meu corpo e envolve-me. É inquebrável porque o que a criou permanece. Sei que cresceu de dentro. Primeiro tocou-me as mãos e os braços e soprou-me aos ouvidos e por aí entrou. Percorreu-me todo o corpo e como uma luz, expandiu. Há quem lhe chame aura, a mim apetece-me amor. Deixei de me preocupar com os nomes. Aprendi a apreciar a subtileza e a valorizar as acções. E agora, encontro-me aqui sozinha mas não só, com um sorriso que contagia quem passa e com uma aura que atrai e cativa, apesar de só eu a sentir e a viver, ou talvez não.
4.4.11
Querida mãe,
Bem sei que não irás ler esta carta que te escrevo desta cidade que não é minha. O sol está quente aqui, não preciso de casacos como insistias que trouxesse. Estou naquele café que te falei a tentar matar saudades de não sei bem o quê. Sabes que da outra vez que cá vim abri um livro ao acaso e li a palavra "arquitecto"? Gosto tanto destes não acasos que sabemos bem. Hoje peguei no livro do lado e li "Ainda me lembro de como ficaste contente, mamã. Sei que andavas sempre a pensar como era bom para mim ter uma namorada."
A juntar à vontade de escrever, à vontade de te escrever e ao facto de ter lido a palavra "mamã" e ter sentido um calor no peito, decidi escrever-te e contar-te os últimos sentimentos que por mim têm passado. Tu já os sabes, conheces-me bem e sabes-me feliz.
Estou a ouvir a mesma música há mais de 15 minutos, estou deslumbrada. Lembra-me de te mostrar qual é, vais gostar. É em inglês, mas não te preocupes que esta percebo bem. É daquelas que tocam cá dentro, sabes? Deixa-me com um aperto bom ao nível do tórax que se expande um bocadinho até ao pescoço e à cabeça e por vezes pressiona o canal lacrimal. É uma sensação boa e má. Acho que são saudades.
Sabes que há bocado assustei-me? Fez-se um silêncio estranho e eu senti medo. Sei bem que nada acontece por acaso, mas esta ausência de palavra e de partilha já não me faz sentido.
Desculpa não te confiar mais coisas. A vontade não é pouca, podes acreditar. Ao mesmo tempo tenho medo que te preocupes e não quero. Estou demasiado feliz para preocupações. Entendes?
Falei com uma amiga antiga que me disse que há momentos tão intensos e genuínos que ficam para sempre. Acho que é isso.
Um beijo demorado como o que me deste ontem,
Minhoca
2.4.11
desenho e história
- É uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa.
- Ora vê: por enquanto para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Sabes, há uma certa flor... tenho a impressão que estou preso a ela... "
(Antoine de Saint-Exupéry - O Principezinho)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
