29.6.11

Não consigo ver-te nas imagens. Deixas-me com medo. Não te conheci e é incrível o impacto que estás a ter em mim. Fazes-me pensar. Fazes-me pensar como é que alguém com tanta energia e com tanta presença pode desaparecer assim. Fazes-me valorizar tudo e aproveitar tudo, porque me estás a confrontar com a ideia que um dia todos nós morremos. Ás vezes, muito mais cedo do que era suposto.

O cento e trinta e sete

Viagem de carro. Condução. Cd novo. Sol. Verde. Caminho que gosto. Cumprimento inesperado. Paragem surpresa. Beijinho. Sorrisos e amor. Mais sorrisos. Mais cumprimentos inesperados. Gargalhadas. Felicidade. Computador, grelhas, outputs e gráficos. Encalhanços e bloqueios mentais. Vontade de ir. Almoço líquido. Chocolate e morangos. Sol. Areia. Amigo. Mar. Beijinho. Sorrisos e amor. Mais sorrisos. Mais gargalhadas. Telefonemas que sabem bem. Mais sorrisos. Felicidade.

22.6.11

Contamos os dias porque nós somos feitos de momentos e de instantes que apesar de não ganharem nenhum tipo de perpétuação são demasiado especiais para serem esquecidos ou colocados na "categoria" de "os demais". Contamos os dias porque é crescente dia a dia. Contamos os dias porque valorizamos cada fragmento e agarramos em cada um deles, juntamos todos e conseguimos escrever uma história.
Uma das diferenças que me apercebo existir entre pessoas felizes e nem por isso, é que para as pessoas felizes cada dia é, só por si, mais uma oportunidade. Uma oportunidade única para tantas coisas.
Uma oportunidade única para falar com uma senhora que vende manjericos, para andar de autocarro sozinha por sítios que não se conhece, para olhar para a bengala do senhor cego, caída no chão, e perceber o que ecoa cá dentro. Oportunidade única para entrar no contentor preto, com acesso por umas escadas altas e um tanto ao quanto assustadoras, para ver um pé. Um pé único. Uma oportunidade para de mãos dadas cruzar uma obra lisboeta única. Para ver pela primeira vez uma pessoa e sentir que foi a primeira de sempre.
Hoje foi o dia 130. O dia em que isto tudo aconteceu. E mais.

19.6.11

de dentro para fora

gosto de me conhecer cada dia mais, gosto de ouvir coisas que me fazem sentido, gosto de me sentir diferente, gosto de não ser a única, gosto de o ter ao meu lado e gosto de estar ao lado dele, gosto de estar sozinha algumas horas e apesar de sentir falta, sentir-me bem, gosto de esperar até à hora de os ouvir e comer sushi entretanto. gosto de olhar vezes sem conta para o lado e vê-lo ali, comigo, em nós. gosto de apertar a mão dele cada vez que dizem uma coisa nossa, e gosto de sentir que vou ficar assim para sempre. 130 e continuamos a dizer "está tudo certo".

11.6.11

 Deu gosto fazer o teu bolo de aniversário pitota.
 
No espaço de uma semana ouvi sair mais do que uma vez da minha boca a palavra PRIORIDADE para mais do que uma pessoa. A conclusão a que eu chego é que, ponto número um, as pessoas não se conhecem, logo não são capazes de definir prioridades para si. Segundo, as pessoas olham muito pouco para dentro. Deixam-se ir pelas correntes e não páram para sentir. Vão pelo que os outros querem e dizem e fazem e nem se apercebem que se anulam. E é triste quando existem "livros que não li, filmes que não vi e fotos onde não entrei." E só nos "intervalos" se vive qualquer coisita.

7.6.11

1

Há um ano atrás estava longe de imaginar o que seria a minha vida contigo. Foi o último dia sem ti.
Sabia que estavas para breve, mas não conseguia imaginar-te. Sentia já um grande amor mas estava longe de imaginar o que me vinhas ensinar. Foste o melhor que me aconteceu.
Amo-te mais do que tudo. 

1.6.11


Era uma vez,
uma menina que se adivinhava especial. Tinha cabelos lisos, olhos azuis e resposta na ponta da língua. Quando lhe diziam "Tens de comer cenouras para ficares com os olhos bonitos" ela respondia sempre e da mesma maneira "Não preciso. Já tenho!". E tinha razão.
Era quieta mas tinha garra. Não gostava de estar parada nem de importunar os outros, sempre gostou muito do seu espaço. Gostava de observar e desenvolveu uma óptima memória.
Cresceu e tornou-se mulher.
Pelo menos aos olhos dos outros, porque no fundo, ela continua a ver-se a mesma criança - ingénua, genuína, alegre e muito feliz.
Normalmente, no mundo dos crescidos as pessoas têm má cara e os movimentos que desenham no ar são sempre iguais e duma firmeza estranha. E ela não quer ser igual a elas.

Foi um dia feliz, criança.