26.2.14

Uma fotografia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.


Ontem comprei pela primeira vez flores para o nosso canteiro. A mãe ajudou-me a escolher e a plantá-las.

Hoje tirei a tarde para costurar as encomendas pedidas, para experimentar um bolo queque e para beber muito chá.

19.2.14

Primeiras vezes: + Ecológica. + Ayrvédica

Domingo usei pela primeira vez o penso reutilizável!
Feedback? Óptimo. A primeira vez que usei foi durante um curto espaço de tempo, mesmo à experiência. Depois como íamos ter casa cheia e a roupa era clara, não quis estar preocupada com o assunto e troquei.
Tem óptima absorção, não passa nada para a parte de trás. Não tem cheiro. A maior parte do sangue sai com água fria. Recorri a anti-nódoas no final para garantir que voltava à cor inicial e deixei a secar, ao vento.
 
Ontem voltei a usar e durante toda a noite. Estava expectante com a absorção nocturna, até pelo fluxo menstrual, mas foi surpreendente. Correu pouquíssimo. Perfect!!
Para já vou intercalando até porque preciso de fazer umas bolsinhas em plástico e costurar mais uns quantos.
 
Nova rotina Ayurvédica: Oil Pulling.
Já tinha lido sobre o assunto e tinha ficado curiosa. Daí até experimentar...enfim.
Domingo a noite chegou uma dúvida sobre possíveis cáries e antes de marcar dentista toca de procurar soluções naturais - Oil pulling diariamente, água salgada diaramente e xilitol depois das refeições.
Ontem foi o primeiro dia! De manhã, ao acordar, colocar o óleo de côco numa colher de sobremesa e bochechar toda a cavidade bucal durante 15/20 min. Não engolir e depois de deitar fora, bochechar com água salgada.
 
Adorei ficar com a memória do sabor a côco, um par de horas depois. Sinto-me bem com esta prática. É simples e traz benefícios incríveis! Acredito mesmo, e basta isso para tudo fazer sentido.

17.2.14

Sobre este fim de semana MA-RA-VI-LHO-SO

Para não esquecer mesmo:
. estou cheia de vontade de ter um diário. Um lugar doce onde possa escrever os meus pensamentos, as minhas reflexões, as minhas dúvidas, as minhas esratégias, a minha serenidade.
 
Sobre este fim de semana de sonho que vivi:
Começou na Sexta feira, no dia dos namorados, quando cheguei a casa bem mais tarde do que tinha planeado (e aqui fica nota mental: nem tudo tem de estar controlado. mesmo). Entre as 19h15 e as 20h30 consegui lavar, limpar e arrumar toda aquela loiça empilhada, consegui estrear-me com um arroz de tamboril, consegui pela primeira vez fazer um lemon curd para ser o topping do cheesecake fingido que decidi preparar para nós. Sei que ele não gosta muito de doces (e eu quero reduzir MESMO a quantidade que ingiro) e nada melhor do que juntar limão e gengibre para tornar tudo mais apetecível.
Ele chegou mais cedo que esperava. Preparamos a mesa juntos em vez de ser surpresa, jantamos no chão da sala, com aquecedor de um lado e velas do outro. O champanhe que nos ofereceram no jantar fizeram as nossas delícias e o arroz de tamboril estava para lá de bom! (Fiquei mesmo orgulhosa! Wiiii) Abraços e muito amor e o nosso dia dos namorados terminou com comemorações e declarações. Sou tão grata por ter esta oportunidade. Por viver um amor tão grande, tão puro, tão genuíno e respeitador. Grata por partilhar contigo a minha vida, grata pelo constante crescimento que vivemos juntos. Obrigada meu amor!
 
No Sábado de manhã fomos fazer aula de Kundalini Yoga a dois. Estava muito entusiasmada! Expectante e curiosa. Por um lado por experimentar Kundalini yoga e por outro, acima de tudo talvez, por ser a dois. Vivida e sentida a dois. Com ele.
A aula foi uma surpresa. Uma constante cumplicidade. Uma expansão do nosso amor e do nosso respeito um pelo outro. Uma abordagem muito importante e gratificante sobre a dualidade de cada ser, sobre as duas energias - feminina e masculina, entre compreensão e limitação, entre ajuda e entreajuda, entre balanço e equilíbrio individual e a dois.
A descoberta daquele chá maravilhoso. O ensinamento daquela meditação quebra discussões - WAHE GURU.
Tanta energia, tantos risos, tanto amor. Mesmo mesmo. Imperdível e para repetir.
A gratidão por vê-lo ali comigo. Dei por mim a pensar que tenho mesmo sorte em partilhar estas vivências com o meu companheiro de vida. Sei que seria muito menos plena se vivesse com alguém que não aceitasse estas experiências e que não se sentisse tão ligado com o espírito como ele.
Saímos de lá com energia para o dia inteiro. Mais apaixonados, a sentir mais compaixão, mais compreensão. Efectivamente mais conectados connosco próprios.
 
Almoço em casa dos meus pais, dar tantos tantos beijinhos ao Salvador (o olhar dele deixa-me completamente derretida. É tanto o amor que sinto. É incrível e emocionante.) Rir muito ao almoço com uma pergunta do meu pai e uma resposta do Salvador. "Mas explica-me lá porque é que mudas tão depressa de ideia?" "Poooooorque a minha ideia muda rápido" Mas com uma entoação brutal! De chorar a rir literalmente.
 
Escolher algumas roupinhas para o Bernardo, ter a ajuda do Salvador para isso. Dar beijinhos na barriga da mana. Sentir o bebé lá dentro.
 
Seguir para uma espera de 40 minutos que podia ter sido chata e aborrecida mas não foi. Levei o livro de Louise Hay comigo e deliciei-me ao lê-lo. Fiz mentalizações, reflexões, vi-me pequenina, à minha mãe e ao meu pai. Envolvi-os em amor e pu-los no meu coração.
 
Ainda fomos a casa, provamos o chá nas nossas chávenas, pus a roupa a lavar e ainda a estendi. Preparamos um lanche e seguimos para Alvalade. Gosto de o acompanhar. Sei o quanto é feliz quando joga à bola ou quando vê o Sporting jogar bem. Gosto de ir com ele para todo o lado. Gosto que nos divertamos juntos. Gosto que nos cheguemos um ao outro para sermos mesmo felizes.
 
Depois do jogo, ainda fomos a Alfama ouvir uma amiga do Gonçalo cantar em brasileiro e ainda conhecemos mais dois músicos - Rogério Godinho e Rita Dias.
Chegamos a casa já depois da 01h30 cansados, com sono, plenos, felizes e tão gratos por aquele dia tão preenchido.
 
Ontem foi dia de ir buscar duas cadeiras vintage que nos ofereceram! Ahah. Vamos ser conhecidos como os "velharias" ou "cadeiras em pó". Depois do Mel e Noz e cafézinho fomos a Almoçageme buscar fruta e legumes. Aquele verde imenso a entrar em mim. Tocar a fruta, senti-la. Agradecer por poder comer fruta biológica criada na horta do senhor ali mesmo ao lado, na serra. Trazer "tomarilhos" para experimentar. Trazer um queijo em troca de levar frascos vazios. (e por mim vivia à base de trocas sempre!). Ver um bocadinho do jogo de futebol dos amigos, rir muito com a Sara a apitar e marcar as faltas. ahah. Voltar para casa e preparar o lanche para os mais de 15! Bolachinhas para todos, novo projecto anunciado. Um jantar a quatro e conversa profunda. Deitar-me com sono e em paz.
Antes disto, ver o céu com nuvens cor de rosa, agradecer e sentir que não há outro sítio no mundo onde seja mais feliz.
 
SAT NAM para me conectar quando as máscaras se aproximarem de mim :)

11.2.14

O melhor do meu dia ontem - estar com o Salvador, sem dúvida

Tinha-lhe dito que ontem não trabalhava e que podíamos estar a tarde inteira juntos.
Fui buscá-lo à escola de surpresa. Vi os seus olhos brilharem tanto e o seu corpo correr para o meu para um abraço apertado.
Perguntei-lhe se queria ir para Janas comigo e disse prontamente que sim.
Fomos à padaria pedir fermento de padeiro e fomos decididos a fazer pão. A primeira vez dos dois iria ser juntos.
Misturamos os ingredientes, deixamos a massa a levedar. Fizemos um pão quase bolo. Comemos quentinho com manteiga.
Quando os senhores da Internet chegaram e começaram a fazer buracos na parede ele tapou os ouvidos e não mais os destapou. Quando o barulho era muito intenso eu apertava a cabeça dele de encontro às minhas pernas e tapava a outra orelha com a mão firme. Quando o barulho acabava e eu tirava a mão ele dizia: "Tia, põe a mão no meu ombro outra vez." Sentamo-nos no Puff, enrosquei-o em mim e tapei-o com casaco e cachecol, apertando-o muito cada vez que o barulho forte se fazia sentir. Ouvia-o gemer, de medo. "É só barulho bebecas, não faz mal. Eu também não gosto nada. Mas está tudo bem."
O carinho. Tanto. O menino de 3 anos amedrontado que conscientemente eu embalava e acalmava. A chamada de atenção para a criança interior de todos nós, que se assusta, que pede protecção, que quando mimada e amada, se acalma e volta a confiar.
O "Gosto muito de ti tia" que ele me diz genuinamente. O jogo de "crescidos" que jogamos. A diversão que foi - "agora é gestos. tens de "saltar à corda" para eu adivinhar". "agora é a tua vez de desenhar um computador." "mas eu não sei" "então o que tem um computador?" "tem uma tampa" "boa, desenha então a tampa. E mais?" "e tem botões." ...
 
Que boa tarde que foi! Adormeceu no caminho para casa, levei-o ao colo como tanto gosto para a sala. Deitei-o no sofá e dei-lhe tantos tantos beijinhos. Amor mais puro. Que forte.

5.2.14

ZZzzZ*

Gosto do silêncio que se ouve naquela casa. Gosto de não ter televisão. A televisão tem muito ruído. Faz o tempo voar sem darmos conta. De repente ficamos presos nela e puff.
Gosto de comer a ouvir-me comer. E mastigar a ouvir-me mastigar.
Gosto da boa música que ponho a tocar na sala. Gosto que sejam 19h ou 21h ou 23h e estar no mini atelier, enrolada naquela manta a ouvir a máquina da costura e deixar-me levar por aquele ritmo.
Gosto que a Shisuka arranje maneira de vir para o meu colo, encoste o focinho ao meu braço e ali se aninhe. Parece uma bebé. Mesmo. Eu, ela, a noite lá fora, a tempestade de ontem, a máquina da costura e a luz baixa do candeeiro. Enroladas na manta, a fazer as almofadas do nosso sofá.
Gosto de preparar o jantar. Ter consciência que o que estou a cozinhar é para o nosso bem, para a nossa saúde. Saber que o peixe que está no forno nos vai dar nutrientes importantes.
Gosto de deixar o quarto quentinho para quando ele chegar. Gosto de aquecer água para pôr no saco. Qual velhinha qual quê.
Gosto de limpar a casa, aspirar o pó e os pêlos que vão caindo. É sinal de vida e de presença. Gosto desta responsabilidade que é ter uma casa por conta própria, por vontade nossa.