28.5.10

não sou poeta, mas gostava de ser. por outro lado, tenho a ideia de que os poetas são seres sofredores. pelo menos, mesmo sem ser poeta, também me sinto mais inspirada quando estou em sofrimento. é um bocado parvo. quando estou feliz também me dá para escrever. mas são aquelas coisas escritas que só parece que foram gritadas a meio mundo. gritadas de felicidade. partilhas. continuando. poeta não sou. gostava de ser, não pelo sofrimento, mas pelas palavras escritas, ditas, sentidas que ficam. que sem se ser explícito, ou sendo-o, se dizem coisas que fazem sentido só para alguns. e às vezes dá-me vontade de dizer tudo o que tenho por dizer, através de códigos. para só x, ou y, ou eu, perceber. não acho que as coisas que são escritas se perdem, nem que as emoções sentidas diminuem por isso. acho só que o peito fica mais calmo e a cabeça mais livre. eu ando em definições. em redefinições talvez. ando a conhecer-me aos poucos. a descobrir quem sou, o que faço, e como faço, para quê. para já sei só que não sou poeta. acho que sim. que é isso que não sou.
ninguém é perfeito, mas há dias em que me sabe bem sentir as minhas perfeições.

dar a mão a alguém que não conhecemos, deixar e incentivar a apertar a sua mão contra a nossa para minimizar qualquer tipo de dor, olhar olhos nos olhos e tentar transmitir alguma calma.

25.5.10

ninguém é perfeito, mas há dias em que custa muito lidar com a (minha) ImperfeiÇão

23.5.10





finalmente, banho de mar!

22.5.10

'eu quero ficar perto de tudo que acho certo até ao dia em que eu mudar de opinião coisas que eu sei eu adivinho sem ninguém ter me contado eu gosto do meu quarto do meu desarrumado ninguém sabe mexer na minha confusão é o meu ponto de vista não aceito turistas o meu mundo está fechado coisas que eu sei são coisas que antes eu somente não sabia'
danni carlos
aparecem e desaparecem da nossa vida,
trazem novos significados a cada vez ou então tornam-se só mais do mesmo e deixam de fazer sentido

17.5.10

fechada para obras


catarina, posa't guapa
a vida é demasiado efémera para levarmos tantas coisas tão a sério.

16.5.10

parece que estou aqui dentro


ouço tudo ao longe e nada me parece real.

cápsula

não me sinto ligada a nada externo.
a tua cara não me faz sentido. nem sequer percebo onde a guardei. se ainda a tenho. se nunca a tive. desconheço (te) (me) (nos).

este silêncio traz-me paz. estou literalmente na minha zona de conforto e hoje, nada me tira de cá.

10.5.10



encontrei o que não devia ter encontrado. por entre blogues (des)conhecidos encontrei só a chave que reabre o que esta(va) arrumado. não queria. não fiz por querer. isto só me faz ficar com saudades e com pena do que foi tão rápido e tão inexplicável. não precisava de ter explicação, é facto, mas podia ter demorado um bocadinho mais. apetecia-me muito ter repetido. sem saber onde chegaríamos mas só ter vontade de estar mais um bocadinho. quando a gente procura não encontra e quando não procura...
e queria tanto partilhar contigo
já foi o meu tempo. houve alturas, boas, em que também era assim connosco. agora são novas caras e novas almas. é preciso haver mudança. novas entregas e novos amores. toca-me cá dentro, não o nego, mas também sinto que estás bem e isso tranquiliza-me. continuo a sentir-nos. aprendemos novas maneiras de continuarmos a ser juntos e isso, só isso, só essa vontade de continuar, faz-me gostar cada vez mais de nós.
gosto que, sempre que ouço a frase "sei-te de cor", tu apareças num mega flash à minha frente. :)

7.5.10

ACHO QUE UM DIA VOU À ESLOVÉNIA

5.5.10

quer-me saltar da boca um grande agradecimento.
a vida cheia, tão cheia que tenho. a assertividade que me tem acompanhado há já algum tempo e que só ontem me lembrei de como me faz ser feliz e transparente comigo e com os outros.
as pessoas tão queridas que tenho à volta, e que tantas vezes me esqueço, ou fica difícil de sentir tão claramente.
as pessoas que vão entrando e saindo na minha vida, ou que maioritariamente entram e não saem, porque eu não deixo e porque eu não quero. porque eu gosto de viver o presente, mas também gosto, e muito, de olhar para o passado e valorizar tudo pelo que passei e tudo o que senti. até tudo o que chorei. não gosto que as pessoas se vão. mas também não gosto que fiquem sem querer.
agradecer a sensibilidade que alguém me deu, para olhar para as coisas e ver sempre alguma coisa bonita, algum detalhe que merece atenção.
o coração gigante que sei que tenho e que sinto sempre que tenho as pessoas queridas à volta. acho que o coração chega mesmo a sair do peito, pela boca, pelos braços; a abraçar e a tocar tudo e todos.
(às vezes sinto coisas destas e tenho de as desabafar como um vómito. e gosto assim)

acho que era isto. já saltou!