Chegaste!
Já sinto tanto tanto amor. Ouvir o teu choro foi tão envolvente. Amo-te, já. E ainda não te vi.
31.3.14
6.3.14
doseupai
"Ela vem de duas cesáreas, Pedro,
é perigoso tentar um parto natural".
Perigoso e Pedro, aqui em casa, são duas palavras impossíveis de constar na mesma frase. Envolvendo qualquer um de vocês. Mas com sua mãe, veja bem, filha, mas com sua mãe elas não podem sequer habitar o mesmo parágrafo. Sua mãe é a razão disso tudo aqui, o nosso elo mais importante, o que permite a nossa existência nessa forma harmoniosa que você e seus irmãos conhecem. Sua mãe, em perigo, somos nós, em perigo ainda maior. Sem ela, não somos nada. As palavras do médico ecoavam na minha cabeça, no meu fígado, no meu estômago.
Perigoso e Pedro, aqui em casa, são duas palavras impossíveis de constar na mesma frase. Envolvendo qualquer um de vocês. Mas com sua mãe, veja bem, filha, mas com sua mãe elas não podem sequer habitar o mesmo parágrafo. Sua mãe é a razão disso tudo aqui, o nosso elo mais importante, o que permite a nossa existência nessa forma harmoniosa que você e seus irmãos conhecem. Sua mãe, em perigo, somos nós, em perigo ainda maior. Sem ela, não somos nada. As palavras do médico ecoavam na minha cabeça, no meu fígado, no meu estômago.
Se há um deus, filha, ele é uma mulher grávida.
O momento DELA
Descobri, depois desses meses, dias, horas, minutos tão especiais que, no fim das contas, o parto é um momento muito simples, rápido, maravilhoso.
É o menor limite possível entre a vida e a morte. Ali, no segundo que separou você da vida aqui fora, filha, todos os relógios pararam. De um lado, o risco de algo dar errado. A morte. O nosso eterno medo diante do inevitável. Do outro lado, a chance de dar certo. A vida. O nosso eterno medo diante do desconhecido. Só que entre o inevitável e o desconhecido estava a sua mãe. E ela quis que fosse assim.
E orquestrou a valsa intensa.
E orquestrou a valsa intensa.
Morreu a dor.
Nasceu o grito.
Morreu a lágrima.
Nasceu o sorriso.
Morreu o tempo.
Nasceu a pausa.
Pausa.
No segundo que a separava de nós, aqui fora, o momento DELA, da sua mãe. Nem eu, nem Betina, nem Celine, nem Mayra. Apenas a sua mãe, naquela sala, poderia fazer o que fez. E fez.
Pausa.
No segundo que a separava de nós, aqui fora, o momento DELA, da sua mãe. Nem eu, nem Betina, nem Celine, nem Mayra. Apenas a sua mãe, naquela sala, poderia fazer o que fez. E fez.
Nasceu você.
O seu nascimento, filha, é a morte da descrença, do medo, da inércia, do pessimismo. Você nasceu para a gente se despedir do controle. Parir é perder o controle. Perder o controle é viver em paz. Sua mãe nos deu você, você nos deu a paz. Obrigado, filha."
Um site LINDO. LINDO.
Para ler sempre. E sentir o imenso amor. Para partilhar com parturiantes. Para mostrar. Para contagiar com este optimismo e com esta imensa beleza.
5.3.14
Carnaval 2014
O dia de ontem foi único e assumidamente diferente.
Desde as 10h até às 18h andamos todos juntos. Mãe, pai, mana e seu barrigão, Salvador e eu.
Cafézinho em família, ida à IKEA, brincadeiras com o piolho atrás das setas luminosas, cumplicidade, ajuda, diversão e partilha.
O prometido almoço ao Mcdonalds faz a felicidade daquela criança. A mãe vir passear com ele todo o dia também, claro.
O passeio em Belém, o almoço esperado, um vídeo que retrata e regista, uma voltinha no parque infantil cheio de mascarados, a visita à avó Zé, a sala cheia, a visita dos tios.
Uma viagem de carro com adivinhas, perspicácias, palmas e grande festa. É o nosso estado normal, em festa, em comemoração, em demonstração de carinho e de amor.
Chegar a minha casa com os meus pais, montar um móvel, arranjar a máquina da loiça e a cozinha está pronta! Linda, arrumada, vazia. Duma ponta à outra a bancada vazia. O vaso com a erva cidreira.
Um jantar a 4 e uma noite tranquila a 2.
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