27.3.13
Dias cheios!
Os dias têm sido preenchidos. Cheios de sorrisos, de animação, de alegria e de optimismo.
Sou feliz e disso não há dúvida. Nos dias mais difíceis não duvido disso. Sei que faz parte e fico feliz por me conhecer e por me respeitar.
Os dias de semana são focados no trabalho, no empenho, na dedicação e nos contactos. As manhãs são para os utentes, algumas tardes também, e cada espacinho livre é para costurar, para planear, para organizar, para ver decoração, para conversar, para cuidar de mim, para fazer yoga.
Os dias do fim-de-semana sabem a pouco! Ainda consigo ter dias de fim-de-semana. Com tempo livre e quase exclusivo para nós. Para tomar decisões, para arrastar móveis, para vazar outros, para chás em família (sorriso), para brincadeiras com os pequeninos (mega sorriso).
A vida corre. Existe. Vivemos. E isso deixa-me tão orgulhosa.
Estamos a mexer. A nível profissional estou a encontrar-me, a dar de mim sem esforço. Com vontade. Tocar o telefone e saber que procuram o nosso serviço, o nosso conforto, a nossa mais valia, o nosso profissionalismo e o nosso amor.
No Domingo, saí com o coração quentinho. O Sr. C. agradeceu-me ter ido. Veio de mão dada comigo até à porta. Disse que tinha guardado o nosso contacto. Gostou de nós. E isso deixa-me com a certeza que este é o caminho. Cuidar com amor.
Hoje é a vez da senhora de 99 anos. Como será? Um século de vida. É uma honra.
Sinto-me realizada assim! (E o que "lutei" para chegar aqui, a este encontro comigo própria ;))
Pessoalmente não podia ser mais feliz, mais amada, mais respeitada. Não podia estar mais em sintonia. Estamos quase a partilhar tudo. O tecto, as paredes, o quarto, o sol a entrar naquelas janelas. Aquela vista M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!
AAAIII, que contente! Que ansiosa! Que desejosa! Wiiii
Sou feliz e disso não há dúvida. Nos dias mais difíceis não duvido disso. Sei que faz parte e fico feliz por me conhecer e por me respeitar.
Os dias de semana são focados no trabalho, no empenho, na dedicação e nos contactos. As manhãs são para os utentes, algumas tardes também, e cada espacinho livre é para costurar, para planear, para organizar, para ver decoração, para conversar, para cuidar de mim, para fazer yoga.
Os dias do fim-de-semana sabem a pouco! Ainda consigo ter dias de fim-de-semana. Com tempo livre e quase exclusivo para nós. Para tomar decisões, para arrastar móveis, para vazar outros, para chás em família (sorriso), para brincadeiras com os pequeninos (mega sorriso).
A vida corre. Existe. Vivemos. E isso deixa-me tão orgulhosa.
Estamos a mexer. A nível profissional estou a encontrar-me, a dar de mim sem esforço. Com vontade. Tocar o telefone e saber que procuram o nosso serviço, o nosso conforto, a nossa mais valia, o nosso profissionalismo e o nosso amor.
No Domingo, saí com o coração quentinho. O Sr. C. agradeceu-me ter ido. Veio de mão dada comigo até à porta. Disse que tinha guardado o nosso contacto. Gostou de nós. E isso deixa-me com a certeza que este é o caminho. Cuidar com amor.
Hoje é a vez da senhora de 99 anos. Como será? Um século de vida. É uma honra.
Sinto-me realizada assim! (E o que "lutei" para chegar aqui, a este encontro comigo própria ;))
Pessoalmente não podia ser mais feliz, mais amada, mais respeitada. Não podia estar mais em sintonia. Estamos quase a partilhar tudo. O tecto, as paredes, o quarto, o sol a entrar naquelas janelas. Aquela vista M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!
AAAIII, que contente! Que ansiosa! Que desejosa! Wiiii
11.3.13
Deve haver alturas em que quando por aqui passam acham que sou bipolar. Optimista e alegre uns dias. Pensativa e duvidosa em outros.
Há dias maravilhosos, cheios, inspiradores, cheios de sentido. E há momentos em que não sei que faço, para que faço, de que serve. Para quê? Há momentos em que parece tudo tão complicado. Parece que cada passo é difícil. Pesado. Que nada disto me serve. Que não existo aqui. Agora.
Parece que arranjar clientes é tão difícil. Que pôr tudo a andar é um peso demasiado grande para ser suportado. Que dar o passo de sair de casa é inalcançável. Que a paz não existe. Que as pessoas não sabem viver e não vão aprender. Que não há dinheiro. E não há emprego. E não há motivação. E não há brilho.
Pronto. Há momentos assim. Que são tão raros que nem me lembro deles. Hoje tive uns quantos. Mas amanhã é outro dia!
Há dias maravilhosos, cheios, inspiradores, cheios de sentido. E há momentos em que não sei que faço, para que faço, de que serve. Para quê? Há momentos em que parece tudo tão complicado. Parece que cada passo é difícil. Pesado. Que nada disto me serve. Que não existo aqui. Agora.
Parece que arranjar clientes é tão difícil. Que pôr tudo a andar é um peso demasiado grande para ser suportado. Que dar o passo de sair de casa é inalcançável. Que a paz não existe. Que as pessoas não sabem viver e não vão aprender. Que não há dinheiro. E não há emprego. E não há motivação. E não há brilho.
Pronto. Há momentos assim. Que são tão raros que nem me lembro deles. Hoje tive uns quantos. Mas amanhã é outro dia!
8.3.13
Sede e inquietação. Esquisita.
Estou com sede de sentir.
Sou um ser emocional, mais do que mental e racional. Sinto tudo. Transpareço tudo. Li agora um blog que me deixou inquieta. No bom sentido.
Deixou-me com uma vontade gigante de fazer tudo diferente. De abanar as estruturas e arriscar.
De conhecer novos sítios, de absorver experiências, de acumular histórias vividas, de sentir tudo de novo. E é por isso que só de pensar em estar quieta amanhã, num dos dois dias semanais que tenho para passar barreiras, fico atormentada. Sinto-me amarrada, de braços e pernas. Imaginar os horários e a rotina que não é minha. Não quero. Amanhã não.
Quero ser livre e ir para onde for. Olhar com novos olhos e despertar a criança.
E pode ser tão simples quanto andar por ruas que nunca andei, fazer de turista em cidade que nunca fiz, comer o que nunca provei, ir a exposições e museus que nunca fui. Andar sem horas, sem pressa, sem destino. Só sentir e deixar-me ir. E isto não pode ser mau!
Não gosto quando por instantes não falamos a mesma língua e pareço demasiado louca e instável e insatisfeita. Não é! Não sou!
Só quero viver a nossa vida e não dos outros. Tenho a minha máquina e os meus tecidos a gritarem por mim. A minha criatividade ligeiramente estagnada porque a racionalidade empresarial agora o exige. E preciso equilibrar. Preciso extravazar e ser louca e não ter medidas nem julgamentos.
Não é difícil de perceber. Como és, sei que é fácil acompanhares. Assim o espero.
Sou um ser emocional, mais do que mental e racional. Sinto tudo. Transpareço tudo. Li agora um blog que me deixou inquieta. No bom sentido.
Deixou-me com uma vontade gigante de fazer tudo diferente. De abanar as estruturas e arriscar.
De conhecer novos sítios, de absorver experiências, de acumular histórias vividas, de sentir tudo de novo. E é por isso que só de pensar em estar quieta amanhã, num dos dois dias semanais que tenho para passar barreiras, fico atormentada. Sinto-me amarrada, de braços e pernas. Imaginar os horários e a rotina que não é minha. Não quero. Amanhã não.
Quero ser livre e ir para onde for. Olhar com novos olhos e despertar a criança.
E pode ser tão simples quanto andar por ruas que nunca andei, fazer de turista em cidade que nunca fiz, comer o que nunca provei, ir a exposições e museus que nunca fui. Andar sem horas, sem pressa, sem destino. Só sentir e deixar-me ir. E isto não pode ser mau!
Não gosto quando por instantes não falamos a mesma língua e pareço demasiado louca e instável e insatisfeita. Não é! Não sou!
Só quero viver a nossa vida e não dos outros. Tenho a minha máquina e os meus tecidos a gritarem por mim. A minha criatividade ligeiramente estagnada porque a racionalidade empresarial agora o exige. E preciso equilibrar. Preciso extravazar e ser louca e não ter medidas nem julgamentos.
Não é difícil de perceber. Como és, sei que é fácil acompanhares. Assim o espero.
1.3.13
Não sou a favor do medo, mas às vezes chega.
Tenho medo que nos tornemos banais. Que nos acomodemos e fiquemos sempre pelo mesmo. Sei que reviras os olhos quando te digo isto. Que nunca estivemos a dar um passo tão grande, que estamos a investir muito. Tudo isso.
Não gosto de tempo contado. Não gosto de estar sozinha numa sexta à noite. Não gosto que os planos só aconteçam no fim-de-semana.
Não quero ser velhinha e não ter feito nada.
Não tenho razões nenhumas para escrever e sentir isto. Mas sinto. E já passa.
Tenho medo que nos tornemos banais. Que nos acomodemos e fiquemos sempre pelo mesmo. Sei que reviras os olhos quando te digo isto. Que nunca estivemos a dar um passo tão grande, que estamos a investir muito. Tudo isso.
Não gosto de tempo contado. Não gosto de estar sozinha numa sexta à noite. Não gosto que os planos só aconteçam no fim-de-semana.
Não quero ser velhinha e não ter feito nada.
Não tenho razões nenhumas para escrever e sentir isto. Mas sinto. E já passa.
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