Estou com sede de sentir.
Sou um ser emocional, mais do que mental e racional. Sinto tudo. Transpareço tudo. Li agora um blog que me deixou inquieta. No bom sentido.
Deixou-me com uma vontade gigante de fazer tudo diferente. De abanar as estruturas e arriscar.
De conhecer novos sítios, de absorver experiências, de acumular histórias vividas, de sentir tudo de novo. E é por isso que só de pensar em estar quieta amanhã, num dos dois dias semanais que tenho para passar barreiras, fico atormentada. Sinto-me amarrada, de braços e pernas. Imaginar os horários e a rotina que não é minha. Não quero. Amanhã não.
Quero ser livre e ir para onde for. Olhar com novos olhos e despertar a criança.
E pode ser tão simples quanto andar por ruas que nunca andei, fazer de turista em cidade que nunca fiz, comer o que nunca provei, ir a exposições e museus que nunca fui. Andar sem horas, sem pressa, sem destino. Só sentir e deixar-me ir. E isto não pode ser mau!
Não gosto quando por instantes não falamos a mesma língua e pareço demasiado louca e instável e insatisfeita. Não é! Não sou!
Só quero viver a nossa vida e não dos outros. Tenho a minha máquina e os meus tecidos a gritarem por mim. A minha criatividade ligeiramente estagnada porque a racionalidade empresarial agora o exige. E preciso equilibrar. Preciso extravazar e ser louca e não ter medidas nem julgamentos.
Não é difícil de perceber. Como és, sei que é fácil acompanhares. Assim o espero.
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