1.3.13

Não sou a favor do medo, mas às vezes chega.
Tenho medo que nos tornemos banais. Que nos acomodemos e fiquemos sempre pelo mesmo. Sei que reviras os olhos quando te digo isto. Que nunca estivemos a dar um passo tão grande, que estamos a investir muito. Tudo isso.
Não gosto de tempo contado. Não gosto de estar sozinha numa sexta à noite. Não gosto que os planos só aconteçam no fim-de-semana.
Não quero ser velhinha e não ter feito nada.
Não tenho razões nenhumas para escrever e sentir isto. Mas sinto. E já passa.

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