Ontem nasci.
Experimentei o nascimento dinâmico e nasci de verdade.
Estive dentro do útero, senti as minhas sensações de há 24anos atrás, iniciei trabalho de parto contra minha vontade e nasci.
Foi aterrorizador. Achei que não conseguia mesmo. Quis voltar para trás. Fiquei sem ar. Tive o mais perto da morte que alguma vez senti. Entrei em pânico, gritei que não era capaz. Quis que desistissem para que eu pudesse desistir. Eles não o fizeram e eu tive de aceitar que sou capaz. Conectar-me com esta força que tenho de impulsão, de fazer, de confiar que está tudo bem.
Eu não conhecia esta força até ontem porque nasci de Cesariana. Porque me tiraram do útero da minha mãe sem que eu desse ordem. Sem que eu me sentisse com vontade de sair. Não deixaram que fossem as minhas pernas a dar o impulso. Não me deixaram sentir capaz de nascer.
Quando vejo grávidas com cesariana electiva marcada, arrepio-me. Porque não sabem o que estão a fazer ao seu bebe. Para além de não saberem o que estão a fazer a elas próprias, mas principalmente ao bebé. Estão a privá-lo de se sentir capaz. E esse medo acompanhá-lo-à pelo resto da vida.
Fico triste quando vejo isto. E esta sensação é nova. Nasceu comigo, ontem.
26.5.14
23.5.14
Pliiiiim
Uma história que foi real. Para não me esquecer de estar atenta aos pormenores. E porque senti que sei ajudar. Mesmo a pessoa mais céptica.
31 anos. Porque vem fazer o exame? Tenho imensas alergias. Estou sempre a tossir,a expirrar, fico com imensa falta de ar. E não posso tomar antibiótico mês sim, mês sim. Tenho de descobrir o que se passa.
E está assim há quanto tempo?
Não sei. Há muito. Mas agora, de há 2 meses para cá estou melhor.
(Hmmm, que causa emocional estará por trás disto?)
Agora mudei de posto de trabalho. (AAAHHHH!!) E como é um sítio mais arejado, circula mais o ar, estou melhor. Acho que é por isso.
Hm....curioso. E a sua profissão é stressante?
Claro!! Agora já não tanto, como mudei de funções... (AHHHHH!!!)
E nunca pensou que por trás desses sintomas, esteja qualquer coisa emocional?
Desculpe? Como assim?
É que uma das formas que o nosso corpo tem de tentar eliminar toxinas, ou stress, ou ansiedade, é através dos pulmões. De expirrar. De tossir. Não lhe faz sentido?
Hm..não sei.... Eu há uns tempos fiz medicação para a depressão (AHHHHHH!!) mas não me fez nada e parei.
Pois, sabe que fazer medicação para os sintomas mas não resolver a causa não serve de muito...não é?
Hm... Mas resolvo a causa como? Eu detesto o meu trabalho! Eu cada vez que chegava lá só chorava...
E porque está lá?
Preciso de comer!
Mas há outros trabalhos...Já procurou?
Há 3 anos que procuro. Não vivo do ar, não é? (UI TANTAS LIMITAÇÕES)
Não tem nenhum hobbie? É possível ser-se autossustentável...
Desculpe???
(....)
Porque eu quero ser mãe. E não quero regredir na minha vida. Não quero voltar para casa dos meus pais. Aquela é a pessoa que me faz feliz.
Essa é a única coisa certa e que faz sentido na sua vida. Não é disso que tem de abdicar...
Pois.
Porque quero fazer um curso de cabeleiro. Porque é uma maneira de estar ligada às artes. Eu faço desenhos e pinto.
E onde estão os trabalhos?
Hm....
Acredita neles?
Não.
E como quer que alguém acredite?
Ah, mas como posso fazer um curso e depois os horários são diferentes e depois em vez de 200€ gastamos 400€ em deslocações. Impossível
E se se oferecer como ajudante de cabeleireira enquanto tira o curso de cabeleireira? Aqui na zona para não gastar tanto em deslocação?
Ah! Nunca tinha pensado nisso.
CONCLUSÃO: Se não fosse eu aqui agora, a rapariga tinha entrado e saído. Como segui a intuição de falar sobre causas emocionais para as doenças, ela saiu daqui a pensar em qualquer coisa. :)
31 anos. Porque vem fazer o exame? Tenho imensas alergias. Estou sempre a tossir,a expirrar, fico com imensa falta de ar. E não posso tomar antibiótico mês sim, mês sim. Tenho de descobrir o que se passa.
E está assim há quanto tempo?
Não sei. Há muito. Mas agora, de há 2 meses para cá estou melhor.
(Hmmm, que causa emocional estará por trás disto?)
Agora mudei de posto de trabalho. (AAAHHHH!!) E como é um sítio mais arejado, circula mais o ar, estou melhor. Acho que é por isso.
Hm....curioso. E a sua profissão é stressante?
Claro!! Agora já não tanto, como mudei de funções... (AHHHHH!!!)
E nunca pensou que por trás desses sintomas, esteja qualquer coisa emocional?
Desculpe? Como assim?
É que uma das formas que o nosso corpo tem de tentar eliminar toxinas, ou stress, ou ansiedade, é através dos pulmões. De expirrar. De tossir. Não lhe faz sentido?
Hm..não sei.... Eu há uns tempos fiz medicação para a depressão (AHHHHHH!!) mas não me fez nada e parei.
Pois, sabe que fazer medicação para os sintomas mas não resolver a causa não serve de muito...não é?
Hm... Mas resolvo a causa como? Eu detesto o meu trabalho! Eu cada vez que chegava lá só chorava...
E porque está lá?
Preciso de comer!
Mas há outros trabalhos...Já procurou?
Há 3 anos que procuro. Não vivo do ar, não é? (UI TANTAS LIMITAÇÕES)
Não tem nenhum hobbie? É possível ser-se autossustentável...
Desculpe???
(....)
Porque eu quero ser mãe. E não quero regredir na minha vida. Não quero voltar para casa dos meus pais. Aquela é a pessoa que me faz feliz.
Essa é a única coisa certa e que faz sentido na sua vida. Não é disso que tem de abdicar...
Pois.
Porque quero fazer um curso de cabeleiro. Porque é uma maneira de estar ligada às artes. Eu faço desenhos e pinto.
E onde estão os trabalhos?
Hm....
Acredita neles?
Não.
E como quer que alguém acredite?
Ah, mas como posso fazer um curso e depois os horários são diferentes e depois em vez de 200€ gastamos 400€ em deslocações. Impossível
E se se oferecer como ajudante de cabeleireira enquanto tira o curso de cabeleireira? Aqui na zona para não gastar tanto em deslocação?
Ah! Nunca tinha pensado nisso.
CONCLUSÃO: Se não fosse eu aqui agora, a rapariga tinha entrado e saído. Como segui a intuição de falar sobre causas emocionais para as doenças, ela saiu daqui a pensar em qualquer coisa. :)
22.5.14
Porque não me acho capaz? Porque não acredito em mim? Porque não me mostro? Porquê? Do que espero?
Vejo blogs bonitos, inspiradores, honestos. E não tomo esse passo porquê? Não é a altura ainda?
O que me falta?
Para onde vou? Quem sou? Porque?
Porque me embrulho em mim própria? Porque não avanço? Ou já estarei eu a avançar?
Está na hora de começar a partilhar tudo quanto me interessa. Há de certo quem se identifique e a quem a minha partilha faça sentido.
Ainda me sinto pesada. Mas aos poucos começo a definir.
Preciso do fim de semana que aí vem. Quero sentir-me sem limites. Que pesada me sinto agora.
16.5.14
Sentir, sentir, sentir
Começa a chegar a altura em que quero inspirar em vez de me deixar somente ser inspirada.
O que leio faz-me todo o sentido. Antes de chegar a casa, ouço a mente: "o que vais fazer? o que tens para fazer? Isto, aquilo, e o outro...qual primeiro? e dá tempo?" Shiiiiiu. Calma. Agora estou no caminho. Agora estou a contemplar esta serra. Agora estou a deixar o carro na oficina para que o cuidem de vez. Agora tenho que ir a pé para casa. Agora vou a pé e sinto o sol. Agora chego a casa e invento o que fazer na rua porque não me apetece deixar de sentir o sol. Agora vou regar. Agora olho para as folhas do feijão que têm marcas de dentadinhas de coelho. Agora rio-me. Agora molho os pés. Agora rego a ameixeira. Agora volto para cima e rego as flores da entrada. Agora entro em casa e cumprimento as gatas mais apaixonantes da vida. Agora mimo-as. Agora ponho alarme no telefone e conto meia hora para arrumar a cozinha. (Esta técnica é do melhor que há. Funciona mesmo. Saber que o tempo é contado e que quando o alarme tocar acabou-se as limpezas, ajuda-me e custa menos.)
Agora não faço nada do que a minha mente gritava. Agora aproximo as pequeninas e deixo-as conhecerem-se. Agora contemplo a brincadeira imensa em que se envolvem. Sento-me nos degraus da casa e fico a olhar. A observar. Somente isso. Observo. Rio-me muito, emano gratidão para estes seres que se adoram e mal se conhecem. Que ao contrário do que diziam, que a aproximação ia ser vagarosa, à experiência, que podia vir ciúmes, chatices, depressão, agressividade, bla bla, elas são um amor juntas.
Cada vez sou mais assim. Atenta ao que sinto. Não para racionalizar o que sinto, mas para ter consciência do sentimento. Para o sentir com toda a intensidade e depois deixar ir.
Cada vez sinto mais vontade de partilhar com outros a informação que me vai chegando, que vou procurando. Mostrar que é possível fazer diferente. Que para fazer diferente não precisamos de ser diferentes. Fazendo, somos por si só. Se eu digo sempre a verdade, eu sou honesta. Se eu rio muito, eu sou bem disposta. Se eu dou muitos beijinhos e abraços, eu sou afectuosa.
Um desvendar de verdades que sempre estiveram cá e que agora entro em sintonia com elas. Remembro-me como "ele diz".
14.5.14
A minha vida está a mudar.
Estou consciente, cada vez mais e mais. Estou atenta ao que sinto. Estou atenta às mensagens de Deus. Estou a reconhecê-lo. Preciso de silêncio e tenho-o. Interesso-me por alimentação saudável, consciente, por biorritmos e relógios biológicos. Interesso-me pela natureza, aprendo com ela. Deixo-me levar. Aprendo cada vez melhor a deixar fluir.
Leio livros verdadeiramente inspiradores que me tocam como nunca antes.
Estou em paz. Estou tão em paz.
Tenho planos, tantos. Arranjar o exterior da nossa casa mais querida. Pôr flores por todo o lado. Fazer bricolagem e criar um sofá através de paletes. Terminar os fofos, editar as fotografias e mostrar ao mundo uma das minhas paixões. Fazer uma base de dados de artigos e começar posts para um blog que não tarda chega aí. Sobre maternidade, ecologia, parentalidade positiva. Tudo o que sou. Cuidar de crianças. Ajudar mães e pais a serem mães e pais felizes. Ajudar a criar crianças felizes. É tudo o que sou. O melhor que sei ser. E os dias correm. E o tempo passa. E o calendário avança. E eu mudo a cada segundo. Estou em transformação. Que curiosa estou para olhar para mim no final deste ano. Não preciso de mais do que isso. Uma volta à minha vida. Já está a acontecer.
7.5.14
Já existes em nós.
Queriamos um novo gatinho. Um amigo e companheiro para a Shi. Andavamos atentos. No feriado passado disse-me a minha mãe que tinha chegado uma ninhada ao Veterinário. Ele disse que não estava a sentir e que não achava bem irmos de propósito à procura, que quando fosse para nós apareceria sem deixar dúvidas. Domingo chegou a primeira ninhada do ano à loja. Fui espreitá-los todos. Gostei de alguns, fiquei impressionada com a carência de todos e não trouxemos nenhum. Ele dizia "Quando ficamos com pena e queremos trazer todos é porque não estamos ligados com nenhum. Ainda não é desta."
Ontem ao final do dia soubemos que os nossos vizinhos tinham encontrado um gatinho bebé junto ao muro, o irmão já estava morto, tinha sido atropelado.
Pronto. Lá está. Não há dúvidas. Fomos vê-lo e apaixonamo-nos. É uma gatinha com mês e meio. Muito pequenina e muito debilitada. Descobrimos-lhe uma pequena ferida na barriga e fomos à Veterinária já eram 23h30.
Enquanto a Dra. te dava antibióticos e agrafadelas, choravas e aninhavas-te em mim. Pediste-nos protecção e nós estamos a cuidar de ti! Estás fraquinha e precisas de cuidados. Os miminhos vão chegar na conta mais do que certa assim que decidires agarrar-te à vida e vieres connosco para casa.
Aconteça o que acontecer, já existes. Até já bigodinha.
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