31.8.10

Experimentei e não gostei.

25.8.10

Hoje dei por mim a bloquear pensamentos. A dizer para dentro "pára de pensar nisso!!". Tentei o off e estou até a conseguir. Não sei até quando. Pensei que se não tivesse ido naquele dia específico, àquela hora, ao cinema, naquele sítio, nada daquilo teria acontecido. Pensei que se não tivesse estado a empatar em casa de determinadas pessoas, se não tivesse escolhido aquele lado da estrada, e tivesse parado naquele lugar, àquela hora, não o teria reencontrado, passados anos. E gostei tanto. Pensei que apesar de achar que me conhece, não deve ser nada disso porque não faz nem um esforço para nada. Apesar de eu ter a certeza que sabe o quão importante é para mim. Dei por mim a avaliar o passado. A tentar perceber o porquê das coisas. Não encontrei soluções e não quero mais procurar por nada. Também não queria estar quieta, nem esperar que nada venha ao meu encontro. A verdade é que sempre que não procuro as coisas aparecem-me. Surpresas agradáveis até. Hoje quero só desligar-me de tudo e de todos. Estou cansada das mesmas pessoas. De mim. Estou farta dos pensamentos circulares que tenho e que não me levam a lado nenhum, nem a ninguém. É a minha altura de experimentar a solidão.

22.8.10

Há quem lhe chame jet lag. Sinceramente acho que não sofro disso mas a verdade é que ando aluada. Talvez "sloveniada". Ainda me vejo dentro da bolha que lá criei. O voltar a mim não me está a passar despercebido. Lá eu, era eu. Mas era um eu que se estava a dar a conhecer, que se estava a descobrir em ambientes nunca antes experimentados. Era um eu aventureiro e de peito aberto. Acho que por ter tentado absorver tudo daquela viagem, agora me sinto mais cansada. Este silêncio da minha casa sabe-me mesmo bem. O estar deitada no sofá também. Não me apetece estar com mais ninguém que não sejam os meus pais. Sinto-me como se fosse criança. Preciso de me sentir em casa. De estar sentada na minha cama daquela maneira que gosto tanto. Voltar a perceber qual é o meu papel. Aqui e agora.

20.8.10

Slovenia


é mesmo assim que te recordo.
Há momentos em que me apetece muito escrever o nome das pessoas da minha vida, mas nunca o faço com medo de me esquecer de alguém.

9.8.10

Um dia vou viajar com pessoas que não conheço.
Um dia vou falar com pessoas que não falam a mesma língua que eu.
Um dia vou-me testar.
Um dia vou-me conhecer fora da minha zona de conforto.

Hoje é o dia.

Olá Eslovénia. Até já Portugal.

7.8.10

Tenho um nó no peito que me está a apanhar a garganta. Não consigo respirar bem. Estou sufocada em sensações e em pensamentos.

Voltar a casa e ter alguém à espera é a prova de que existimos. Chego feliz e abraço-os todos. Venho a correr para abraçar o mais pequenino, quem me fez chorar de saudades. Está a dormir como um anjo.

Procuro arranjar-me por dentro, mas não tenho tempo. Cá ainda não houve silêncio.

Ainda agora cheguei e já imprimi o bilhete de avião para depois de amanhã. Acho que vou embarcar na maior aventura da minha vida e não tenho tempo para pensar nisso.

Fui visitar amigos que falam chinês. Provocam-me um nó mental e desaparecem. Não me explicam o que dizem nem o que sentem.
E eu odeio desencontros.

Acredito que não seja para mim, e também acredito que seja. Às vezes falam para o ar. Quando for para mim diz. O meu nome é Catarina.