29.4.12
Gosto que, sem teres ainda 2 anos, saibas cheirar um flor e falar com ela; gosto que saibas dizer a palavra "Saudade"; gosto que ouças com atenção quando te digo "Amo-te". Gosto que, quando pegas naquela concha, saibas que se a levares ao ouvido ouves o mar; gosto que saibas onde está o coração e que faz pum-pum; gosto que saibas contar até 20. Gosto que digas "É bonito." Gosto que digas "Pois.". Gosto da quantidade de sorrisos que me fizeste dar nestes últimos 23 meses. Gosto do amor enorme que me fazes sentir a cada dia. Obrigada.
27.4.12
26.4.12
"Se não for a relação com os outros, o que nos faz estar aqui?"
Ainda hoje, enquanto conduzia, pensava nisto. Nos laços que se criam, nas relações que se alimentam, no amor gigante que se sente em cada uma delas.
É difícil sentir-mo-nos sós. Deve ser das piores coisas que se pode sentir. O silêncio, a não procura, a indiferença.
Os mal entendidos criam-se e são fáceis de perpetuar quando não se conversa e não se explica. Sou adepta incondicional do diálogo e da exposição de emoções e sentimentos e depois, às vezes, deixo-me levar pela facilidade e fico só na minha zona de conforto à espera que tudo volte ao normal, por si.
Hoje chega. Hoje é dia de tomar iniciativa, agarrar-me com toda a força a tudo o que nos unia e ganhar coragem para resolver.
Ainda hoje, enquanto conduzia, pensava nisto. Nos laços que se criam, nas relações que se alimentam, no amor gigante que se sente em cada uma delas.
É difícil sentir-mo-nos sós. Deve ser das piores coisas que se pode sentir. O silêncio, a não procura, a indiferença.
Os mal entendidos criam-se e são fáceis de perpetuar quando não se conversa e não se explica. Sou adepta incondicional do diálogo e da exposição de emoções e sentimentos e depois, às vezes, deixo-me levar pela facilidade e fico só na minha zona de conforto à espera que tudo volte ao normal, por si.
Hoje chega. Hoje é dia de tomar iniciativa, agarrar-me com toda a força a tudo o que nos unia e ganhar coragem para resolver.
22.4.12
20.4.12
O medo de parar estava a deixar-me exausta. Quando achava que parava, a única coisa que fazia era focar-me nos meus pensamentos mais preocupantes. Deixava-os entrar em mim num ritmo frenético que não conseguia acompanhar, enchia-me de culpa, de medo, de preocupação e anulava todo o optimismo que me é característico. As dúvidas e a crença de que era incapaz assombravam-me todo o dia. Não conseguia olhar para uma pessoa sem me perguntar se aquela pessoa se sentiria ou não realizada profissionalmente. Tentava mudar a perspectiva, ver o lado bom, encarar tudo isto como uma fase, mas não estava a conseguir ser dona de mim.
Todos os dias, mal abria os olhos, determinava quais as tarefas a fazer até voltar a adormecer. Organizava mentalmente o meu dia, tentava chegar a todo o lado, ocupar-me, deixar de pensar e deixar de lado a frustração. Cada dia me cansava mais e a importância que dava ao dormir estava a superar-me. Estaria a ficar deprimida? Quando estava acompanhada, ficava melhor. Deixava de pensar. Era obrigada a focar-me noutras coisas e isso aparentemente ajudava. Quando me via sozinha era inevitável pôr-me em causa, puxar mais por mim, duvidar de que estaria a fazer tudo quanto podia.
Um desses dias acordei com vontade de ir correr para a praia. Acordei antes da mãe e quando me perguntou: "vamos andar?" só lhe respondi "eu vou correr para a praia, tu não sei". (Um tanto ríspida mas às vezes esta dependência irrita-me! E logo agora, que ando a lutar pela minha independência.)
Estava frio e o vento a entrar nos ouvidos não era propriamente agradável. Abstraí-me disso e foquei-me no mar, no cão que corria atrás das gaivotas e das gaivotas que voavam atrás dos peixes. Depois do vento na cara e da sensação de liberdade por correr 30 segundos (e parar porque não tenho preparação física para correr mais, ainda por cima na areia), a viagem de regresso prometia. A mãe veio com a história de me estar a isolar. Depois que não percebia que, sendo eu tão dinâmica na família e tão adepta do convívio familiar, não quisesse estar presente numa altura festiva. Enfim. O regresso a casa, no meio de choros e confrontos (positivos), foi o que me valeu. Depois daquela conversa fiquei desbloqueada. Organizei-me mentalmente e emocionalmente em 12 minutos. Redefini prioridades. De repente, o puzzle que estava caótico ficou perceptível. De repente, as coisas voltaram a fluir e eu a deixar-me fluir nelas. 2 + 1 = 3. Voltei a confiar. Voltei a confiar em mim. Agora, dou tempo ao tempo. Sigo a minha vontade. Assumo que mereço. Deixo-me respirar. Esbanjo sorrisos e sou tão feliz.
16.4.12
Queria fazer isto. Queria mandar-me do cimo duma rocha e ficar a planar o tempo que fosse preciso. Sentir cada brisa. Sentir cada pensamento ser anulado para cada sensação ser altamente usufruída. Não fiz isto mas, andei na areia, sentei-me num lugar ao sol, vi gaivotas pescarem no mar e cães correrem atrás delas só pelo prazer de as ver levantar voo. Corri. Molhei os pés e andei com espuma entre os dedos. Depois ele chegou. Pegou em mim ao colo num abraço e rodou-me. Perdi o norte, senti o vento na cara e senti-me tão livre.
3.4.12
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