31.7.13

Shi

Semana #8 [e já deixei fugir a 7...]


Das 7h50 às 23h58

Gosto muito de dias como o de ontem.

Acordar com vontade de acordar, com energia para dar e vender. Acordar com a Shi a implorar um cantinho na minha cama, levantar-me, abrir-lhe a porta e deixá-la entrar. Enroscarmo-nos as duas naqueles 5 minutos que faltavam para o despertador tocar.
A rotina diária com o sol a entrar pela janela e a fome a apertar. Um pequeno almoço normal mas com o mimo do doce por cima da manteiga num pão que cheira a torrada.
Um dia de trabalho inteiro pela frente com uma hora de almoço generosa onde se encaixa uma ida à loja dos tecidos. A única forma de poder avançar com a encomenda chegada no dia anterior.
Dar um toque ao pai que vai servir de minha boleia, voar até Cascais, ver tecidos, falar com a P. para que pudesse escolher em "real time" o que prefere. Deixar-me encantar por novos tecidos. Trazer dois deles e fotografar tantos outros. [E o que eu gosto de andar por aqueles corredores. A ver tudo, imaginar combinações, ganhar uma vontade gigante de chegar a casa, ter a tarde por minha conta e costurar até fartar.]
Almoçar em modo rápido! E voltar para a clínica.
Agenda com buracos e a vontade de estar em casa a costurar...
Ocupo o tempo e delicio-me com "pequenas mentirosas".
Sair um bocadinho antes das 18h porque as 18h há um exame pela empresa.
Chegar, fazer, cuidar e vir.
Uns documentos para tratar e evita-se assim que se acumulem "stand by's". Factura, nota de crédito, flyers num envelope para se levar para os correios no dia seguinte.
18h50 e é dado o primeiro passo na costura. Tesoura, tecido, corte, fecho, alfinetes, dobras, ferro, máquina, ponto, linha.

Almofada de praia - done

Começar nova encomenda para um bebé pequenino! Almofada de viagem a meio quando o jantar chega. Jantar, comer gelado, publicitar no fb os novos tecidos, a nova almofada. E chega nova encomenda! Gigante! Para o M.M. [Que orgulho contarem comigo para mimar assim o bebé deles!! Fico mesmo derretida, grata, lisonjeada. Obrigada, obrigada, obrigada!].

Voltar para a máquina, terminar a almofada de viagem do L.

Voltar ao fb e ter nova encomenda - uma touca com estrelinhas! WIIIII

Desligar a luz da cabeceira às 23h58 com a sensação que dias assim são mesmo os que mais valem a pena.
E das 19h às 22h rendeu que foi uma coisa parva. Rende sempre. Assim queiramos e acreditemos. O sofá é mesmo o pior inimigo do trabalho e o melhor amigo da preguiça!

Hoje não me apanhas outra vez! Tu sim costura! Minha paixão, meu entusiasmo!

26.7.13

It will be OKAY

 
 
Penso demais? Sinto demais. Sou essencialmente emocional e para mim é difícil fazer sentido se nada ou pouco estiver a sentir. Só estou porque me sinto bem. Só faço porque me sinto realizada, orgulhosa, contribuinte, útil.
Sou a sensibilidade palpável. E ainda que por vezes gostasse de me deixar ir mesmo sem sentir e sem pensar, gosto muito, muito mesmo de ser assim, como sou. Melhorando a cada dia, potenciando sempre o melhor de mim, conhecendo-me cada vez e trabalhando sempre mais o meu lado menos positivo, ajudá-lo a ser cada vez mais insignificante e não deixar que me defina, que se torne superior à minha vontade.
Aprendo a respirar, a serenar, a deixar fluir através de mim. A pôr o melhor de mim em cada coisa. E dia após dia é mais natural e prazeroso ser eu. Porque o meu eu é cada vez mais sorridente, pacífico, sereno, tranquilo, amistoso, atento.
 
Gosto de me pôr no lugar dos outros. Acho que é algo que pouca gente faz. É muito confortável ficar na nossa, a defender a nossa ideia, o nosso ponto de vista, o nosso ego. É desafiante deixar o ego de lado e mergulhar no outro ser. E eu fico tão orgulhosa cada vez que dou por mim a tratar o outro com mais tolerância e compaixão porque automaticamente me pus no seu lugar. Sem esforço, sem falsidade. Fui lá, vi, compreendi e agi.
 
Gosto de quando estou a fazer um exame a alguém sentir que a pessoa fica desconfortável por mostrar a barriga saliente. E por isso ter um cuidado extra em ser mais rápida para a expor menos ou ser mais cuidadosa com as ventosas para que a barriga não abane e o desconforto aumente.
Gosto de, no caminho para a praia, ver um casal de velhinhos com dificuldade em tirar a senhora do carro, dar uns passos para além daquela cena mas a cena não me sair da cabeça e sentir "tens de ajudar". E voltar para trás e perguntar se é preciso ajuda e a ajuda ser aceite sem entrave. Ajudar aquela senhora velhinha sair do carro e sentar-se no banco da praia a saborear aquele sol de forma mais pura e franca.
 
Gosto de depois disto dizer ao Salvador que cada vez que ajudamos alguém o nosso coração cresce. E sentir mesmo isto. Gosto de ajudar pelo simples facto de sentir o meu coração crescer.
 
Gosto de tirar muitas fotografias para deixar recordações a quem não se lembra da importância delas.
 
Gosto de olhar para fotografias de bebés e grávidas e sentir esta alegria que sinto.
 
Gosto de sentir que mais tarde ou mais cedo o meu caminho vai ser esse. Gosto de arriscar e gosto de estar alerta.
 
Às vezes custa-me esperar. Custa-me aceitar que o meu caminho para passar por aí, para chegar ao dia em que todos os dias da minha vida acordo com uma vontade gigante de viver o dia ao máximo, a cuidar de quem quero, da forma como quero, tem de passar pelo o hoje. Pelo caminho de agora. Pelas horas perdidas em frente ao computador à espera da agenda.
 
Às vezes custa imaginar a volta que a vida tem de dar para que esse dia chegue. E às vezes também vem o medo da incapacidade. E se não for para mim? E se não me calhar viver desta forma que tanto desejo?
 
Sinto bem cá dentro que é para mim. Que a vida é demasiado curta para não ser tão bem vivida. Não sei porque voltas vou passar, mas todos os dias sereno e sinto que está tudo certo. Quando for, será. E eu mantenho esta força que nem sei de onde vem para ser sempre o melhor de mim, provocar o melhor dos outros.
 
Preciso do voluntariado na minha vida. Preciso da criatividade. Preciso de espaço. De identidade. Preciso de começar o meu sonho de família. Preciso do yoga. Preciso desta paz que sinto agora para continuar sempre a acreditar que todos os dias são dias cheios de oportunidades. E tudo está tão bem. E tudo ficará tão bem.
 
 
 
 

24.7.13

BALANCE

Porque a vida é invariavelmente um equilíbrio constante. Porque nem sempre é fácil aceitarmos os momentos mais baixos e porque essencialmente nem sempre, nesses momentos, conseguimos ver os momentos altos que se avizinham [tão naturalmente como os outros].
Acordei mais cedo para aproveitar a aula de yoga das 8h00. Senti mesmo que não podia perder a oportunidade de começar assim o dia, ainda que as 8 horas de sono não estivessem completas e a preguiça do acordar fosse mais forte. [Aliás, quem é mais forte do que eu e a minha vontade? Preguiça, tu não de certeza!]
Fui recebida pela querida Salomé com surpresa e sorriso. Aquele abraço claro.
A aula foi tão, tão boa. E a vontade de começar o novo dia multiplica-se por mil. Junta-se motivação, inspiração, amor próprio, descontracção e tudo vai correndo pelo melhor.
Chego a horas ao trabalho, sem ninguém à minha espera e ainda consigo que me ofereçam um café para acompanhar os meus pequeninos palmiers [ :) ].
Conversas com alguém influente nesta zona que fica de nos ajudar a estabelecer contactos importantes para a empresa [YEAAHH.]
Um senhor velhinho [como eu os adoro!] com 90 anos de histórias diz-me antes de sair com aquele olhar tão ternurento "Olhe aquele rolinho é capaz de cair da mesa." E quando olho tinha uma nota por baixo. "AHHH. Não! Eu já recebo. É o meu trabalho. Não posso aceitar!"
"Xiu. Eu é que quero dar. É só um cafezinho." E sai de mansinho de forma a terminar a conversa.
E o meu dia que começou há pouco mais de 3 horas já está mesmo a valer.
O yoga é mesmo qualquer coisa. Ou eu com o yoga sou mesmo qualquer coisa tão melhor.

23.7.13


O fim-de-semana foi tão bom!
Sábado começou com sol, com espera e com novas músicas na pen. Ele chegou e seguimos rumo a Peniche. Tinha saudades deles e estava desejosa de chegar! Primeira peripécia do caminho: na estação de serviço, perante as opções - ligeiros/pesados, ele seguiu pelos pesados. Ups que não é aqui, ai que já não dá para parar, olha que já entramos na autoestrada outra vez. Risada, bora lá!
 
Chegamos, almoço de Verão em que o pão e o queijo juntos fazem as nossas delícias, fruta e sol. (E chega mesmo para me sentir tão feliz, tão em harmonia com a natureza, com a vida e com a felicidade!)
Praia com areia branca e fina, mar com uma temperatura especial, mergulhos e brincadeiras e o amor transbordava.
Piscina ao pé deles. Risos e brincadeiras. Mergulhos e vamos para a outra piscina que aqui já está frio. Jacuzzi e o que eu me rio com o medo que ele tem. Diz que se sente um caracol na panela (ahah).
Lanche com a família. Com os 2 pequenos mais queridos de sempre. A certa altura senti-nos uma família de 4. Eu, ele e duas crianças. E o retrato ficava mesmo bonito.
Jantar de espetadas de camarões, jogo de futebol na tv e festa na rua.
Regresso a casa e cumplicidade até mais não!
 
O Domingo começou com passeio pela Serra, pela nossa. Praia daquele jeito imperdível e único (e ainda bem que ele viu!) Caminhada e exercício físico ao ar livre com o sol a despedir-se em grande estilo.
 
Que privilégio que foi. Desde o início ao fim. E ser fim-de-semana a semana inteira?
 
 
 
 
Onde andas motivação? Qual é o rumo?
Fala-se em foco e sinto intrinsecamente dentro de mim que existe e que tenho e que trabalho nisto todos os dias. Há manhãs em que a inércia de ficar na cama é tão grande. Há muitas manhãs assim e isto só me faz pensar e sentir que não pode ser isto. Só isto pelo menos. Preciso de um motivo maior para me levantar da cama num pulo, com vontade, alegria, entusiasmo.
Vejo o sol. Convida-me a saltar da cama e abraçar este novo dia mas já o prevejo igual a todos. Mais do mesmo. E não gosto desta sensação. Sei que é em mim que ela muda, assim que me tornar disponível para isso.
Quando chegas momento de viragem em que todas as manhãs me encho de força e vontade para num instante pular e sorrir para o dia?

17.7.13

Shisuka - passo a passo

Semana #6




Ainda sinto inércia quando me levanto de manhã. Cá para mim isso quer dizer que ainda não encontrei o meu lugar doce. O trabalho/talento/vocação que me realiza, preenche e me faz saltar da cama com entusiasmo e vontade. (Acredito realmente que esse dia vai chegar como sendo o primeiro de todos. E se não for antes, de certeza que quando um bebé chorar por mim me ponho aos pulos na hora. Ou não?!)
 
Tento motivar-me. Rodear-me de pessoas inspiradores, blogues inspiradores, que me dão vontade de fazer mais e melhor. De seguir os meus sonhos. De lutar por tudo quanto quero.
Há dias em que parece que estamos só a deixar-nos levar. Ficamos à espera que tudo se resolva? Pequenos passos levar-nos-ão realmente onde queremos? Mas o que queremos? Sabemos responder? Sentimos esta certeza? Mas que certeza?
 
Nestes tempos de incertezas no futuro, resta-nos aproveitar e muito o presente.
As manhãs às vezes custam. Aqueles minutos em que só apetece ser criança e dizer à mãe que dói a barriga, que não é um bom dia para levantar, para ir, para ser. Que é preferível ficarmos em modo avestruz, com a cabeça bem por baixo da almofada e esperar que seja noite para nos voltarmos a deitar.
 
Mas eu não sou assim. Por mais que me apeteça dormir todo o dia, o peso na consciência ao final do dia de saber que recusei uma oportunidade para fazer mais e melhor, deixa-me pior ainda.
Sou uma lutadora. Uma sonhadora mais. Aposto, invisto, desafio-me e orgulho-me.
Não gosto de dias iguais entre si. Gosto de dias únicos, etapas diferentes e cada vez mais exigentes.
 
Tenho ideias e projectos. Falta-me disponibilidade mental. Estou tão focada na mudança de casa, nas obras, na decoração, no tornar aquele espaço nosso (o crescimento às vezes assusta :)) que fico sem vagar para me focar na empresa, nos passos inovadores que podemos dar para arranjar mais procura, para publicitar os nossos serviços, para chegar a novos públicos. Fico sem tempo para costurar, para criar, para inventar, para me deliciar com o acabado de fazer por mim.
 
Penso demais? Deixo fluir a maior parte das vezes. Procuro serenar. Confiar. Às vezes é só mesmo isso que basta. E eu acredito em mim.

Memória

Uma característica da pessoa que sou é a memória altamente alerta. Ele às vezes pasma-se quando digo, tin tin por tin tin uma expressão que ele usou há anos (2 no máximo, diga-se).
Lembro-me muito bem de caras. Lembro-me muito bem de nomes. Lembro-me muito bem de momentos. E hoje dei por mim a fazer uma espécie de zapping pela minha caixinha de memórias.
 
O N. numa altura muito frágil e especial dizia-me "É incrível como cada instante do agora está a ser gravado na minha memória para sempre." Eu nunca tinha visto as coisas desse prisma. Nunca me tinha dado conta que no próprio momento em que tudo acontece, já estão a ser escritas linhas e linhas de história, já estão a ser fotografadas caras, expressões, gravadas vozes e sons.
Ontem, por uma razão tão boa quanto abençoada sou por a ter vivido, senti que o meu cerébro estava a fotografar a cada fracção de segundo aquela paisagem. O meu corpo a registar cada sensação dos meus poros, da minha pele de cada vez que mergulhava naquela água. A minha retina memorizou para sempre aquela cor da água do mar.
Deixei-me flutuar na água e virada para aquela imensidão de rochas, de natureza, de vida, deixei-me levar pela contemplação. Pela gratidão de estar viva, de estar naquele preciso momento naquele sítio tão especial. Agradeci ao céu, ao mar, às rochas e às gaivotas.
Nenhum de nós tinha máquina fotográfica e por isso mesmo, fiz questão de-os relembrar que aquela visão era só nossa, guardada para sempre por cada um de nós.


Por causa disto, lembrei-me hoje de instantes que ficarão guardados para sempre, na pessoa que sou.
"Ai minha menina" - na última vez que vi aquele avô.
Ouvi-lo cantar há quase um ano atrás e ter o impulso de pegar no telemóvel e gravar aquela voz, a cantar aquela música. E eu sabia que era a última vez.
"Cima, baixo" - de todas as vezes que mergulhava com o meu pai. Quem me ensinou a estar nas ondas, a amar as ondas, a respeitá-las e a aproveitá-las tão bem.
Lembro-me de entrar em casa naquela Segunda feira e estar em ânsias de saber se ia ser tia ou não e só de respirar aquele ar de amor as lágrimas começarem-me a cair de felicidade. De tanta felicidade.
"Podemos ficar assim?" - a forma linda que ele arranjou para me pedir que ficassemos assim, felizes, juntos.

E mais chegam em rodopio à minha mente, ao meu coração. E o sorriso nos meus lábios rasga-se naturalmente.

15.7.13

SINTO AQUI#2


Em Lisboa, por baixo de uma bandeira que me deixa sempre tão melancólica com o seu esvoaçar. Gosto de a ver. Gosto de a sentir. E gostei de a fotografar.
Numa manhã de Lisboa com direito a almoço em casa de pessoas muito muito queridas do meu coração (Pliiim) depois de uma subida imensa desde o Chiado até ao cimo do Parque com a motivação de quem ama tanto e com tanto amor prepara o novo passo gigante. O nosso. 

Shisuka - passo a passo

 Semana#5  [Um dos nossos momentos mais especiais :)]


Semana #4 [Hilariante!]


4.7.13

SINTO AQUI#1


Começou oficialmente o meu projecto pessoal de fotografia e memórias. Há quem tire fotografias aos próprios pés para relembrar sempre a terra que pisou, as texturas, os locais, as pessoas...

Há precisamente um ano, enquanto estava deitada na relva por baixo de árvores, folhas e ramos, quis tirar fotografia ao que estava por cima de mim. Para não mais me esquecer daquela paz que vivi ali.

Passado um ano, a primeira fotografia deste baú das memórias que começa hoje.

No dia mundial do yoga 2013, em Lisboa, só este céu azul estava por cima de mim. E bastou para ser tão feliz.

Expressões nossas#1

bebecas adiado

Medo


"Ouve o que eu te digo,
Vou-te contar um segredo,
É muito lucrativo que o mundo tenha medo,
 
 
Medo que seja tarde,
medo que seja cedo e medo de assustar-me se me apontares o dedo,
 
 
Medo do escuro, do novo e do desconhecido,
 
 
Eles têm medo de que não tenhamos medo."
Capicua
 
Comecei por ter medo. Medo de tudo isto e mais. Medo de não ser capaz. Medo de contrariar os outros. Medo de ficar sozinha. Medo de não ser amada. Medo de falhar. Medo de falar. Medo de agir e de seguir a minha intuição. Medo de sorrir. Medo de ser feliz, ainda que ambicionasse sempre por isso.
Comecei por lutar dia após dia contra o medo. Evitar que me dominasse. Aceitá-lo, enfrentá-lo e compreendê-lo. Quando o medo existe devemos mesmo é ir ao fundo da questão. Desmontar o puzzle e perceber a origem. Resolver. É tudo tão mais simples. Quando vamos a ver, o monstro papão que era gigante afinal é muito mais pequeno que nós. Basta pegar ao colo, mimar e acaba por se dissolver da mesma forma que surgiu.
 
Hoje em dia luto muito pouco contra o medo. Quando ele vem, uso essencialmente a intuição e a paz interior que tenho vindo a sentir cada vez mais e deixo que ele saia. Não há razões para ter medo.
 
De que vale?
 
É assustador dar grandes passos? É. É desafiante. Os desafios quando nos chegam é só porque já estamos preparados para eles. A vida é evolutiva. Os 80 e muitos anos que vivemos são ascendentes. (Ou deveriam ser. Grande confusão me faz o contrário.)
 
Sinto medo do passo gigante que vamos dar.
Sinto um medo pequenino, que se o alimentar, se lhe der voz e força, vai dominar-me, e a toda a gente. (Porque o medo é das coisas mais contagiosas que existe!)
Sinto medo que os nossos rendimentos não sejam suficientes para sustentar uma casa (de família :p). Sinto medo que a gasolina aumente e que se torna insustentável fazer 30km por dia (e as pessoas que fazem mais e ganham o mesmo?!).
Sinto medo que não seja capaz de limpar a casa, organizar a roupa, fazer almoço e jantar.
Sinto medo de me afastar dos meus pais.
 
E depois, em vez de arranjar problemas, inverto o pensamento e vejo as soluções:
Sei que o nosso amor é maior que tudo. Este é o passo mais acertado que podemos dar.
Somos mais do que responsáveis, sabemos bem as despesas que temos e por isso, com a nossa óptima gestão (que nos primeiros tempos vai ser trabalhada e aprimorada) ainda vamos conseguir poupar!
Somos criativos, já tenho até uma ideia para pôr em prática de forma a poupar dinheiro em gasolina. Eu e todos os que se queiram juntar a mim ;)
Sei que não quero ser escrava das limpezas nem dona de casa exemplar. Quero arrumação, limpeza mental essencialmente, portanto com treino e boa gestão e planeamento também acredito que chego lá.
Os meus pais estão sempre aqui. Almoços a meio da semana, jantares sempre que possível, muito sol e campo. E não tarda eles estão ao pé de mim outra vez.
 
Com calma e positividade :) Sou mesmo feliz!
 

1.7.13

Shisuka - passo a passo

semana #3 [0,880Kg]






















semana #2 [0,740Kg]


semana #1 [0,710Kg]



Este fim de semana foi qualquer coisa. Boa dose de descanso, sol até não poder mais (demais?), água do mar e mergulhos até chegar ao estado de "zonzês", gargalhadas, amor e tantos miminhos.
 
Começou com um jantar marcado à última da hora, com a naturalidade e a receptividade de quem gosta. Um jantar saudável, calminho, divertido e sorridente. Seguiu-se a aventura do bicharoco (gafanhoto? não me convencem que seria), com dores de barriga de tanto rir e com o senhor arrumador de carros a cantar "é o bicho, é o bicho, vou-te esmifrar...". Metros depois um casal de jovens, do Canadá à procura do Hostel Good Morning e desce a avenida e pergunta, e atravessa à estrada e volta a subir  - "É aqui!" E o agradecimento com um outro idioma, com o sorriso estampado. Mais umas horas sentados num banco de jardim, a aproveitar o calor da noite, a ver quem passa, a conversar de tudo e a cantar "OVION".
 
Sábado foi um dia enorme! A saltar da cama às 8h da manhã porque os empreiteiros já estavam a pôr as mãos na massa. Comprar corante para a tinta, escolher o nosso cinzento, ir a correr ao Leroy comprar sancas, chegar e afinal não serem aquelas. Má vontade, mau humor, muita calma e muito amor. É preciso saber falar e nisso somos uma dupla imbatível. Quando um não sabe lidar, sabe o outro. Com conversas calma e esclarecedoras, sempre de sorriso no rosto porque não há nada melhor do que estarem a preparar a nossa casa. Porque nada é capaz de nos irritar quando vemos os passos a serem dados a larga escala. A nossa casa à espreita (quase quase)!
Um mergulho antes do almoço, ao lado da grávida mais bronzeada que já vi! Tanta vontade de te conhecer Afonsinho :)
Almoço rápido e leve para seguirmos para a praia. Um mar inacreditável. A temperatura, as ondas, a vontade de ficar e um renascer de cada vez que sentia o sol a tocar a cara quando esta emergia da água salgada.
Um final de tarde com um desafio superado - 40 minutos de treino físico. As duas com calções de pijama, aos saltos, aos "murros", com flexões aldrabadas e glúteos a tonificar.
Jantar leve e óptimo - meu querido cozinheiro! - e o sono mais reparador de sempre. Corpo cansado do exercício, pele queimada do sol, olhos pesados e alma livre. Coração cheio.
 
Domingo foi dia de praia, de alguma correria porque ainda não interiozei que não posso estar em todo o lado ao mesmo tempo. Quero estar com a mãe para me redimir da ausência dos últimos dias e chego à praia quando ela já está a sair.
Mais sol, mais praia, mais praínha, mais mergulhos, mais raquetes, mais brincadeiras cúmplices a dois, mais vontade de permanecer para sempre, mais conversas de futuro, mais planos, mais vida, mais vida.
 
E chega Segunda-feira, um novo mês começa também. O fantasma da semana passada vai ter resolução breve, capaz, competente e chega de equívocos.
Hoje é dia de levantar antes das 07h00, fazer um exame às 08h00 para entrar na Clínica às 08h30, sair para ir ao Hospital à hora de almoço resolver "os problemas", voltar a ver pessoas queridas, rir muito e ganhar coragem para este novo mês. Quem sabe, não será um dos meses mais importantes qye já vivi até hoje.
 
É esta a última semana?