17.7.13

Ainda sinto inércia quando me levanto de manhã. Cá para mim isso quer dizer que ainda não encontrei o meu lugar doce. O trabalho/talento/vocação que me realiza, preenche e me faz saltar da cama com entusiasmo e vontade. (Acredito realmente que esse dia vai chegar como sendo o primeiro de todos. E se não for antes, de certeza que quando um bebé chorar por mim me ponho aos pulos na hora. Ou não?!)
 
Tento motivar-me. Rodear-me de pessoas inspiradores, blogues inspiradores, que me dão vontade de fazer mais e melhor. De seguir os meus sonhos. De lutar por tudo quanto quero.
Há dias em que parece que estamos só a deixar-nos levar. Ficamos à espera que tudo se resolva? Pequenos passos levar-nos-ão realmente onde queremos? Mas o que queremos? Sabemos responder? Sentimos esta certeza? Mas que certeza?
 
Nestes tempos de incertezas no futuro, resta-nos aproveitar e muito o presente.
As manhãs às vezes custam. Aqueles minutos em que só apetece ser criança e dizer à mãe que dói a barriga, que não é um bom dia para levantar, para ir, para ser. Que é preferível ficarmos em modo avestruz, com a cabeça bem por baixo da almofada e esperar que seja noite para nos voltarmos a deitar.
 
Mas eu não sou assim. Por mais que me apeteça dormir todo o dia, o peso na consciência ao final do dia de saber que recusei uma oportunidade para fazer mais e melhor, deixa-me pior ainda.
Sou uma lutadora. Uma sonhadora mais. Aposto, invisto, desafio-me e orgulho-me.
Não gosto de dias iguais entre si. Gosto de dias únicos, etapas diferentes e cada vez mais exigentes.
 
Tenho ideias e projectos. Falta-me disponibilidade mental. Estou tão focada na mudança de casa, nas obras, na decoração, no tornar aquele espaço nosso (o crescimento às vezes assusta :)) que fico sem vagar para me focar na empresa, nos passos inovadores que podemos dar para arranjar mais procura, para publicitar os nossos serviços, para chegar a novos públicos. Fico sem tempo para costurar, para criar, para inventar, para me deliciar com o acabado de fazer por mim.
 
Penso demais? Deixo fluir a maior parte das vezes. Procuro serenar. Confiar. Às vezes é só mesmo isso que basta. E eu acredito em mim.

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