Porque a vida é invariavelmente um equilíbrio constante. Porque nem sempre é fácil aceitarmos os momentos mais baixos e porque essencialmente nem sempre, nesses momentos, conseguimos ver os momentos altos que se avizinham [tão naturalmente como os outros].
Acordei mais cedo para aproveitar a aula de yoga das 8h00. Senti mesmo que não podia perder a oportunidade de começar assim o dia, ainda que as 8 horas de sono não estivessem completas e a preguiça do acordar fosse mais forte. [Aliás, quem é mais forte do que eu e a minha vontade? Preguiça, tu não de certeza!]
Fui recebida pela querida Salomé com surpresa e sorriso. Aquele abraço claro.
A aula foi tão, tão boa. E a vontade de começar o novo dia multiplica-se por mil. Junta-se motivação, inspiração, amor próprio, descontracção e tudo vai correndo pelo melhor.
Chego a horas ao trabalho, sem ninguém à minha espera e ainda consigo que me ofereçam um café para acompanhar os meus pequeninos palmiers [ :) ].
Conversas com alguém influente nesta zona que fica de nos ajudar a estabelecer contactos importantes para a empresa [YEAAHH.]
Um senhor velhinho [como eu os adoro!] com 90 anos de histórias diz-me antes de sair com aquele olhar tão ternurento "Olhe aquele rolinho é capaz de cair da mesa." E quando olho tinha uma nota por baixo. "AHHH. Não! Eu já recebo. É o meu trabalho. Não posso aceitar!"
"Xiu. Eu é que quero dar. É só um cafezinho." E sai de mansinho de forma a terminar a conversa.
E o meu dia que começou há pouco mais de 3 horas já está mesmo a valer.
O yoga é mesmo qualquer coisa. Ou eu com o yoga sou mesmo qualquer coisa tão melhor.

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