Preciso de silêncio. Duma caneta e de um papel. Preciso de fazer o balanço. E essencialmente preciso de me focar em objectivos e esperança. Preciso de coragem e preciso de lucidez. Preciso de tempo e espaço para reflectir nesta altura do ano tão propícia a esse silêncio.
Preciso de reciclar. Preciso de inovar. Preciso de acreditar e de lutar sem esforço. Seguir o fluxo e continuar a ser dona de mim própria. Preciso de ser livre. Preciso de me deixar levar e levantar os pés do chão. Preciso de pôr amor em tudo. Preciso de limar arestas. Preciso que não me ponham em causa. Preciso de escolher. Preciso de viver. Continuar a viver. Preciso de fazer o balanço retrospectivo do ano 2012 que acaba já amanhã.
31.12.12
18.12.12
23
Fiz 23 ontem.
No Domingo não me apetecia fazer anos. Não estava preparada. Não me apetecia que chegasse já o dia e fosse igual aos outros. Às 22h00 de Domingo apareceu-me cá de surpresa. Ao telefone perguntava "Não ficas triste que não passe a meia noite contigo?" E estava no hall de entrada! :'D
Ontem recebi muitos miminhos, dei muitos miminhos, recebi imensos sorrisos e dei outros tantos. Tive presente que era o meu dia. O dia para comemorar os 23 anos de existência. Comemorar os amigos que tenho. A família perto. O amor da vida. Comemorar quem sou. O que faço aos outros. O que sou com pelos outros. Como sou feliz. Gostei muito do dia 17-12-2012.
Recebi uma prenda muito muito especial - uma quase independência económica. Um projecto profissional. Uma actividade diária. A cuidar dos outros.
E agora sim. Está mesmo quase.
No Domingo não me apetecia fazer anos. Não estava preparada. Não me apetecia que chegasse já o dia e fosse igual aos outros. Às 22h00 de Domingo apareceu-me cá de surpresa. Ao telefone perguntava "Não ficas triste que não passe a meia noite contigo?" E estava no hall de entrada! :'D
Ontem recebi muitos miminhos, dei muitos miminhos, recebi imensos sorrisos e dei outros tantos. Tive presente que era o meu dia. O dia para comemorar os 23 anos de existência. Comemorar os amigos que tenho. A família perto. O amor da vida. Comemorar quem sou. O que faço aos outros. O que sou com pelos outros. Como sou feliz. Gostei muito do dia 17-12-2012.
Recebi uma prenda muito muito especial - uma quase independência económica. Um projecto profissional. Uma actividade diária. A cuidar dos outros.
E agora sim. Está mesmo quase.
14.12.12
Porque está a chegar o fim do ano ou porque simplesmente a vida acontece todos os dias
Hoje podia ser um dia igual aos outros. Com as suas particularidades, com os seus momentos especiais, mas podia ser só mais um desses. Mas não. E não o é nem o vai ser porque a partir do momento em que escrevo aqui alguma coisa do dia de hoje, o dia de hoje fica marcado para sempre.
Quando estava a terminar a licenciatura, achava que com 21 anos, apesar de ser uma menina, ia encontrar trabalho e começar a ver o saldo da conta bancária a crescer. E ia ter dinheiro para as minhas compras de roupa e acessórios e viagens e fins-de-semana com amigos e jantares e cinemas. Quando comecei a trabalhar comecei a ver que o dinheiro ia para o passe de comboio e lanches e cafés e pouco mais. De repente as roupas deixaram de ser fundamentais e o cinema e os jantares com amigos começaram a ganhar novo peso e nova essência. A cultura, o convívio, as experiências únicas - isso sim, valia o dinheiro. Continuei a trabalhar e cada vez a ficar mais infeliz. E aí o ordenado já não compensava a minha frustração e infelicidade de trabalhar ali. Ali o dinheiro que podia juntar, mais tarde ou mais cedo ia para um psicólogo me tratar quando eu entrasse em colapso. E já não tardava muito. Finalmente o meu corpo assumiu o controlo, fez-me ter um ataque de ansiedade e essa primeira experiência profissional terminou.
Um projecto que já tinha dado uns pequeninos passos começou a ganhar forma e a exigir de mim toda a alma e energia. Foi crescendo e crescendo e fez-me ganhar o 3º lugar num concurso de Empreendedorismo. O dinheiro começou a faltar e veio o Babysitting e a substituição de férias numa clínica. E o dinheiro ia vindo, de acordo com as necessidades e servia para os jantares de amigos e cinema e fins de semana e experiências únicas. A felicidade instalou-se e não mais se foi embora.
Chegou a vontade de fazer bonecos de tecido para os mais pequeninos. O projecto nasceu e cresceu e com dias mais fáceis que outros, deu-me alimento à alma. Encontrei ali um lugar doce. Um sítio do coração onde posso trabalhar com amor e dar asas à criatividade e espalhar miminhos por quem me quiser conhecer.
No meio disto apareceu também o Yoga. Filosofia de vida que se enquadra tão bem na minha maneira de viver e de pensar e de sentir e de agir. Inspiração atrás de inspiração e o desenvolvimento pessoal e o auto-conhecimento cada vez maiores e melhores.
Sem dar conta, passou um ano, quase trezentos e sessenta e cinco dias. E eu não sou a mesma. E os meus objectivos mudaram. E eu conheço-me.
Hoje recebi um telefonema com uma grande novidade - trabalho para breve, com salário apetecível e nem preciso de transporte. WOOOOW Quero cuidar dos outros, como sempre quis. Quero dinheiro e preciso para ser independente, para poder mudar para uma casa que é nossa. Para nos alimentar aos dois. Para que daqui a uns outros anos sejamos mais do que dois. O dinheiro vai servir para jantares de amigos em nossa casa. Para pintar rodapés. Para pintar madeiras e janelas. Para uma nova cozinha. Para o meu cantinho da costura à janela. Para tanta coisa tão mais importante.
Outro telefonema de hoje trouxe-me a proximidade da realização do projecto. Vou ser empresária e isto é real. E mais uma vez, isto serve para espalhar amor e cuidados de saúde pelos que precisam. Para criar uma empresa que tenha os valores que eu tenho. Que eu defendo e que eu pratico.
Hoje é dia de comemorar.
Vou comemorar os 3 meses de gravidez duma senhora que nem conheço. Vou ter com um amigo querido e comemorar a sua exposição de pintura, o seu talento e o seu enorme coração. Vou ter com o amor da minha vida e olhar para ele nos olhos e sentir que está quase. A nossa vida vem aí e é porque todos os dias, damos passos para que ela aconteça e se torne real.
Não sei porque escrevi tudo isto. Se porque está a chegar o fim do ano ou porque simplesmente a vida acontece todos os dias.
Quando estava a terminar a licenciatura, achava que com 21 anos, apesar de ser uma menina, ia encontrar trabalho e começar a ver o saldo da conta bancária a crescer. E ia ter dinheiro para as minhas compras de roupa e acessórios e viagens e fins-de-semana com amigos e jantares e cinemas. Quando comecei a trabalhar comecei a ver que o dinheiro ia para o passe de comboio e lanches e cafés e pouco mais. De repente as roupas deixaram de ser fundamentais e o cinema e os jantares com amigos começaram a ganhar novo peso e nova essência. A cultura, o convívio, as experiências únicas - isso sim, valia o dinheiro. Continuei a trabalhar e cada vez a ficar mais infeliz. E aí o ordenado já não compensava a minha frustração e infelicidade de trabalhar ali. Ali o dinheiro que podia juntar, mais tarde ou mais cedo ia para um psicólogo me tratar quando eu entrasse em colapso. E já não tardava muito. Finalmente o meu corpo assumiu o controlo, fez-me ter um ataque de ansiedade e essa primeira experiência profissional terminou.
Um projecto que já tinha dado uns pequeninos passos começou a ganhar forma e a exigir de mim toda a alma e energia. Foi crescendo e crescendo e fez-me ganhar o 3º lugar num concurso de Empreendedorismo. O dinheiro começou a faltar e veio o Babysitting e a substituição de férias numa clínica. E o dinheiro ia vindo, de acordo com as necessidades e servia para os jantares de amigos e cinema e fins de semana e experiências únicas. A felicidade instalou-se e não mais se foi embora.
Chegou a vontade de fazer bonecos de tecido para os mais pequeninos. O projecto nasceu e cresceu e com dias mais fáceis que outros, deu-me alimento à alma. Encontrei ali um lugar doce. Um sítio do coração onde posso trabalhar com amor e dar asas à criatividade e espalhar miminhos por quem me quiser conhecer.
No meio disto apareceu também o Yoga. Filosofia de vida que se enquadra tão bem na minha maneira de viver e de pensar e de sentir e de agir. Inspiração atrás de inspiração e o desenvolvimento pessoal e o auto-conhecimento cada vez maiores e melhores.
Sem dar conta, passou um ano, quase trezentos e sessenta e cinco dias. E eu não sou a mesma. E os meus objectivos mudaram. E eu conheço-me.
Hoje recebi um telefonema com uma grande novidade - trabalho para breve, com salário apetecível e nem preciso de transporte. WOOOOW Quero cuidar dos outros, como sempre quis. Quero dinheiro e preciso para ser independente, para poder mudar para uma casa que é nossa. Para nos alimentar aos dois. Para que daqui a uns outros anos sejamos mais do que dois. O dinheiro vai servir para jantares de amigos em nossa casa. Para pintar rodapés. Para pintar madeiras e janelas. Para uma nova cozinha. Para o meu cantinho da costura à janela. Para tanta coisa tão mais importante.
Outro telefonema de hoje trouxe-me a proximidade da realização do projecto. Vou ser empresária e isto é real. E mais uma vez, isto serve para espalhar amor e cuidados de saúde pelos que precisam. Para criar uma empresa que tenha os valores que eu tenho. Que eu defendo e que eu pratico.
Hoje é dia de comemorar.
Vou comemorar os 3 meses de gravidez duma senhora que nem conheço. Vou ter com um amigo querido e comemorar a sua exposição de pintura, o seu talento e o seu enorme coração. Vou ter com o amor da minha vida e olhar para ele nos olhos e sentir que está quase. A nossa vida vem aí e é porque todos os dias, damos passos para que ela aconteça e se torne real.
Não sei porque escrevi tudo isto. Se porque está a chegar o fim do ano ou porque simplesmente a vida acontece todos os dias.
7.12.12
Há dias que marcam a alma da gente. Esta semana tem sido intensa. Pesada. Triste.
Já não chorava há muito tempo e, que me lembre, daquela maneira, só uma vez ou outra, na minha vida.
Custa muito ver alguém que amamos tanto tão triste. Custa muito não saber fazer despedidas a quem não queremos que se vá embora. Custa aceitar que a vida é um ciclo. Custa não saber o minuto que aí vem, o que traz, o que leva. Não é minha avó, mas é a imagem que tenho das avós. É a avó que ganhei a partir do momento em que me entreguei a ele, a eles e a ela. É a avó, que não sendo minha, recebe a minha mão estendida para a ajudar a subir o degrau ou entrar para o carro. É a avó que me faz rir, mais do que a minha. É a avó vaidosa, que aos 85 anos não quer sair do quarto porque não está arranjada o suficiente. É a avó Lulu que respondo CUCU.
Não sei fazer destas despedidas mas o raio que apareceu ontem no céu e só nós vimos faz-me serenar quanto a isto. A vida é mesmo assim. Um instante de luz.
Já não chorava há muito tempo e, que me lembre, daquela maneira, só uma vez ou outra, na minha vida.
Custa muito ver alguém que amamos tanto tão triste. Custa muito não saber fazer despedidas a quem não queremos que se vá embora. Custa aceitar que a vida é um ciclo. Custa não saber o minuto que aí vem, o que traz, o que leva. Não é minha avó, mas é a imagem que tenho das avós. É a avó que ganhei a partir do momento em que me entreguei a ele, a eles e a ela. É a avó, que não sendo minha, recebe a minha mão estendida para a ajudar a subir o degrau ou entrar para o carro. É a avó que me faz rir, mais do que a minha. É a avó vaidosa, que aos 85 anos não quer sair do quarto porque não está arranjada o suficiente. É a avó Lulu que respondo CUCU.
Não sei fazer destas despedidas mas o raio que apareceu ontem no céu e só nós vimos faz-me serenar quanto a isto. A vida é mesmo assim. Um instante de luz.
30.10.12
QUASE...
Decidimos que a entrega não passaria do mês de Outubro. Fomos ao banco, com um dossiê bonitinho como nos aconselharam a fazer e nós, meninas bem mandadas, seguimos. Praticar yoga pela manhã com a intenção de sucesso colocada. Acender incenso em casa com a intenção colocada. Escolher a roupa com o mesmo propósito. Sair de casa confiante e ir. Não saber o caminho, saber o primeiro passo - que por esta altura já se devem contabilizar uns 50. As coisas acontecem assim mesmo. Um passo de cada vez e quando olhamos já passamos o meio. Acreditamos mesmo que vai tudo correr bem. É optimismo misturado com dedicação de quem fez tudo o que podia, continua a fazer e não descansa enquanto não se superar sempre mais. Faltam uns detalhes que vão ser entregues muito em breve e fica tudo fora das nossas mãos - no nosso coração e na nossa mente. Queremos tanto tanto que este projecto se concretize, se realize. Queremos marcar a diferença e já o temos feito. Quero-te tanto como prenda de Natal! Estás quase aí. Nosso projecto. Nossa dedicação.
28.10.12
19.10.12
Cuidar de pessoas é o que me deixa o coração quentinho.
Hoje apercebi-me que estou mais preenchida e realizada do que nunca. Ainda que algumas coisas estejam a avançar devagar (ao seu ritmo, é certo), todos os campos da minha pessoa estão a ser altamente trabalhados.
A nível pessoal - tenho ao meu lado a melhor pessoa que conheço e que foi imaginada, repensada, feita e esculpida para mim. Sou tia e cada vez me considero melhor pessoa por isso. O Salvador é mesmo uma pessoa muito importante. E para além de tudo, faz-me ser melhor pessoa. Os amigos que tenho são na conta certa. Preciso de poucos. Preciso de bons. O Vermelho Morango veio despertar em mim algo que sempre me fascinou - as artes - e que não sabia que me podia e conseguia encaixar nelas (ou elas em mim). É um bocadinho inexplicável tudo o que me ajuda e me faz ser. Desafios diários e superados, muitos deles. Contactos. Ignorar medos. Acreditar em mim. Criar. Não saber onde isto vai parar, mas deixar fluir. Confiar. O Yoga. Ai, ai, o Yoga. Que filosofia. Que bomba de felicidade, serenidade, confiança, descoberta. A alimentação e toda a consciência que ganhei. [NÃO MATEM BICHINHOS E ANIMAIS, POR FAVOR]
A nível profissional - o projecto daqueles. Quase há um ano que estou nele, com ele. Todo o crescimento. WOOOW. Empresa? Eu? Parece que sim. Implementar os valores que tenho e defendo. Cuidar de pessoas com base nesses valores. Só pode resultar. Com a quantidade de pessoas mal formadas, egoístas, egocêntricas, ambiciosas e mal educadas que temos, infelizmente, tão perto, só podemos marcar a diferença a espalhar e viver amor.
Tenho 22 anos e - encontrei a minha alma gémea, quero viver, quero casar, quero ter bebés, quero ser mãe, quero ser tia, quero ser empresária, quero ser saudável, quero ser yogini. Sou tão felizzzzzzzz.
Hoje apercebi-me que estou mais preenchida e realizada do que nunca. Ainda que algumas coisas estejam a avançar devagar (ao seu ritmo, é certo), todos os campos da minha pessoa estão a ser altamente trabalhados.
A nível pessoal - tenho ao meu lado a melhor pessoa que conheço e que foi imaginada, repensada, feita e esculpida para mim. Sou tia e cada vez me considero melhor pessoa por isso. O Salvador é mesmo uma pessoa muito importante. E para além de tudo, faz-me ser melhor pessoa. Os amigos que tenho são na conta certa. Preciso de poucos. Preciso de bons. O Vermelho Morango veio despertar em mim algo que sempre me fascinou - as artes - e que não sabia que me podia e conseguia encaixar nelas (ou elas em mim). É um bocadinho inexplicável tudo o que me ajuda e me faz ser. Desafios diários e superados, muitos deles. Contactos. Ignorar medos. Acreditar em mim. Criar. Não saber onde isto vai parar, mas deixar fluir. Confiar. O Yoga. Ai, ai, o Yoga. Que filosofia. Que bomba de felicidade, serenidade, confiança, descoberta. A alimentação e toda a consciência que ganhei. [NÃO MATEM BICHINHOS E ANIMAIS, POR FAVOR]
A nível profissional - o projecto daqueles. Quase há um ano que estou nele, com ele. Todo o crescimento. WOOOW. Empresa? Eu? Parece que sim. Implementar os valores que tenho e defendo. Cuidar de pessoas com base nesses valores. Só pode resultar. Com a quantidade de pessoas mal formadas, egoístas, egocêntricas, ambiciosas e mal educadas que temos, infelizmente, tão perto, só podemos marcar a diferença a espalhar e viver amor.
Tenho 22 anos e - encontrei a minha alma gémea, quero viver, quero casar, quero ter bebés, quero ser mãe, quero ser tia, quero ser empresária, quero ser saudável, quero ser yogini. Sou tão felizzzzzzzz.
6.10.12
1.10.12
27.9.12
Uma conversa de hoje
"Porque é que vem fazer o exame?"
"Para o internamento."
"Para?"
"Reabilitação alcoólica." (...)
"Vou só pôr estas ventosas no seu peito para ver o ritmo do coração."
"Eu devo ter dois corações."
"Dois?"
"Um do bem e um do mal."
"E vai escolher algum?"
"Vou. Do bem!"
"Para o internamento."
"Para?"
"Reabilitação alcoólica." (...)
"Vou só pôr estas ventosas no seu peito para ver o ritmo do coração."
"Eu devo ter dois corações."
"Dois?"
"Um do bem e um do mal."
"E vai escolher algum?"
"Vou. Do bem!"
11.9.12
Adoro dias que marcam a diferença nas primeiras horas. Às 09h30 o dia já tinha valido a pena.
Começar o dia ao lado de quem mais se ama, passar pela praia, vê-la acordar e deixar-me sintonizar por tal vibração. Tomar um pequeno almoço a olhar para o mar e a sentir toda aquela luz. Apoiar alguém que precisa, cuidar, estar. Organizar ideias, alimentar projectos. Acreditar no futuro e viver plenamente o presente.
Passear à beira mar, sentir aquela brisa e ouvir os segredos que traz. Sentir o mar e alinhar na brincadeira. Olhar para tudo como se de uma criança se tratasse. Contemplar, explorar e no fim, agradecer imensamente por tudo. Pelo paraíso tão perto. Em cada um de nós que assim o quiser ver. Tomar banho naquele bocadinho de mar. Ousar. Ser livre. Ser feliz. A serenidade, hoje, existiu. E eu existi com ela.
Começar o dia ao lado de quem mais se ama, passar pela praia, vê-la acordar e deixar-me sintonizar por tal vibração. Tomar um pequeno almoço a olhar para o mar e a sentir toda aquela luz. Apoiar alguém que precisa, cuidar, estar. Organizar ideias, alimentar projectos. Acreditar no futuro e viver plenamente o presente.
Passear à beira mar, sentir aquela brisa e ouvir os segredos que traz. Sentir o mar e alinhar na brincadeira. Olhar para tudo como se de uma criança se tratasse. Contemplar, explorar e no fim, agradecer imensamente por tudo. Pelo paraíso tão perto. Em cada um de nós que assim o quiser ver. Tomar banho naquele bocadinho de mar. Ousar. Ser livre. Ser feliz. A serenidade, hoje, existiu. E eu existi com ela.
6.9.12
Ontem foi dia de regressar ás grávidas. De levar miminhos em forma de mini queijadas. De falar com um senhor maluco super interessante. De esperar por ele. De me sentar na esplanada do Starbucks a ver "a gente" passar. De deixar um bilhete a dizer "Boa noite. Um beijinho, Catarina" juntamente com um iogurte a um sem-abrigo que dormia. Foi dia de injecção empresarial e motivação máxima. Foi dia de confusão e indecisão no futuro e no presente. Foi dia de jantar com futura família. Foi dia de dar e receber conscientemente. E eu gosto de dias assim.
4.9.12
Porque me apetece declarar-me a ti, sem fim. Porque mereces tanto que te diga todos os dias o que significas. A imensidão que és. A imensidão que me fazes ser só por estar contigo. És a melhor pessoa que conheço - pessoa preferida. E eu amo-te tanto. Obrigada por existires. E por existires para mim.
3.9.12
Responsabilidade? Desafios? Aventuras? 22 anos? Empresa? Sócia? Clientes? Parceiros? Financiamento? Investimento? Capital? Empréstimo? Crédito? Profissionalismo? Independência económica? Eu? Nós? Medo? Muito medo?
Coragem. Esperança. Confiança. Respira fundo. Acredita. Sucesso. Felicidade. Realização. Crescimento. Grande passo. Gigante passo. E eu e tu vamos dá-lo.
Coragem. Esperança. Confiança. Respira fundo. Acredita. Sucesso. Felicidade. Realização. Crescimento. Grande passo. Gigante passo. E eu e tu vamos dá-lo.
31.8.12
28.8.12
Run
Porque há dias que parece que custam a passar. O tempo que se perde a pensar no tempo que passa faz com que esses momentos de angústia e confusão se prolonguem e predominem. Ando a aprender a parar. Ando a descobrir que não sei estar parada. A aprender que o equílibrio se faz entre a acção e a inacção. Ele diz-me que sou a pessoa que conhece que mais coisas faz, mais objectivos tem, mais se atira a tudo. E eu acredito nele. E acredito em mim. Sei que não demoraria muito tempo a efectivamente não fazer nada. Mas sou emocional e gosto de sentir os resultados. Não me dou muito bem com "slow motion". Sei que é preciso "semear para colher" mas há dias em que esta primeira fase parece tão parada que me faz duvidar do resultado da colheita. E depois dou por mim a pôr tudo em causa. A virar-me do avesso à procura de respostas. Há coisas que deixam de fazer sentido. Pessoas. Lugares. Preciso de me focar e confiar novamente. Preciso de escrever para pôr as ideias no sítio. De deitar tudo cá para fora e "rearrumar a casa". Por agora vou dormir que é das coisas que melhor me tem sabido nestes últimos tempos. Porque quando a colheita começar, não sei quando voltarei a dormir neste descanso.
6.8.12
"Atrás de si, sete anos de vida em comum com Tereza para agora constatar que esses anos eram mais belos na memória do que no instante em que os vivera...
Belo, o amor deles certamente que o era - mas também tão penoso: sempre a esconder qualquer coisa, sempre a dissimular, a fingir, a reparar, a levantar-lhe o moral, a consolá-la, continuamente a provar-lhe que a amava, a ouvi-la queixar-se dos seus ciúmes, do seu sofrimento, dos seus sonhos, a sentir-se culpado, a justificar-se, a desculpar-se. Agora, o esforço desaparecera e não ficara senão a beleza."
A insustentável leveza do ser - Milan Kundera
Belo, o amor deles certamente que o era - mas também tão penoso: sempre a esconder qualquer coisa, sempre a dissimular, a fingir, a reparar, a levantar-lhe o moral, a consolá-la, continuamente a provar-lhe que a amava, a ouvi-la queixar-se dos seus ciúmes, do seu sofrimento, dos seus sonhos, a sentir-se culpado, a justificar-se, a desculpar-se. Agora, o esforço desaparecera e não ficara senão a beleza."
A insustentável leveza do ser - Milan Kundera
3.8.12
ANDO AFASTADA DAQUI PORQUE CADA VEZ MAIS ANDO A VIVER UM DIA DE CADA VEZ.
E felizmente, o tempo não dá para tudo.
Até já!
Até já!
9.7.12
Chego a casa tarde e tudo o que não me apetece é fechar os olhos e dormir. Não me apetece porque tenho a cabeça a mil a repetir a conversa do serão, como se de uma gravação se tratasse. Tenho grandes dificuldades em lidar com injustiças e faltas de respeito. Cada vez valorizo mais o tempo, o meu tempo, e cada vez tenho menos paciência para assuntos banais. Sei deixar-me estar quieta no meu canto e sei deixar-te bater no fundo. Sei porque acredito que te levantarás mais forte e sem vontade nenhuma de repetir o mesmo. Quando me dizem que há pessoas que não valem nada e que a maioria do que nos rodeia é lixo, interiormente tendo a recusar tal verdade. Mas hoje, a esta hora da madrugada e num momento de pura consciência e lucidez, dou por mim a concordar com isto. Cambada de gente doente mental que só inferniza a vida dos outros. Tratem-se, aprendam com os erros, cresçam. Não repitam a mesma porcaria vezes sem conta. Não se calem. Não se anulem. Respeitem-se e sejam honestos. Não esperem mudanças que não ocorrem, não se iludam. Não se isolem. Nós existimos.
É bom perceber que há coisas que não mudam. Que a divergência de caminhos vai-se concretizando mas o apoio, a amizade, o porto seguro está lá - reestruturado, forte. E os sorrisos, as gargalhadas, as confidências e as partilhas são prova disso. Ali vive-se amor.
É bom perceber que há coisas que não mudam. Que a divergência de caminhos vai-se concretizando mas o apoio, a amizade, o porto seguro está lá - reestruturado, forte. E os sorrisos, as gargalhadas, as confidências e as partilhas são prova disso. Ali vive-se amor.
1.7.12
Sei que sou boa profissional quando tenho a consciência que gostava de ser tratada como trato as pessoas, com honestidade, com carinho, com dedicação e com simpatia. Um sorriso no rosto vale tanto. Não gosto nada quando as pessoas não sabem a diferença entre vida pessoal e profissional. Ser o melhor de nós em tudo o que fazemos.
28.6.12
"Encorajavas-me, por exemplo, quando marchava a passo e fazia bem a continência, mas não era um futuro soldado; ou então encorajavas-me quando conseguia comer copiosamente ou até beber cerveja, quando repetia canções que não compreendia ou repisava as tuas frases favoritas, mas nada disso pertencia ao meu futuro."
"Ter-me-ido sido necessário um pouco de encorajamento, um pouco de gentileza, teria tido necessidade de que me desimpedissem um pouco o meu caminho, em vez de mo tapar, como fizeste, com intenção louvável, é certo, de me fazer optar por outro."
Carta ao pai. Franz Kafka
"Ter-me-ido sido necessário um pouco de encorajamento, um pouco de gentileza, teria tido necessidade de que me desimpedissem um pouco o meu caminho, em vez de mo tapar, como fizeste, com intenção louvável, é certo, de me fazer optar por outro."
Carta ao pai. Franz Kafka
19.6.12
Miúda - Com quem eu quero (Optimus Discos)
Esta liberdade. Liberdade de expressão, de criação, de movimento! Liberdade para respirar sem sentir aquele aperto no peito. Liberdade para escolher o que fazer, como fazer, com quem fazer. Chega de fazer coisas porque calha bem aos olhos dos outros e nos contrariam a cada instante. Nem sempre é fácil, sei bem. Não foi fácil para mim e duvido que seja para alguém. O importante e o que faz valer a pena é chegada a esta altura, orgulharmo-nos do que somos, das escolhas que fizemos e do caminho que estamos a percorrer. O caminho escolhido por nós e não imposto por ninguém, Sabe tão bem ser dono da própria vida. Deixar fluir e ser tão feliz.
5.6.12
1.6.12
31.5.12
27.5.12
"Os Dez Desgostos do Homem
1. Chegas ao fim dos teus dias e a canção brilhante que a tua vida deveria cantar continua silenciosa dentro de ti.
2. Chegas ao fim dos teus dias sem nunca teres provado o poder natural que te pode levar a fazer grandes trabalhos e concretizar grandes feitos.
3. Chegas ao fim dos teus dias e apercebes-te de que nunca inspiraste outra pessoa pelo teu exemplo.
4. Chegas ao fim dos teus dias repleto de dor por concluíres que nunca correste riscos ousados, e por isso nunca recebeste grandes recompensas.
5. Chegas ao fim dos teus dias e compreendes que perdeste a oportunidade de vislumbrar a perfeição, porque aceitaste a mentira de que tinhas de te conformar com a mediocridade.
6. Chegas ao fim dos teus dias desiludido por nunca teres aprendido a transformar a adversidade em vitória, o chumbo em ouro.
7. Chegas ao fim dos teus dias arrependido de teres esquecido que o trabalho visa ajudar radicalmente os outros, não serve para te ajudares só a ti próprio.
8. Chegas ao fim dos teus dias com a consciência de que acabaste por viver a vida para a qual a sociedade te treinou, e não a vida que verdadeiramente querias ter.
9. Chegas ao fim dos teus dias e acordas para o facto de que nunca deste o teu melhor nem tocaste o génio especial que foste concebido para ser.
10. Chegas ao fim dos teus dias e descobres que podias ter sido um líder e ter deixado este mundo muito melhor do que quando cá chegaste. Mas recusaste-te a aceitar essa missão porque tinhas medo. Por isso fracassaste. E desperdiçaste uma vida."
Robin Sharma
22.5.12
11.5.12
5.5.12
2.5.12
Dia dos bebés
E quando o sonho começa a tomar novas formas e deixa de ser só felicidade?
E quando as palavras que saem daquela boca nos ferem como espadas a perfurar a pele e nos invade de medo?
E quando o bebé que trazemos na barriga pode sobreviver apenas algumas horas cá fora?
E quando o amor de 30 semanas já é tão grande que vislumbrar apenas 1 segundo sem ele é como se o mundo desabasse sobre nós?
Não consigo imaginar mais do que isto porque sei que a dor é incalculável. Não sei ao que me agarraria se acontecesse comigo. Connosco. Não sei qual seria o tamanho da minha esperança. Não sei se quereria preparar o quarto para quando chegasse, com medo de o desfazer depois.
Hoje é o dia dos bebés. É o dia especial para festejarmos a sua existência e reconhecermos que são eles, mesmo, o melhor do mundo. O melhor do meu mundo.
Hoje é um dia de esperança para aquelas mães e pais que trazem um bebé dentro do corpo. Para os pequeninos, hoje é o dia em que conscientemente torço para que vençam todas as batalhas que se avizinham. Pela minha parte, terão sempre todo o amor.
E quando as palavras que saem daquela boca nos ferem como espadas a perfurar a pele e nos invade de medo?
E quando o bebé que trazemos na barriga pode sobreviver apenas algumas horas cá fora?
E quando o amor de 30 semanas já é tão grande que vislumbrar apenas 1 segundo sem ele é como se o mundo desabasse sobre nós?
Não consigo imaginar mais do que isto porque sei que a dor é incalculável. Não sei ao que me agarraria se acontecesse comigo. Connosco. Não sei qual seria o tamanho da minha esperança. Não sei se quereria preparar o quarto para quando chegasse, com medo de o desfazer depois.
Hoje é o dia dos bebés. É o dia especial para festejarmos a sua existência e reconhecermos que são eles, mesmo, o melhor do mundo. O melhor do meu mundo.
Hoje é um dia de esperança para aquelas mães e pais que trazem um bebé dentro do corpo. Para os pequeninos, hoje é o dia em que conscientemente torço para que vençam todas as batalhas que se avizinham. Pela minha parte, terão sempre todo o amor.
1.5.12
29.4.12
Gosto que, sem teres ainda 2 anos, saibas cheirar um flor e falar com ela; gosto que saibas dizer a palavra "Saudade"; gosto que ouças com atenção quando te digo "Amo-te". Gosto que, quando pegas naquela concha, saibas que se a levares ao ouvido ouves o mar; gosto que saibas onde está o coração e que faz pum-pum; gosto que saibas contar até 20. Gosto que digas "É bonito." Gosto que digas "Pois.". Gosto da quantidade de sorrisos que me fizeste dar nestes últimos 23 meses. Gosto do amor enorme que me fazes sentir a cada dia. Obrigada.
27.4.12
26.4.12
"Se não for a relação com os outros, o que nos faz estar aqui?"
Ainda hoje, enquanto conduzia, pensava nisto. Nos laços que se criam, nas relações que se alimentam, no amor gigante que se sente em cada uma delas.
É difícil sentir-mo-nos sós. Deve ser das piores coisas que se pode sentir. O silêncio, a não procura, a indiferença.
Os mal entendidos criam-se e são fáceis de perpetuar quando não se conversa e não se explica. Sou adepta incondicional do diálogo e da exposição de emoções e sentimentos e depois, às vezes, deixo-me levar pela facilidade e fico só na minha zona de conforto à espera que tudo volte ao normal, por si.
Hoje chega. Hoje é dia de tomar iniciativa, agarrar-me com toda a força a tudo o que nos unia e ganhar coragem para resolver.
Ainda hoje, enquanto conduzia, pensava nisto. Nos laços que se criam, nas relações que se alimentam, no amor gigante que se sente em cada uma delas.
É difícil sentir-mo-nos sós. Deve ser das piores coisas que se pode sentir. O silêncio, a não procura, a indiferença.
Os mal entendidos criam-se e são fáceis de perpetuar quando não se conversa e não se explica. Sou adepta incondicional do diálogo e da exposição de emoções e sentimentos e depois, às vezes, deixo-me levar pela facilidade e fico só na minha zona de conforto à espera que tudo volte ao normal, por si.
Hoje chega. Hoje é dia de tomar iniciativa, agarrar-me com toda a força a tudo o que nos unia e ganhar coragem para resolver.
22.4.12
20.4.12
O medo de parar estava a deixar-me exausta. Quando achava que parava, a única coisa que fazia era focar-me nos meus pensamentos mais preocupantes. Deixava-os entrar em mim num ritmo frenético que não conseguia acompanhar, enchia-me de culpa, de medo, de preocupação e anulava todo o optimismo que me é característico. As dúvidas e a crença de que era incapaz assombravam-me todo o dia. Não conseguia olhar para uma pessoa sem me perguntar se aquela pessoa se sentiria ou não realizada profissionalmente. Tentava mudar a perspectiva, ver o lado bom, encarar tudo isto como uma fase, mas não estava a conseguir ser dona de mim.
Todos os dias, mal abria os olhos, determinava quais as tarefas a fazer até voltar a adormecer. Organizava mentalmente o meu dia, tentava chegar a todo o lado, ocupar-me, deixar de pensar e deixar de lado a frustração. Cada dia me cansava mais e a importância que dava ao dormir estava a superar-me. Estaria a ficar deprimida? Quando estava acompanhada, ficava melhor. Deixava de pensar. Era obrigada a focar-me noutras coisas e isso aparentemente ajudava. Quando me via sozinha era inevitável pôr-me em causa, puxar mais por mim, duvidar de que estaria a fazer tudo quanto podia.
Um desses dias acordei com vontade de ir correr para a praia. Acordei antes da mãe e quando me perguntou: "vamos andar?" só lhe respondi "eu vou correr para a praia, tu não sei". (Um tanto ríspida mas às vezes esta dependência irrita-me! E logo agora, que ando a lutar pela minha independência.)
Estava frio e o vento a entrar nos ouvidos não era propriamente agradável. Abstraí-me disso e foquei-me no mar, no cão que corria atrás das gaivotas e das gaivotas que voavam atrás dos peixes. Depois do vento na cara e da sensação de liberdade por correr 30 segundos (e parar porque não tenho preparação física para correr mais, ainda por cima na areia), a viagem de regresso prometia. A mãe veio com a história de me estar a isolar. Depois que não percebia que, sendo eu tão dinâmica na família e tão adepta do convívio familiar, não quisesse estar presente numa altura festiva. Enfim. O regresso a casa, no meio de choros e confrontos (positivos), foi o que me valeu. Depois daquela conversa fiquei desbloqueada. Organizei-me mentalmente e emocionalmente em 12 minutos. Redefini prioridades. De repente, o puzzle que estava caótico ficou perceptível. De repente, as coisas voltaram a fluir e eu a deixar-me fluir nelas. 2 + 1 = 3. Voltei a confiar. Voltei a confiar em mim. Agora, dou tempo ao tempo. Sigo a minha vontade. Assumo que mereço. Deixo-me respirar. Esbanjo sorrisos e sou tão feliz.
16.4.12
Queria fazer isto. Queria mandar-me do cimo duma rocha e ficar a planar o tempo que fosse preciso. Sentir cada brisa. Sentir cada pensamento ser anulado para cada sensação ser altamente usufruída. Não fiz isto mas, andei na areia, sentei-me num lugar ao sol, vi gaivotas pescarem no mar e cães correrem atrás delas só pelo prazer de as ver levantar voo. Corri. Molhei os pés e andei com espuma entre os dedos. Depois ele chegou. Pegou em mim ao colo num abraço e rodou-me. Perdi o norte, senti o vento na cara e senti-me tão livre.
3.4.12
26.3.12
21.3.12
No meio de tanta coisa que actualmente não sei, sei que:
- quero ficar com a minha alma gémea para o resto das nossas vidas (e mais)
- quero ser mãe a tempo inteiro
- quero ser educadora
- quero ensinar outras mães a cuidarem dos seus filhos,
- quero transmitir os valores que tenho para criar pessoas maravilhosas
- quero trabalhar com crianças
- quero apanhar sol sempre que ele surgir
- quero almoçar em esplanadas a meio do dia de trabalho
- quero ser independente
- quero ser empreendedora
- quero ser criativa
- quero fazer costura e miminhos para os mais pequenos
- quero amar tudo e todos
- quero aprender a aceitar
- quero aprender a perdoar
- quero continuar a ser feliz como sou, e mais.
19.3.12
Era uma vez uma menina que não conhecia o tempo. Não sabia que a vida como a conhecia um dia ia acabar e desperdiçava tempo, pessoas, lugares, sol...Desperdiçava.
Um dia começou a pensar no que os mais velhos diziam e apercebeu-se que existia o tempo e que mais dia menos dia, as pessoas de quem gostava iam desaparecer e ela própria, um dia, iria fechar os olhos para não mais os abrir.
A partir desse dia, propôs-se a praticar um exercício diário - lembrar-se que aquele podia ser o último dia - para assim poder vivê-lo da melhor forma, da forma mais plena.
Então, todos os dias a menina agradecia por estar viva e todos os dias agradecia por ter os pais por perto, os amigos e quem lhe era mais querido.
Começou a sentir o sol na pele de outra forma, com outra intensidade. Começou a querer tornar cada dia único. Começou por mudar a hora do despertador e pô-lo diferente a cada dia. Se tinha de acordar às 08h00 a semana inteira, variava entre as 07h59; 07h56; 08h02...Começou a estar mais atenta às pessoas na rua, a ajudar quem mais precisava, a amar mais e a ser cada vez mais e mais feliz.
Passou a valorizar tanto o tempo que começou a ser muito selectiva com as actividades que fazia, com as pessoas com quem passava tempo. Evitava discutir gratuitamente, repensava a utilidade das coisas que dizia e evitava desperiçar o tempo com coisas supérfluas e inúteis.
Um dia apercebeu-se que 6 das 24 horas do seu dia eram gastas, literalmente. Mal gastas. E começou a pensar o que podia fazer para melhorar. Agarrava-se às coisas boas - aos sorrisos que recebia, aos agradecimentos e ao cuidado que prestava, mas começou a perceber que andava constantemente a contrariar-se.
Compactuava com faltas de respeito quando ela não as cometia. Era bombardeada com pessimismo quando ela era optimista. Começou a sentir-se mal por se deixar levar e andar a desperdiçar o seu tesouro com quem não merecia.
Começou cada vez a pensar mais e a procurar soluções para a sua vida, queria retomar o seu tempo da melhor maneira que sabia. E já sabia que não era assim. Cada vez pensava mais e usufruia menos. Ao sol - pensava. Á beira mar - pensava. Ao lado de quem mais amava - pensava.
Chegou o dia em que a menina voltou a não saber aproveitar as horas do seu dia porque os dias eram gastos a pensar demais.
13.3.12
Saí de casa com vontade de tornar o dia único. A verdade é que fugir da rotina está inteiramente ao meu alcance e assumir conscientemente que o dia 13 de Março de 2012 é único traz-me benefícios.
O caminho entre a minha casa e a estação de comboios é sempre o mesmo e isso não me incomoda nada. A espera pelo comboio foi diferente porque percebi a tempo que uma senhora idosa precisava de ajuda para descer as escadas. Ainda bem que senti o seu desconforto, voltei a trás, peguei no saco que trazia e pus-lhe o meu braço à frente para o usar como apoio. A sério que se não tivesse tido ajuda, aquelas escadas inofensivas para a maioria de nós teriam sido o perigo do dia para ela. A tristeza de ter deixado o marido internado no hospital, a aflição de subir tantos degraus quando a asma provoca aperto no peito e falta de ar, foi ligeiramente aliviada quando sentiu que durante aqueles 5 minutos tinha alguém com que falar. "Muito obrigada e bom dia!" - o meu dia já tinha tido aquela marca que desejava.
Entrei no comboio e o tom de voz aumentado de um senhor que se queixava dum rapaz que "não estava sentado na cadeira como gente" deixou-me inquieta. Decidi que não queria ouvir aquilo, levantei-me e mudei de carruagem. Quando era pequenina as minhas irmãs gozavam comigo porque assim que alguém gritava comigo ou perto de mim eu começava a chorar. Sempre fui sensível a tons de voz alterados. Detesto. Deixa-me insegura e desprotegida. Gostei quando o rapaz se levantou, deixou o senhor a falar sozinho e se mudou para a minha carruagem.
Quando cheguei ao Metro, a senhora que vende a revista Cais viu-me e eu senti imediatamente que tinha sido a escolhida. Ela mudou ligeiramente o seu percurso para se aproximar do meu e fez o seu papel. Quando lhe disse que não estava interessada, perguntou-me se pelo menos podia fazer uma pergunta. Parei, olhei para ela, sorri e disse que sim. Perguntou-me se não lhe podia dar dinheiro para a sopa. Lembrei-me logo que na mala trazia lanche a mais e que lhe podia perfeitamente oferecer as bolachas. "Muito obrigada e bom dia!"
Fui de sorriso na cara até ao final da plataforma e ouço um jornal cair no chão, mesmo ao meu lado. Inclino-me imediatamente para o apanhar, mas a mão do senhor chegou primeiro. Agradeceu-me ainda assim e eu senti-me contente pelo reflexo prestável que tive.
Assim sim. Estou vaidosa e com razão. Na minha agenda, o dia de hoje já tem marcas únicas e eu gosto dele assim.
O caminho entre a minha casa e a estação de comboios é sempre o mesmo e isso não me incomoda nada. A espera pelo comboio foi diferente porque percebi a tempo que uma senhora idosa precisava de ajuda para descer as escadas. Ainda bem que senti o seu desconforto, voltei a trás, peguei no saco que trazia e pus-lhe o meu braço à frente para o usar como apoio. A sério que se não tivesse tido ajuda, aquelas escadas inofensivas para a maioria de nós teriam sido o perigo do dia para ela. A tristeza de ter deixado o marido internado no hospital, a aflição de subir tantos degraus quando a asma provoca aperto no peito e falta de ar, foi ligeiramente aliviada quando sentiu que durante aqueles 5 minutos tinha alguém com que falar. "Muito obrigada e bom dia!" - o meu dia já tinha tido aquela marca que desejava.
Entrei no comboio e o tom de voz aumentado de um senhor que se queixava dum rapaz que "não estava sentado na cadeira como gente" deixou-me inquieta. Decidi que não queria ouvir aquilo, levantei-me e mudei de carruagem. Quando era pequenina as minhas irmãs gozavam comigo porque assim que alguém gritava comigo ou perto de mim eu começava a chorar. Sempre fui sensível a tons de voz alterados. Detesto. Deixa-me insegura e desprotegida. Gostei quando o rapaz se levantou, deixou o senhor a falar sozinho e se mudou para a minha carruagem.
Quando cheguei ao Metro, a senhora que vende a revista Cais viu-me e eu senti imediatamente que tinha sido a escolhida. Ela mudou ligeiramente o seu percurso para se aproximar do meu e fez o seu papel. Quando lhe disse que não estava interessada, perguntou-me se pelo menos podia fazer uma pergunta. Parei, olhei para ela, sorri e disse que sim. Perguntou-me se não lhe podia dar dinheiro para a sopa. Lembrei-me logo que na mala trazia lanche a mais e que lhe podia perfeitamente oferecer as bolachas. "Muito obrigada e bom dia!"
Fui de sorriso na cara até ao final da plataforma e ouço um jornal cair no chão, mesmo ao meu lado. Inclino-me imediatamente para o apanhar, mas a mão do senhor chegou primeiro. Agradeceu-me ainda assim e eu senti-me contente pelo reflexo prestável que tive.
Assim sim. Estou vaidosa e com razão. Na minha agenda, o dia de hoje já tem marcas únicas e eu gosto dele assim.
9.3.12
Como é que é possível? A primeira vez que ouvi falar dela, disseram-me que era muito ocupada, tinha um feitio muito especial e precisava de alguém que cuidasse dela. Achei que podia ajudar, afinal "cuidar" é o meu forte.
Quem adivinhava que uma semana depois ela me procurava e 5 meses depois chorava à minha frente, a pedir colo, apoio, amizade e cuidado.
Eu adoro cuidar, mas cuidar de ti é tão difícil. Para cuidar de ti tenho de deixar de cuidar de mim. Não posso. E é por isso que somos incompatíveis. E é por isso que depois de te ver chorar, fico eu a chorar. E depois de te enviar luz, sinto-me eu apagada.
Não posso. Não quero assim.
Quem adivinhava que uma semana depois ela me procurava e 5 meses depois chorava à minha frente, a pedir colo, apoio, amizade e cuidado.
Eu adoro cuidar, mas cuidar de ti é tão difícil. Para cuidar de ti tenho de deixar de cuidar de mim. Não posso. E é por isso que somos incompatíveis. E é por isso que depois de te ver chorar, fico eu a chorar. E depois de te enviar luz, sinto-me eu apagada.
Não posso. Não quero assim.
8.3.12
11h11 de dia 08-03-2012, no Fórum Picoas, Lisboa
Neste dia que começou com taquicardia sinusal, consequência de fortes injecções de adrenalina despejadas na circulação sistémica pelas glândulas supra-renais, dou por mim ansiosa por encontrar um papel e uma caneta que me permitam registar todos estes pensamentos que me invadem a mente:
- Sou mais criativa do que cientista.
Não gosto do "tem que ser porque sim". Não gosto de regras. Mas gosto e muito de bom senso. Não há obrigações nem proibições (excepto no código da estrada ou seria o caos à moda da Índia). Há valores morais - respeito, amor - e isso chega para cada um de nós saber agir.
Adoro a máxima "Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti." E não é cliché. É verdade. Para mim, esta é a base do respeito. Seguir-me por isto é tão, mas tão fácil.
Não gosto de verdades absolutas. Gosto de perspectivas. Gosto de empatia e gosto do exercício de me pôr no lugar do outro. Não é fácil esta parte, mas quando chego à conclusão que afinal até consigo compreender, é mil vezes mais gratificante do que desistir e julgar.
Não gosto de andar a meio gás. Gosto de dar tudo, ser tudo, sentir tudo. Gosto de acordar às 7h18, apanhar o comboio, andar pelas ruas de Lisboa à espera do momento certo, esconder-me numa entrada de prédio e aparecer à frente dele. Gosto de fazer surpresas às pessoas. Gosto de ser diferente. Gosto de sorrisos fáceis mas não tolos (detesto os tolos, aliás). Gosto de sorrir e responder "bom dia!!" a alguém que entra no café onde estou só porque ao longe ouvi "bom dia". Gosto de sentir vontade de criar a "Fábrica das mimoquices" - de ajudar pessoas a preparem surpresas e a sorrirem e a receberem abraços de agradecimento, de mimar e ajudar a espalhar amor.
Gosto que alguém tenha a ideia de cortar moldes de coração e colar nos semáforos e espalhar receitas de mimos pelas caixas multibanco. Mais, gosto que ponha estas e outras ideias em prática!
Gosto de ter ideias e de agir. Não gosto quando as ideias não passam disso mesmo. Sou muito impulsiva com isto. Adoro pôr mãos à obra. Se não for para fazer, então não vale a pena. Adoro criatividade. Adoro desafiar-me a pensar fora da caixa e adoro fazer a lista das 40 coisas. Adoro chegar mais longe e gosto especialmente quando com as minhas criações surge amor e alegria.
Também adoro que isto se torne viciante e que me dê vontade de começar todos os dias assim.
Sinto a energia bater e o coração fluir.
Sinto bichos carpinteiros nos dedos. Vejo a caneta a deslizar no papel da maneira mais rápida que já vi. Sinto vontade de escrever o tal livro para crianças, sinto vontade de ir para a rua correr como elas e rebolar naquele pedaço de relva que está aqui, do meu lado direito.
Vou viajar mais um pouco por sonhos e desejos e depois ganhar coragem para estudar um bocadinho de anatomia e patologia e ecocardiografia e cardiologia.
O bom disto é que já descobri que quando estas áreas científicas são transversais aos bebés e às crianças a motivação é outra e a vontade de amar e cuidar dos mais pequenos dá-me força para brincar aos médicos e cientistas.
Sou mais criativa que cientista, ainda assim.
- Sou mais criativa do que cientista.
Não gosto do "tem que ser porque sim". Não gosto de regras. Mas gosto e muito de bom senso. Não há obrigações nem proibições (excepto no código da estrada ou seria o caos à moda da Índia). Há valores morais - respeito, amor - e isso chega para cada um de nós saber agir.
Adoro a máxima "Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti." E não é cliché. É verdade. Para mim, esta é a base do respeito. Seguir-me por isto é tão, mas tão fácil.
Não gosto de verdades absolutas. Gosto de perspectivas. Gosto de empatia e gosto do exercício de me pôr no lugar do outro. Não é fácil esta parte, mas quando chego à conclusão que afinal até consigo compreender, é mil vezes mais gratificante do que desistir e julgar.
Não gosto de andar a meio gás. Gosto de dar tudo, ser tudo, sentir tudo. Gosto de acordar às 7h18, apanhar o comboio, andar pelas ruas de Lisboa à espera do momento certo, esconder-me numa entrada de prédio e aparecer à frente dele. Gosto de fazer surpresas às pessoas. Gosto de ser diferente. Gosto de sorrisos fáceis mas não tolos (detesto os tolos, aliás). Gosto de sorrir e responder "bom dia!!" a alguém que entra no café onde estou só porque ao longe ouvi "bom dia". Gosto de sentir vontade de criar a "Fábrica das mimoquices" - de ajudar pessoas a preparem surpresas e a sorrirem e a receberem abraços de agradecimento, de mimar e ajudar a espalhar amor.
Gosto que alguém tenha a ideia de cortar moldes de coração e colar nos semáforos e espalhar receitas de mimos pelas caixas multibanco. Mais, gosto que ponha estas e outras ideias em prática!
Gosto de ter ideias e de agir. Não gosto quando as ideias não passam disso mesmo. Sou muito impulsiva com isto. Adoro pôr mãos à obra. Se não for para fazer, então não vale a pena. Adoro criatividade. Adoro desafiar-me a pensar fora da caixa e adoro fazer a lista das 40 coisas. Adoro chegar mais longe e gosto especialmente quando com as minhas criações surge amor e alegria.
Também adoro que isto se torne viciante e que me dê vontade de começar todos os dias assim.
Sinto a energia bater e o coração fluir.
Sinto bichos carpinteiros nos dedos. Vejo a caneta a deslizar no papel da maneira mais rápida que já vi. Sinto vontade de escrever o tal livro para crianças, sinto vontade de ir para a rua correr como elas e rebolar naquele pedaço de relva que está aqui, do meu lado direito.
Vou viajar mais um pouco por sonhos e desejos e depois ganhar coragem para estudar um bocadinho de anatomia e patologia e ecocardiografia e cardiologia.
O bom disto é que já descobri que quando estas áreas científicas são transversais aos bebés e às crianças a motivação é outra e a vontade de amar e cuidar dos mais pequenos dá-me força para brincar aos médicos e cientistas.
Sou mais criativa que cientista, ainda assim.
6.3.12
Não gosto quando os dias são todos iguais. Não gosto quando eu não sou capaz de os tornar únicos. Não gosto de ir na maré. Não gosto de sentir inércia. E pior, senti-la e não a contrariar. Não gosto que os dias passem em branco. Não gosto quando começamos a entrar na rotina. Não gosto de não marcar a diferença. Não gosto de ter de puxar muito pela cabeça para encontrar a particularidade de Hoje.
Agora,
Gosto que o sol tenha sorrido imenso neste preciso momento só para me sentir mais leve.
Agora,
Gosto que o sol tenha sorrido imenso neste preciso momento só para me sentir mais leve.
5.3.12
4.3.12
Porque não faz sentido acomodar-me. Porque não faz sentido não ser totalmente feliz. Porque não faz sentido viver com medo. Porque não faz sentido esta instabilidade. Porque não estou a aprender, porque ali amo pouco, porque sou muito mais necessária aqui.
Mais autoconhecimento. Novas descobertas, novas vontades. Novo projecto.
Mais autoconhecimento. Novas descobertas, novas vontades. Novo projecto.
21.2.12
19.2.12
16.2.12
"Meu Deus, dá-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar o que está ao meu alcance e sabedoria para que eu saiba a diferença entre ambas."
Oração da Serenidade
Às vezes, interiorizar isto, torna tudo mais leve.
27.1.12
26.1.12
15.1.12
5.1.12
" Imagina uma montanha em cujo cume se encontra Deus. As religiões, como o próprio nome indica, servem para religar o que em tempos esteve unido, ou seja, o Homem e Deus. Agora, o que difere é a maneira, o caminho que as diferentes religiões propõem. Podes subir a montanha pelo seu lado norte ou sul, podes escolher o caminho mais longo e fácil, ou o mais curto e difícil. (...)
A paisagem, que ao longo do percurso podia ser mais ou menos agreste (...) no topo é sempre única. E nem sequer há sombra de um lado e sol do outro. Quando chegas lá acima só há um deus, despido de todos os artifícios culturais. E é sempre um deus bondoso e compassivo."
A paisagem, que ao longo do percurso podia ser mais ou menos agreste (...) no topo é sempre única. E nem sequer há sombra de um lado e sol do outro. Quando chegas lá acima só há um deus, despido de todos os artifícios culturais. E é sempre um deus bondoso e compassivo."
Daniel Sá Nogueira
já sabia
que hoje viria aqui escrever sobre ele,
não sabia que iria falar com um desconhecido por causa dele. Gostei.
Que experiência foi esta?
Vim o caminho todo a partilhar a leitura com um senhor. Não tinha mais de 40 anos. Tinha barba e inicialmente pôs óculos escuros para eu não ver que os seus olhos não saíam do meu livro. Foi inevitável perceber pela maneira como acompanhava a minha viragem de página e a orientação do texto.
Deixei o livro bem aberto e fiz questão de não tapar nem uma linha. Queria perguntar-lhe se podia virar, pedir desculpa para o caso de o estar a interromper. Sabia que lia mais depressa do que eu porque mexia a cabeça para a página ímpar antes de mim. Virar a página já não me incomodava.
No fim, olhou para mim e disse "Obrigado pela leitura." Desvalorizei o facto, sentindo que o tinha despertado para uma história única, quem sabe, dado a conhecer uma nova perspectiva.
Perguntou-me porque tinha parado algumas vezes e olhado para fora da janela. Respondi-lhe com a sinceridade que espelhava na cara a minha falta de concentração naqueles momentos que estavam a ser fortemente invadidos por pessoas sem discernimento mental para perceber que as vidas alheias não se comentam nem que venham em revistas cor de rosa, muito menos em voz alta acompanhada de risos insuportáveis. "Não me estava a conseguir concentrar" respondi, "preferi nem ler".
Disse-lhe para tirar o nome do autor e do livro, já que tinha achado interessante. Disse-me que já o tinha feito..."Daniel Sá Nogueira, sim sim, já sei".
Disse-me que ia sair na próxima paragem e que podia ser que nos voltassemos a ver.
A experiência foi única e muito consciente. Pode ser que o senhor realmente leia o livro, todo, e eu tenha conseguido assim despertar mais um macaco.
(Ai, o que eu gosto de conhecer pessoas assim. E a sensação com que fico depois...)
1.1.12
Hoje é o dia de colocar todas as intenções no coração. Ter consciência de quem sou e para o que vim. Ter consciência de quantos sorrisos dei durante todo o ano que passou e colocar a intenção de sorrir mais a cada dia deste novo ano que aí vem. Redefinir objectivos, os bébé e os guru. Escrever numa folha, fazer uma lista, ir colocando check e cada vez mais ter consciência de que existo para ser feliz. Sentir orgulho de cada etapa concluída. Sentir orgulho de cada sorriso que arranco nos lábios de alguém. Demorar menos de 1 hora a deixar de estar chateada. Não amuar gratuitamente, porque sim. Contemplar cada sorriso de criança e de velhinho. Agradecer o amor e a presença dos papás. Mimar. Perdoar. Agradecer. Amar. Sentir. Sorrir. Expandir. Abrir. Fluir.
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