6.8.12

"Atrás de si, sete anos de vida em comum com Tereza para agora constatar que esses anos eram mais belos na memória do que no instante em que os vivera...
Belo, o amor deles certamente que o era - mas também tão penoso: sempre a esconder qualquer coisa, sempre a dissimular, a fingir, a reparar, a levantar-lhe o moral, a consolá-la, continuamente a provar-lhe que a amava, a ouvi-la queixar-se dos seus ciúmes, do seu sofrimento, dos seus sonhos, a sentir-se culpado, a justificar-se, a desculpar-se. Agora, o esforço desaparecera e não ficara senão a beleza."
A insustentável leveza do ser - Milan Kundera

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