31.12.13

Dois mil e treze

Dois mil e treze foi o meu ano da independência.
 
Comecei o ano a trabalhar na clínica. Comecei a ganhar dinheiro. Comecei a aprender a gerir o meu dinheiro. Abri uma empresa, ganhei uma sócia. Aprendi o que é ser empreendedora e descobri que sou. Aprendi a falar em público. Aprendi a mostrar quem sou eu. Aprendi a lutar por objectivos reais.
Andei pela primeira vez na Anaconda. Fui pela segunda vez a um parque temático. Conheci Mérida e Sevilha. Andei de avião e conheci Veneza. Fui ao Porto ver uma peça de teatro dos meus queridos amigos. Fui a Évora dar início ao curso de Doula. Dei o primeiro passo que me aproxima muito do meu sonho maior "ajudar mães a serem mães".
Estive presente em toda a mudança da casa. Limpeza, obras, montagem de cozinha, pintura da cabeceira e da cómoda. Forrar o sofá que tem mais de 30 anos. Deixei a casa dos meus pais para abraçar a nossa casa.
Voltei a aproximar-me da  Sara. As nossas divergências deixaram de existir.
Fui com a mana à primeira ecografia morfológica do Bernardo que aí vem. Falei outra vez para dentro da barriga da mana. Conheci o Rodrigo, o Afonso e o Tomás.
Enfrentei a doença do meu pai, apoiei-o e vi-o vencer.
Ajudei o avô Zé nos últimos dias de vida. Estive com o Gonçalo em todos os momentos.
Vi o Salvador aprender a falar e a expressar-se. Dois mil e treze foi o primeiro ano do Salvador na escola, assisti a esta mudança e ajudei-o a sentir-se melhor.
Vi uma separação e vi novos pares encontrarem sentido juntos.
Fiz o jantar dos 24 anos no restaurante Indiano. Descobri o meu gosto pela cozinha e alarguei o meu leque de receitas doceiras. Fiz pela primeira vez bolachas de aveia e até as ofereci pelo Natal. Aprendi a fazer cheesecake. Fui pela primeira vez à Lx Factory.
Devorei sushi com imenso prazer. Deixei de comer hamburgueres no Mcdonalds.
Vi muitos filmes no cinema.
Fui a Carvalho apoiar o meu querido Nuno numa das maiores perdas da sua vida.
Consegui tirar os pés do chão na invertida sobre a cabeça e estou muito perto de fazer a espargata.
Tive um dos melhores momentos da vida quando na feira alternativa de Sintra cantei Kirtana com o grupo coral do Yoga e vi aquelas borboletas dançarem sem parar à nossa frente. Ali senti todo o amor que nos circunda. Ali estive em completa sintonia comigo e com todo o Universo.
Em dois mil e treze estive ainda mais desperta para a medicina natural e assumi a minha vontade de não depender de medicamentos.
Este ano descobri o que é amar um animal. A Shisuka entrou na minha vida e ensinou-me tanto sobre o amor, sobre o respeito e a lealdade.
Com a Shisuka dei oportunidade ao Salvador de amar um animal e de respeitar todos os seres vivos.
Este ano levei a minha mãe a experimentar yoga e aumentamos as refeições vegetarianas lá de casa.
Foi o primeiro ano que assisti a uma festa de Natal do Salvador. Foi a primeira vez que comprei uma viagem para o Gonçalo e vimos o Homem Vitruviano de Da Vinci.
Este ano comecei o meu projecto do "Sinto aqui" onde registo através de fotografia o que está por cima de mim.
 
Este ano foi, tal como estava à espera, um ano de enorme crescimento. O ano em que percebi que sou independente e que tenho toda a força que preciso. E ainda mais. O ano em que fui determinada, em que escolhi um caminho a seguir. Um ano em que as afirmações foram mais do que as dúvidas. Um ano em que enfrentei medos e arrisquei.
 
O primeiro ano da Cardiorespira, os primeiros dias da nossa vida a dois. Obrigada 2013. Foste um constante desafio.

30.12.13

Serenidade

Parece que voltou.
Ele voltou à sua alegria e positividade. A casa voltou a ser a nossa inspiração, a estante ganhou vida. A música instalou-se ali. O escritório começou a aceitar os tecidos, os retalhos e a máquina da costura na secretária. As frases inspiradoras já esvoaçam na parede. A cama aquece-nos e deixa-nos com vontade de lá ficar. A cozinha já sentiu o cheiro dos nossos cozinhados. A Shisuka experimentou a rua pela primeira vez e portou-se muito bem. A família já lá foi lanchar e beber cházinho. O Salvador experimentou o puff e adorou aquele conforto. A primeira fotografia da serra às 8h da manhã foi tirada hoje. Amanhã acaba o ano. E tenho a certeza que 2014 vai ser o ano da família, da casa, da introspecção e o primeiro ano da minha vida em que vou realmente sentir-me realizada profissionalmente. Quando o meu propósito de vida passar a ser o meu trabalho também.
 
 

27.12.13

angústia. medo. tristeza. incompreensão. inércia. desapego. desmotivação.

e agora ia muito bem para a quinta do cozinheiro. e por lá ficava até não saber mais o que estas coisas significam.

andas assombrado e isso é muito mau.

17.12.13

Quem sou eu aos 24 anos?

24 anos depois, quem sou eu?
 
Sou uma menina na sua passagem a mulher. Ou sou mulher com toda a sua meninice preservada.
 
Diz-me o que gostas, dir-te-ei quem és:
Gosto de me deixar encantar, de ser livre para olhar, saltar, deixar o queixo cair de espanto. Gosto de bater palmas quando me sinto mesmo feliz. De fazer o meu sorriso muito aberto. Gosto de me conhecer e ser cada vez mais consciente de mim e de tudo à minha volta. Gosto de sorrir e de espalhar sorrisos. Gosto de miminhos e de mimar. Gosto de abraçar, mas não gosto de abraçar sempre. Gosto de fazer yoga e de sentir evolução em mim. Saber que das primeiras vezes que me sentei no chão me doíam as costas da tão boa postura e que agora me apetece sentar de pernas à chinês mesmo nas cadeiras. De olhar para a invertida e achar que não era capaz e um ano e meio depois conseguir levantar os pés. De saber que a prática do yoga é para mim o tubo de ensaio e que toda a vida é uma aula de yoga gigante. Gosto da minha consciência crescente em relação aos animais. A minha sensibilidade e respeito apurados. Gosto de fazer escolhas saudáveis e respeitadas. Gosto de agir de forma a minimizar a minha pega ambiental (e ainda há um grande caminho a percorrer). Gosto de ser cada vez mais holística e cada vez menos cientista. Gosto que o meu percurso de voluntariado me tenha levado cada vez mais à minha essência e à descoberta de quem sou (e descobri isto enquanto escrevia a candidatura à bolsa de doula). Gosto de começar o meu caminho de doula. Ainda tão novo e tão longe. Gosto de imaginar os próximos fins de semana em Évora na Quinta do Cozinheiro. Gosto da sensibilidade que sou. Gosto da facilidade com que crio empatia. Gosto de perceber as pessoas. Gosto de dar o benefício da dúvida. Gosto de ter cada vez menos preconceitos. Gosto de comida vegetariana e da forma como me sinto quando me alimento bem. Gosto de fazer bolos e sobremesas e entradas. Gosto de ser anfitriã. Gosto da ideia de começar a nossa família. Gosto muito, muito da nossa relação. Em que tudo é simples. Em que tudo é dito na altura e resolvido quando necessário. Em que ele me dá toda a segurança do mundo e em que nos pedimos em casamento todos os dias, porque a vontade que temos de nos ter um ao outro assim se manifesta. Gosto de ser a tia que diz ao seu pequenino que o ama. E que vibra mesmo com cada conquista e faz questão de lhe dizer. Que partilha com ele a sua vida e procura a partilha da vida dele. Que lhe dá espaço para experimentar, para errar e para evoluir. Gosto de ser intuitiva em relaçao à educação. Gosto de adorar a maternidade e de sentir tanta energia perto de uma mulher grávida.
Gosto de procurar remédios caserios e naturais em vez de correr à farmácia e aos anti-histamínicos. Gosto de conduzir e da liberdade que o meu carro me dá. Gosto do meu horário de trabalho em part-time. Gosto de ter tempo para costurar. Gosto muito de costurar. Gosto de ser amiga e de ajudar na clarificação de algumas ideias mais baralhadas. Gosto de ser assertiva e dizer o que acho. Gosto de ter poucas crenças limitantes e de estar a trabalhar no sentido de deixar de as ter. Gosto muito de ir ao Óasis e ser tão bem recebida. E de ir ao restaurante Indiano e que o senhor se lembre que me chamo "KATERINA". Gosto que a minha mãe conte comigo nos momentos mais frágeis. Gosto muito da minha mãe e da força inesgotável que tem. Gosto de não ter qualquer contacto em casa com depressão ou desmotivação. Gosto da volta que o meu pai deu à sua vida. Gosto muito da sua sensatez e justiça. E gosto muito de saber que tudo o que tenho dessa vertente (e tenho bastante) veio dele. Gosto de me comprometer e seguir com os meus compromissos. Gosto de ter opinião e gosto quando não a tenho de ficar muito caladinha a ouvir tudo para construir uma, fundamentada e estruturada. Gosto de olhar para o espelho e me sentir bonita.
Gosto de me emocionar com mensagens. Gosto de chorar por tudo e por nada. Porque gosto de sentir tanto. Gosto de me emocionar quando vejo o Salvador a correr para a abraçar a minha mãe ou quando diz ao meu pai "Gosto muito de ti avô". Gosto de ter bebés no colo. Gosto do canal de energia que sinto sair do meu coração e embrulhar aquele ser tão pequenino. Gosto de me apaixonar. Gosto de organizar jantares de Natal onde a "partilha" é a palavra de ordem. Onde cada um tem espaço para ser quem é e onde a individualidade de cada um é tão valorizada. Gosto de arrumar a casa nova. Gosto de olhar pela janela e ver o palácio da pena e o castelo dos mouros cheio de luz. Gosto de me sentar no cadeirão preto e ficar a contemplar o nosso espaço. Gosto da coragem que tenho de ligar a quem quer que seja para ter o que é preciso. Gosto de receber como prenda de anos uma jóia oferecida pela minha mãe porque gosto de olhar para o anel que trago no dedo e saber que foi a minha mãe que escolheu, a pensar em mim, para comemorar o vigésimo quarto que estamos juntas.
Gosto de ser espontânea. Gosto muito. E gosto de me deixar levar por esta visão exterior e ficar aqui horas a escrever sobre mim.

16.12.13

O balanço

Este é ainda um cantinho especial.
Ainda que seja raro o dia em que cá venho, ainda que escrever para uma plataforma online faça cada vez menos sentido (por um lado) e ainda que o ideal fosse ter um momento a sós, em algum sítio tranquilo e sereno onde só estivesse eu, um caderno e uma caneta, a verdade é que é mais simples e prático chegar aqui na altura que quiser e deixar registado o pensamento.
A verdade é que quando sinto curiosidade por me lembrar de mim há 3 meses ou 3 anos é aqui que venho. Leio o que escrevi na altura e toda a história do meu passado se estrutura e se me auto apresenta como se de um filme se tratasse.
 
Hoje, a algumas horas de festejar o meu vigésimo quarto aniversário, senti necessidade de vir cá e de me provocar a auto-análise anual.
As perguntas que me coloco? Quem era eu em Dezembro de 2012? Quem sou em Dezembro de 2013? O que fiz? O que mudou? Quem chegou e quem saiu? Conheço-me mais? Em quê? Valorizo o que vivi? Porquê? Imaginei que este último ano seria o que foi? Fiz o que me propus?
 
Vamos agora olhar para dentro e deixar fluir tudo quanto apeteça :)
 
Este ano foi um ano de enorme crescimento! Lembro-me de pensar que o ano de 2013 seria O ano. O ano da empresa, O ano da independência, O ano da casa nova. E foi!
Em Janeiro comecei a trabalhar e a gerir o meu dinheiro. A Cardiorespira nasceu nos dias 20 deste mês.
Em Fevereiro houve o cuidar do pai e do avô Zé.
Em Março começamos a reciclagem dos móveis.
Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro passaram a voar. Entre reuniões, primeiras conquistas, apresentações da empresa, afirmação da vontade, determinação, fé e perseverança.
Toda a limpeza da casa, as escolhas, a espera. Fins de semana passados a idealizar. Alguma impaciência. Aprendizagens.
Novembro trouxe o curso de Doulas. Procurei-o. Encontrei-o e inscrevi-me. Foi a viagem surpresa a Veneza.
Dezembro começou em Évora com trabalho emocional. E o primeiro passo do meu sonho está dado.
Dezembro de 2013 e os 24 anos vão ter sempre a marca da nossa casa. O primeiro passo da nossa família. Da minha.
Sim, acredito que os 24 serão voltados para o nosso espaço, a nossa alimentação, os nossos hábitos cada vez mais saudáveis, voltados para a nossa dinâmica, a novidade, a nossa vida totalmente partilhada, o meu sonho realizado. A maternidade em volta de mim para depois, num outro ano, a maternidade ser vivida por mim.
 
Sou mesmo grata. Tão grata.

2.12.13

30 de Novembro e 1 de Dezembro 2013

O primeiro enorme passo para o meu sonho da vida.
Fui sem expectativas e tentava não pensar muito no que seria. Acordei cedo na manhã de Sábado, terminei a mala que estava quase pronta e saí.
Não preparei caderno, nem caneta, nem deixei que preconceitos chegassem e se instalassem. Fui só.
Grata pela companhia dos meus pais que me conduziram até lá.
A primeira pessoa a conhecer pareceu-me encantadora. Fizemos a viagem em silêncio, cada uma com a sua janela. Chegamos. A quinta, o sítio. Os gatos, o Óscar. O cheiro. A Luísa. Os abraços tímidos e o pequeno almoço.
Numa cozinha com mais de 100 anos, a mesa estava pronta para nós. O chá quentinho, o doce de framboesas, o sol cá fora, a cadeira de baloiço, a cama de rede, as ovelhas, as oliveiras, as azeitonas.
 
O chão da sala preparado para nos dar o suporte necessário, as mantas, os colchões, os puffs, as cores, as pernas à chinês, a roda e a partilha.
A partilha foi indescritível. Talvez o que me tenha marcado mais. Mulheres que se conheciam há menos de 3 horas e estavam ali, sem máscaras, a ir ao seu mais íntimo e deitar cá para fora. Um trabalho individual feito pela partilha de todas. Conhecer-me ainda mais. Cada vez mais. Ouvir, saber ouvir. Aceitar e admirar. Deixar só fluir. Deixar acontecer, não limitar nem criticar, nem julgar nem amedrontar.
Ali eramos só nós. NÒS.
 
O que aprendi nestes dois dias já está a mudar a minha vida. A forma como me preparei para isto foi-me dando indícios que tudo vai mudar em breve. Nada mais pode ser igual. De repente faz-se luz, adquire-se conhecimentos e sentimos ressoar cá dentro. Tudo faz todo o sentido.
Somos demasiado dependentes de máquinas, de médicos, de instrumentos, de probabilidades, do medo. Vivemos com medo.
E esta não é a forma que eu quero para mim. Quero ser livre. Quero tomar decisões conscientes e quero ajudar as pessoas a tomarem decisões conscientes.
 
Custa-me quando chego a casa e partilho o que aprendi, ainda que possa ser de uma forma mais ríspida em tom de provocação, e não vejo interesse. Aliás, vejo resistência e crenças limitantes.
 
Como a Luísa diz, eu estou certa do que quero. Era bom partilhar. E posso fazê-lo. Não tenho que esperar que compreendam e que façam uma grande festa. Eu estou a trabalhar em mim. Cada um tem o seu caminho e resta-me aceitar. Aceitar de verdade. E esta é a grande lição - aceitar os outros.
 
E até  Janeiro, há muito mais para aprender!

27.11.13

Tarde de dia 26/11/2013

Uma tarde de trabalho das 14h às 19h57 e uma aula de yoga das 20h às 21h36. Assim foi o meu dia depois das 14h de ontem.
Perguntaram-me "Correu bem?" "Diverti-me!" Não sei se alguma vez me tinha acontecido tal coisa. Ter a plena consciência que aquela tarde pesada a nível de horário e exigente a nível de técnica foi mesmo divertida.
Cada pessoa é única e eu desempenho muito bem o meu papel de cuidadora. Explico com paciência. Rio-me e faço rir. (Acho que é o que mais gosto aqui). Toco nas pessoas e até recebo beijinhos.
Cada pessoa que por ali passou ensinou-me alguma coisa. Fez-se sentir. E eu gosto tanto quando assim é.
Senti-me competente, capaz de explicar termos e conceitos. Senti-me expert naquele assunto. Aquele que um dia foi tabu e monstro fantasma para mim. Ontem estivemos lado a lado. Eu e a técnica. Eu e os conhecimentos. Eu e a espirometria.
 
Gostei muito desta tarde de trabalho. Mesmo mesmo. Cardiorespira, aqui estás tu. Na tua mais verdadeira essência :)

Para não esquecer

"Salvador, hoje vamos fazer enfeites de Natal, boa??"
"SIM! Montamos a árvore de Natal?"
"Sim, acho que pode ser. Temos só de perguntar à avó se pode ser."
"Está bem. Tia, eu monto à minha maneira e tu montas à tua maneira está bem?"

E esta conversa dele deixou-me mesmo feliz. É preciso alguma sensibilidade para entender isto eu acho. Eu tenho. E tenho essencialmente com ele. E com os pequeninos em geral.
Para mim isto mostra uma flexibilidade e uma aceitação perante os outros que me orgulho que ele esteja a desenvolver. Não há imposição nem maneiras certas de fazer. Cada um faz à sua maneira. Brutal.

25.11.13

EU MAIOR

Cada vez mais me lembro do professor João dizer que a partir do momento em que vamos a uma conferência e ouvimos o que têm para nos dizer, não mais somos os mesmos.
Penso nisso sempre.
Neste momento não sou a mesma pessoa que era há uma hora e meia atrás pelo simples facto de ter tido a oportunidade de ver um filme - EU MAIOR.
Sinto-me em paz, estou serena, aberta a todas as perspectivas, capaz de olhar para mim e para o mundo. O yoga veio ajudar-me a ser muito melhor ser humano. A sabedoria que trago em mim, não sei de onde vem, é tão certa.
No filme ouvi o mesmo que disse a uma amiga numa noite destas. Sobre ser-se importante. Ter-se autoestima. Na altura creio que ela pensou que o que dizia era numa perspectiva egocêntrica "Se eu não estou então não é a mesma coisa. Eu só estou lá porque faço a diferença. Porque sou importante."
O importante que dizia era como no filme é descrito "Importante, aquele que importa." O que acrescenta valor, o que toca os outros. O que faz falta se não estiver. Não é ser famoso. É ser importante.
A minha vida tem sido um belíssimo caminho. Cada dia tenho mais certezas disso. Hoje saio daqui em plena paz. Quero mesmo que a minha "curta vida, não seja pequena." E não é. Não será.
 
Que grata estou. Obrigada.

18.11.13

Dias

Têm sido dias cheios estes. Os que se avizinham então nem dá para explicar.
O medo funde-se com a felicidade. A conquista do trabalho, do reconhecimento, da oportunidade.
Gestão de tempo mais controlada do que nunca. O cansaço vai chegar. A cabeça em água também. Mas o coração, esse, vai transbordar de alegria e orgulho. O nosso nome, as nossas competências, a nossa empresa, a nossa responsabilidade em prol dos outros. Contamos ajudar muita gente. E contamos que nos ajudem também.
Uma semana que começa a mil em pensamentos e organizações. Vai terminar com uma viagem de avião. Um fim de semana surpresa num sítio lindo.
Voltar e mergulhar no ritmo alucinante, parar no fim de semana seguinte para dar o primeiro ou segundo passo do meu sonho. Vir em modo bolha. Voltar ao ritmo, terminar com uma manhã de Sábado de trabalho e respirar de alívio.
Missão cumprida. Depois disto, só mesmo o fim de semana no Porto para ver os amigos do coração em cima de um palco, a festa dos 24 anos, o jantar de Natal de amigos na casa nova, o Natal. O final do ano e olá Janeiro.

OH MEU DEUS.

1.11.13

360

Mudança de 360º a chegar.
 
Casa quase pronta. Ainda no quase. E nunca um quase demorou tanto :) Agora com calma. Com serenidade e com fluidez.
 
Hoje há visitas para orçamentos de electricidade, amanhã há drenagem a ser começada e cozinha a ser montada. Amanhã há stockoff de electrodomésticos, quem sabe começamos a vida nova com uma senhora dona máquina da loiça. Fantástico seria!
 
A tua vida profissional vai dar o salto. Agora em casa as oportunidades vão aparecer. A exposição vai ser um sucesso, os contactos vão surgir e concretizar as tuas vontades, os teus desejos.
 
O meu sonho maior está perto. Nunca esteve tão perto. Isto de nos começarmos a mexer, a procurar a falar com as pessoas certas e a abrir o coração traz tantas alegrias. Um novo desafio e uma grande aventura. Pela minha paixão, pela minha motivação, pela minha missão nesta vida :) E vai tudo correr bem!
 
Uma viagem surpresa para breve. Um impulso seguido. A certeza de que vais ADORAR.
 
Uma proposta na mesa. Uma grande expectativa. Os próximos meses cheios de trabalho. E é assim que gostamos.
 
Um novo bebé dentro da barriga da mana. Uma ecografia morfológica marcada para hoje. A possibilidade de saber se é menino ou menina, de atribuir um nome, de mais uma vez imaginar uma criança e um amor tão grande.
 
Uma atenção redobrada para o nosso príncipe de sempre. O seu medo de perder o amor dos pais (a cabeça das crianças é sempre uma surpresa). O carinho ainda maior, o alerta lançado para que nada se destruture deste ser tão especial.
 
> Ontem ao escrever uma espécie de auto-biografia senti tanto orgulho, tanto carinho pela pessoa que sou. Pelas decisões que fui tomando e que me fazem ser quem sou hoje. Gostar de mim mais do que alguma vez. Agradecer a força que tenho, a coragem que ponho em cada acção. A luta natural e constante de cada dia. Para fazer mais, melhor, mais perto de quem sou, com total honestidade e sintonia. Sou uma pessoa bonita e isso é tão bom de sentir <

23.10.13

Hoje é o primeiro dia do meu dossier autodidacta de Doula

Se posso ser costureira autodidacta.
Se posso ser relações públicas autodidacta.
Se sou informática autodidacta.

Também posso começar a ser Doula. Sendo autodidacta.

Hoje é o primeiro dia! "Diagnóstico precipitado de "pouco leite", "baixo peso" e introdução precoce de leite artifical" - é este o primeiro artigo deste dossier que será com certeza muito rico e uma grande fonte de prazer!

23.9.13

Ninho

Agora sim, está quase.

O Domingo foi intenso e intensivo. A mãe é fundamental. Talhada para a organização e limpeza para além dos outros trezentos mil talentos e facilidades, esta mãe sabe disto.
Das 10h às 20h com almoço alargado, foi de uma ponta à outra. Cada divisão limpa e arrumada era fechada. Next, Lava, seca, arruma. Que cheirinho naquela casa.

Agora sim, está mesmo quase. Homem do gás por favor não demore! Queremos tanto usufruir daquele ninho.

4.9.13

Avó Zé

A minha avó não é uma pessoa fácil. Identifico-me muito pouco com ela, com a sua maneira de ser, de viver, de ver e essencialmente de sentir.
Cada vez mais me tento abstrair destas nossas diferenças e tento, com imensa vontade, ver o melhor dela. Descobrir que mulher é aquela que eu só conhecia nos seus 67 anos. Quem foi ela durante toda a vida? O que a tornou tão fria, tão rígida, tão "insensível"?

Ontem fui visitá-la. Cheguei antes dos meus pais e isso deu-nos algum tempo a sós.
Olhei para cada detalhe do seu rosto. Com quase quase 91 anos esta minha avó tem as rugas preenchidas. Tem um olhar que é só dela e só agora as bochechas começam a descair.

Leu-me uma oração e quis filmar esse momento. Vou lembrar-me sempre dela com os seus livrinhos das missas e das liturgias por perto. Deixei-a ler para mim. A oração terminava "Jesus dai-me um coração como o teu". Apesar das nossas diferenças, todos os dias eu luto por isto. Por um coração como o dele. Por viver em amor, transmiti-lo a quem se cruza comigo, alimentá-lo e senti-lo em cada instante.

Descobri que a avó foi uma lutadora. Teve 6 filhos e ainda os tem vivos. A todos! Naquele tempo não era fácil e ela subia e descia a Serra só para os salvar.

Teve 3 dias em trabalho de parto da minha tia mais velha. Quando ela nasceu já espumava pela boca e foi o médico que com a própria boca lhe tirou a espuma. "Um santo." Disse-me ela.
Os mamilos cairam-lhe ao amamentar a primeira filha. Deixou de poder dar-lhe do seu leite e disse-me que a alimentava com leite condensado que custava 10 escudos na altura. Que o seu sogro lhe oferecia 5 latas de cada vez para que ela pudesse alimentar a sua filha. A minha tia ia crescendo e o leite deixava de ser suficiente. Compraram então uma cabra para lhe darem do seu leite como complemento ao leite condensado.
Que azar tiveram que a cabra estava doente e a minha tia, ainda bebé, gravemente doente ficou. "A língua não lhe cabia na boca!" Disse-me que a descer a Serra para a levar ao médico uma "tia" viu-a e disse-lhe "Ai Maria José, volta para casa com ela que ela não te chega viva lá abaixo."
A minha avó nem ligou, continuou no caminho confiante que a salvava.

Quanto à minha mãe, com 2 anos teve de mostrar que queria viver. Uma doença grave quase a levou. Mais uma vez a minha avó, Serra acima e Serra abaixo para a levar ao médico. Injecções e mais injecções, abcessos e infeccções. Quando a curou o médico levantou-a no colo e disse "Não fui eu que a salvei. Foi esta Santa" [No consultória havia uma Nossa Sra. da Conceição - e isso já explica o Conceição no nome da minha mãe].

Olhei para a minha avó como nunca antes tinha olhado. Guerreira, determinada. Nada a fazia parar. Mulher de fé, toda a vida foi. E agora já sei que aprendeu cedo.

Obrigada por teres lutado pela minha mãe avó. OBRIGADA!

2.9.13

Várias EU

Tenho a cabeça a mil. Dentro de mim existem várias "Catarinas" neste preciso momento. Neste momento que dura há tempo demais.
Existe a Catarina empresária - que precisa de ginástica mental e criatividade para lançar a empresa, para mostrar, para divulgar, para arranjar clientes e forma de sustentabilidade e crescimento. Não dá para parar. Quando os números aparecem, quando os medos se colam, quando a insegurança surge é mesmo preciso sacudir, olhar em frente, agarrar em toda a coragem que me assiste, procurar um pouco mais e focar no que é importante. Calma, fé, motivação e as coisas seguem ao seu ritmo.
 
Existe a Catarina mulher - que está muito cansada desta fase de quase mudança, que ainda não deixou de ser quase ainda que este quase tenha chegado há mais de 6 meses. Esta menina mulher preocupa-se com os timings, com a gestão entre a vontade e a realidade. Com a lembrança a cada fim de dia que 24 horas não chegam. Que a cozinha nunca mais fica pronta ainda que tenha tido uma mudança BRUTAL. Esta menina quer ser mulher. Luta com unhas e dentes contra tudo e todos. Contra o tempo, contra o cansaço, contra os impossíveis e contra as imprevisibilidades. Ela pinta, ela monta, ela aparafusa, ela varre, ela lava. Ela doa, ela arruma, ela chora e ela acalma-se. A nova fase da vida está à porta. Os grandes dias de caixas e caixote aproximam-se e o eu vai oficialmente passar a ser nós.
 
Existe ainda a Catarina criativa e costureira - que anseia pelo dia em que a máquina da costura vai voltar a ter o seu cantinho especial. Os tecidos voltam a esta arrumados por cores e temas. Que a inspiração vai voltar a ser convidada e que a porta vai estar aberta para a receber. Que os pedidos chegam com alegria, que não são sinónimo de ginástica, de movimento de ancas entre horas de almoço e horas de jantar. Que a máquina da costura vai poder costurar depois das 22h porque os vizinhos da casa nova nem a vão ouvir.
 
Para além de tudo isto existe a catarina filha que precisa de tempo e paciência para os seus amados pais. A catarina tia que adora mais do que muito o seu sobrinho e que está desejosa de lhe proporcionar felizes momentos junto da horta e das árvores de fruto. Existe a catarina amiga que tenta estar e ser e que por vezes está tão mergulhada no resto que tudo vai passando, ainda que cada vez menos! Existe a catarina yogini que tem pena de ter perdido o mês de calor para praticar esta maravilha que é o yoga porque nem sempre a gestão financeira permite investimentos simultâneos. E existe a catarina técnica de cardiopneumologia que trabalhas das 08h30 às 18h alguns dias e que atrapalha muito tudo o resto, mas é aquela que permite que muito do resto exista e se proporcione. Porque com contas pagas é mais fácil ser-se feliz.

13.8.13

SINTO AQUI #3 #4 #5

Praia Grande - Julho 2013

Igrejinha [tanque] - Agosto 2013

Igrejinha [melancia] - Agosto 2013


Uma semana que terminou e outra que começou assim. Com sol, com muito calor, com água, com animais, com campo, com silêncio, com tempo, com amigos, com paz, com sorrisos, com felicidade, com partilha, com amor, com aceitação, com respeito, com liberdade, com afectos.

Uma semana que esperemos que acabe com uma grande mudança. O grande passo aí quase quase a chegar. Agora sem pressas. Com respeito pelas demoras, pelo timing certo, pelas coisas estruturadas e bem feitas. O verão continua, não tarda acaba, e quando for para ser, será. E lareira no Inverno vai ser tão bom!


Semana #9


5.8.13

Shi

Semana # 8 - quando o Salvador está por perto todo o cuidado é pouco

Salvador

As expressões dele que me aquecem o peito:
- "oh tiaaaa" - quando lhe digo que tenho que sair.
- "minha tia princesa" - quando o abraço forte
- "o que tens mais para mim?" " beijinhos sempre! Boa?" "Acho boa ideia! E abracinho?"
- "dividir é divertido. e partilhar é divertido tia!"
- "oh shisukaaaa" - quando a vê e a admira
- " alerta ranhoooocaaa" - quando funga tanto só para me assustar, porque sabe que eu faço uma peça de teatro em volta da situação e acabamos todos a rir muito
- "99? tanto!" - quando o acabo de medir e constatamos que já tem 99 centrímetros
- "eu também te amo tia"
- " não faz mal tia" - quando sem querer o magoei e lhe pedi desculpa logo a seguir
- "não consigo! já experimentei mas não consigo" - quando a sanita ainda não é confortável e depois de lhe explicar que devemos sempre experimentar, não conseguiu fazer cócó na sanita

Que amor tão grande este. Que puro.
Não somos perfeitos. Somos humanos.
Depois de uma aula de yoga tão cheia de sincronismos, tão inspiradora e tão capaz de me deixar leve e resplandecente, fui a cantar o caminho todo, esperei com um sorriso natural cerca de 30 minutos por ele e seguimos para o nosso restaurante. Fechado.
Andar por Lisboa sem planos não dá bom resultado e a impaciência foi chegando, ainda que a cada minuto olhasse para o meu interior e me autorizasse a deixar-me levar. Encontrariamos um sítio mesmo à nossa medida, sem pressas, se nos deixássemos ir rua acima e rua abaixo. Passear na cidade, com o castelo a mirar-nos, com ele do meu lado só podia correr bem.
A fome chegou e dominou. A impaciência e o cansaço de uma semana muito pesado não nos deram tréguas. Não podíamos entrar naquele sítio porque não, porque já passavam das 22h, porque ainda não eram 24h, porque ali não tinha luz e tinha "má gente", porque não era de confiança, porque, porque, porque.
E o estar com ele, deixou de ser estar com ele para passar a ser andar ao lado dele. Porque a vontade evaporou-se com a chegada da ira. Porque às 23h30 fomos para casa sem jantar, sem estar e com o coração apertado.
Não havia lugar para o sorriso nem para a gratidão nem para os abraços nem para o amor.
 
Só me apetecia que o dia acabasse. No dia seguinte estaria tudo bem.
Senti-me frustrada por ver aquele drama a chegar e minuto após minuto tentar deitar à mão à minha mente, aos meus pensamentos, para que não nos levassem para aquela tristeza sem fundamento.
 
Surgiram as dúvidas. Os medos. A frustração.
 
Surgiu a certeza que há um grande caminho por percorrer. Que o autocontrolo ainda não existe em todas as situações. Que a consciência sim. Vi tudo a acontecer, não consegui travar.
 
Somos humanos. Não somos perfeitos. Deixamo-nos levar pelo cansaço muitas vezes. Não treinamos a tolerância. A compreensão, o respeito tanto quanto gostávamos. Fazemos por isso. Passo a passo. Quando a conversa calma e serena surge e tudo se esclarece, quando o amor é tão maior, quando o respeito é inquestionável e quando a humildade se expande percebemos que juntos somos muito melhores. Vamos crescer sempre, um com o outro. E um ao lado do outro.
 
E que ainda que a perfeição não exista, vamos sempre querer o melhor de nós.

31.7.13

Shi

Semana #8 [e já deixei fugir a 7...]


Das 7h50 às 23h58

Gosto muito de dias como o de ontem.

Acordar com vontade de acordar, com energia para dar e vender. Acordar com a Shi a implorar um cantinho na minha cama, levantar-me, abrir-lhe a porta e deixá-la entrar. Enroscarmo-nos as duas naqueles 5 minutos que faltavam para o despertador tocar.
A rotina diária com o sol a entrar pela janela e a fome a apertar. Um pequeno almoço normal mas com o mimo do doce por cima da manteiga num pão que cheira a torrada.
Um dia de trabalho inteiro pela frente com uma hora de almoço generosa onde se encaixa uma ida à loja dos tecidos. A única forma de poder avançar com a encomenda chegada no dia anterior.
Dar um toque ao pai que vai servir de minha boleia, voar até Cascais, ver tecidos, falar com a P. para que pudesse escolher em "real time" o que prefere. Deixar-me encantar por novos tecidos. Trazer dois deles e fotografar tantos outros. [E o que eu gosto de andar por aqueles corredores. A ver tudo, imaginar combinações, ganhar uma vontade gigante de chegar a casa, ter a tarde por minha conta e costurar até fartar.]
Almoçar em modo rápido! E voltar para a clínica.
Agenda com buracos e a vontade de estar em casa a costurar...
Ocupo o tempo e delicio-me com "pequenas mentirosas".
Sair um bocadinho antes das 18h porque as 18h há um exame pela empresa.
Chegar, fazer, cuidar e vir.
Uns documentos para tratar e evita-se assim que se acumulem "stand by's". Factura, nota de crédito, flyers num envelope para se levar para os correios no dia seguinte.
18h50 e é dado o primeiro passo na costura. Tesoura, tecido, corte, fecho, alfinetes, dobras, ferro, máquina, ponto, linha.

Almofada de praia - done

Começar nova encomenda para um bebé pequenino! Almofada de viagem a meio quando o jantar chega. Jantar, comer gelado, publicitar no fb os novos tecidos, a nova almofada. E chega nova encomenda! Gigante! Para o M.M. [Que orgulho contarem comigo para mimar assim o bebé deles!! Fico mesmo derretida, grata, lisonjeada. Obrigada, obrigada, obrigada!].

Voltar para a máquina, terminar a almofada de viagem do L.

Voltar ao fb e ter nova encomenda - uma touca com estrelinhas! WIIIII

Desligar a luz da cabeceira às 23h58 com a sensação que dias assim são mesmo os que mais valem a pena.
E das 19h às 22h rendeu que foi uma coisa parva. Rende sempre. Assim queiramos e acreditemos. O sofá é mesmo o pior inimigo do trabalho e o melhor amigo da preguiça!

Hoje não me apanhas outra vez! Tu sim costura! Minha paixão, meu entusiasmo!

26.7.13

It will be OKAY

 
 
Penso demais? Sinto demais. Sou essencialmente emocional e para mim é difícil fazer sentido se nada ou pouco estiver a sentir. Só estou porque me sinto bem. Só faço porque me sinto realizada, orgulhosa, contribuinte, útil.
Sou a sensibilidade palpável. E ainda que por vezes gostasse de me deixar ir mesmo sem sentir e sem pensar, gosto muito, muito mesmo de ser assim, como sou. Melhorando a cada dia, potenciando sempre o melhor de mim, conhecendo-me cada vez e trabalhando sempre mais o meu lado menos positivo, ajudá-lo a ser cada vez mais insignificante e não deixar que me defina, que se torne superior à minha vontade.
Aprendo a respirar, a serenar, a deixar fluir através de mim. A pôr o melhor de mim em cada coisa. E dia após dia é mais natural e prazeroso ser eu. Porque o meu eu é cada vez mais sorridente, pacífico, sereno, tranquilo, amistoso, atento.
 
Gosto de me pôr no lugar dos outros. Acho que é algo que pouca gente faz. É muito confortável ficar na nossa, a defender a nossa ideia, o nosso ponto de vista, o nosso ego. É desafiante deixar o ego de lado e mergulhar no outro ser. E eu fico tão orgulhosa cada vez que dou por mim a tratar o outro com mais tolerância e compaixão porque automaticamente me pus no seu lugar. Sem esforço, sem falsidade. Fui lá, vi, compreendi e agi.
 
Gosto de quando estou a fazer um exame a alguém sentir que a pessoa fica desconfortável por mostrar a barriga saliente. E por isso ter um cuidado extra em ser mais rápida para a expor menos ou ser mais cuidadosa com as ventosas para que a barriga não abane e o desconforto aumente.
Gosto de, no caminho para a praia, ver um casal de velhinhos com dificuldade em tirar a senhora do carro, dar uns passos para além daquela cena mas a cena não me sair da cabeça e sentir "tens de ajudar". E voltar para trás e perguntar se é preciso ajuda e a ajuda ser aceite sem entrave. Ajudar aquela senhora velhinha sair do carro e sentar-se no banco da praia a saborear aquele sol de forma mais pura e franca.
 
Gosto de depois disto dizer ao Salvador que cada vez que ajudamos alguém o nosso coração cresce. E sentir mesmo isto. Gosto de ajudar pelo simples facto de sentir o meu coração crescer.
 
Gosto de tirar muitas fotografias para deixar recordações a quem não se lembra da importância delas.
 
Gosto de olhar para fotografias de bebés e grávidas e sentir esta alegria que sinto.
 
Gosto de sentir que mais tarde ou mais cedo o meu caminho vai ser esse. Gosto de arriscar e gosto de estar alerta.
 
Às vezes custa-me esperar. Custa-me aceitar que o meu caminho para passar por aí, para chegar ao dia em que todos os dias da minha vida acordo com uma vontade gigante de viver o dia ao máximo, a cuidar de quem quero, da forma como quero, tem de passar pelo o hoje. Pelo caminho de agora. Pelas horas perdidas em frente ao computador à espera da agenda.
 
Às vezes custa imaginar a volta que a vida tem de dar para que esse dia chegue. E às vezes também vem o medo da incapacidade. E se não for para mim? E se não me calhar viver desta forma que tanto desejo?
 
Sinto bem cá dentro que é para mim. Que a vida é demasiado curta para não ser tão bem vivida. Não sei porque voltas vou passar, mas todos os dias sereno e sinto que está tudo certo. Quando for, será. E eu mantenho esta força que nem sei de onde vem para ser sempre o melhor de mim, provocar o melhor dos outros.
 
Preciso do voluntariado na minha vida. Preciso da criatividade. Preciso de espaço. De identidade. Preciso de começar o meu sonho de família. Preciso do yoga. Preciso desta paz que sinto agora para continuar sempre a acreditar que todos os dias são dias cheios de oportunidades. E tudo está tão bem. E tudo ficará tão bem.
 
 
 
 

24.7.13

BALANCE

Porque a vida é invariavelmente um equilíbrio constante. Porque nem sempre é fácil aceitarmos os momentos mais baixos e porque essencialmente nem sempre, nesses momentos, conseguimos ver os momentos altos que se avizinham [tão naturalmente como os outros].
Acordei mais cedo para aproveitar a aula de yoga das 8h00. Senti mesmo que não podia perder a oportunidade de começar assim o dia, ainda que as 8 horas de sono não estivessem completas e a preguiça do acordar fosse mais forte. [Aliás, quem é mais forte do que eu e a minha vontade? Preguiça, tu não de certeza!]
Fui recebida pela querida Salomé com surpresa e sorriso. Aquele abraço claro.
A aula foi tão, tão boa. E a vontade de começar o novo dia multiplica-se por mil. Junta-se motivação, inspiração, amor próprio, descontracção e tudo vai correndo pelo melhor.
Chego a horas ao trabalho, sem ninguém à minha espera e ainda consigo que me ofereçam um café para acompanhar os meus pequeninos palmiers [ :) ].
Conversas com alguém influente nesta zona que fica de nos ajudar a estabelecer contactos importantes para a empresa [YEAAHH.]
Um senhor velhinho [como eu os adoro!] com 90 anos de histórias diz-me antes de sair com aquele olhar tão ternurento "Olhe aquele rolinho é capaz de cair da mesa." E quando olho tinha uma nota por baixo. "AHHH. Não! Eu já recebo. É o meu trabalho. Não posso aceitar!"
"Xiu. Eu é que quero dar. É só um cafezinho." E sai de mansinho de forma a terminar a conversa.
E o meu dia que começou há pouco mais de 3 horas já está mesmo a valer.
O yoga é mesmo qualquer coisa. Ou eu com o yoga sou mesmo qualquer coisa tão melhor.

23.7.13


O fim-de-semana foi tão bom!
Sábado começou com sol, com espera e com novas músicas na pen. Ele chegou e seguimos rumo a Peniche. Tinha saudades deles e estava desejosa de chegar! Primeira peripécia do caminho: na estação de serviço, perante as opções - ligeiros/pesados, ele seguiu pelos pesados. Ups que não é aqui, ai que já não dá para parar, olha que já entramos na autoestrada outra vez. Risada, bora lá!
 
Chegamos, almoço de Verão em que o pão e o queijo juntos fazem as nossas delícias, fruta e sol. (E chega mesmo para me sentir tão feliz, tão em harmonia com a natureza, com a vida e com a felicidade!)
Praia com areia branca e fina, mar com uma temperatura especial, mergulhos e brincadeiras e o amor transbordava.
Piscina ao pé deles. Risos e brincadeiras. Mergulhos e vamos para a outra piscina que aqui já está frio. Jacuzzi e o que eu me rio com o medo que ele tem. Diz que se sente um caracol na panela (ahah).
Lanche com a família. Com os 2 pequenos mais queridos de sempre. A certa altura senti-nos uma família de 4. Eu, ele e duas crianças. E o retrato ficava mesmo bonito.
Jantar de espetadas de camarões, jogo de futebol na tv e festa na rua.
Regresso a casa e cumplicidade até mais não!
 
O Domingo começou com passeio pela Serra, pela nossa. Praia daquele jeito imperdível e único (e ainda bem que ele viu!) Caminhada e exercício físico ao ar livre com o sol a despedir-se em grande estilo.
 
Que privilégio que foi. Desde o início ao fim. E ser fim-de-semana a semana inteira?
 
 
 
 
Onde andas motivação? Qual é o rumo?
Fala-se em foco e sinto intrinsecamente dentro de mim que existe e que tenho e que trabalho nisto todos os dias. Há manhãs em que a inércia de ficar na cama é tão grande. Há muitas manhãs assim e isto só me faz pensar e sentir que não pode ser isto. Só isto pelo menos. Preciso de um motivo maior para me levantar da cama num pulo, com vontade, alegria, entusiasmo.
Vejo o sol. Convida-me a saltar da cama e abraçar este novo dia mas já o prevejo igual a todos. Mais do mesmo. E não gosto desta sensação. Sei que é em mim que ela muda, assim que me tornar disponível para isso.
Quando chegas momento de viragem em que todas as manhãs me encho de força e vontade para num instante pular e sorrir para o dia?

17.7.13

Shisuka - passo a passo

Semana #6




Ainda sinto inércia quando me levanto de manhã. Cá para mim isso quer dizer que ainda não encontrei o meu lugar doce. O trabalho/talento/vocação que me realiza, preenche e me faz saltar da cama com entusiasmo e vontade. (Acredito realmente que esse dia vai chegar como sendo o primeiro de todos. E se não for antes, de certeza que quando um bebé chorar por mim me ponho aos pulos na hora. Ou não?!)
 
Tento motivar-me. Rodear-me de pessoas inspiradores, blogues inspiradores, que me dão vontade de fazer mais e melhor. De seguir os meus sonhos. De lutar por tudo quanto quero.
Há dias em que parece que estamos só a deixar-nos levar. Ficamos à espera que tudo se resolva? Pequenos passos levar-nos-ão realmente onde queremos? Mas o que queremos? Sabemos responder? Sentimos esta certeza? Mas que certeza?
 
Nestes tempos de incertezas no futuro, resta-nos aproveitar e muito o presente.
As manhãs às vezes custam. Aqueles minutos em que só apetece ser criança e dizer à mãe que dói a barriga, que não é um bom dia para levantar, para ir, para ser. Que é preferível ficarmos em modo avestruz, com a cabeça bem por baixo da almofada e esperar que seja noite para nos voltarmos a deitar.
 
Mas eu não sou assim. Por mais que me apeteça dormir todo o dia, o peso na consciência ao final do dia de saber que recusei uma oportunidade para fazer mais e melhor, deixa-me pior ainda.
Sou uma lutadora. Uma sonhadora mais. Aposto, invisto, desafio-me e orgulho-me.
Não gosto de dias iguais entre si. Gosto de dias únicos, etapas diferentes e cada vez mais exigentes.
 
Tenho ideias e projectos. Falta-me disponibilidade mental. Estou tão focada na mudança de casa, nas obras, na decoração, no tornar aquele espaço nosso (o crescimento às vezes assusta :)) que fico sem vagar para me focar na empresa, nos passos inovadores que podemos dar para arranjar mais procura, para publicitar os nossos serviços, para chegar a novos públicos. Fico sem tempo para costurar, para criar, para inventar, para me deliciar com o acabado de fazer por mim.
 
Penso demais? Deixo fluir a maior parte das vezes. Procuro serenar. Confiar. Às vezes é só mesmo isso que basta. E eu acredito em mim.

Memória

Uma característica da pessoa que sou é a memória altamente alerta. Ele às vezes pasma-se quando digo, tin tin por tin tin uma expressão que ele usou há anos (2 no máximo, diga-se).
Lembro-me muito bem de caras. Lembro-me muito bem de nomes. Lembro-me muito bem de momentos. E hoje dei por mim a fazer uma espécie de zapping pela minha caixinha de memórias.
 
O N. numa altura muito frágil e especial dizia-me "É incrível como cada instante do agora está a ser gravado na minha memória para sempre." Eu nunca tinha visto as coisas desse prisma. Nunca me tinha dado conta que no próprio momento em que tudo acontece, já estão a ser escritas linhas e linhas de história, já estão a ser fotografadas caras, expressões, gravadas vozes e sons.
Ontem, por uma razão tão boa quanto abençoada sou por a ter vivido, senti que o meu cerébro estava a fotografar a cada fracção de segundo aquela paisagem. O meu corpo a registar cada sensação dos meus poros, da minha pele de cada vez que mergulhava naquela água. A minha retina memorizou para sempre aquela cor da água do mar.
Deixei-me flutuar na água e virada para aquela imensidão de rochas, de natureza, de vida, deixei-me levar pela contemplação. Pela gratidão de estar viva, de estar naquele preciso momento naquele sítio tão especial. Agradeci ao céu, ao mar, às rochas e às gaivotas.
Nenhum de nós tinha máquina fotográfica e por isso mesmo, fiz questão de-os relembrar que aquela visão era só nossa, guardada para sempre por cada um de nós.


Por causa disto, lembrei-me hoje de instantes que ficarão guardados para sempre, na pessoa que sou.
"Ai minha menina" - na última vez que vi aquele avô.
Ouvi-lo cantar há quase um ano atrás e ter o impulso de pegar no telemóvel e gravar aquela voz, a cantar aquela música. E eu sabia que era a última vez.
"Cima, baixo" - de todas as vezes que mergulhava com o meu pai. Quem me ensinou a estar nas ondas, a amar as ondas, a respeitá-las e a aproveitá-las tão bem.
Lembro-me de entrar em casa naquela Segunda feira e estar em ânsias de saber se ia ser tia ou não e só de respirar aquele ar de amor as lágrimas começarem-me a cair de felicidade. De tanta felicidade.
"Podemos ficar assim?" - a forma linda que ele arranjou para me pedir que ficassemos assim, felizes, juntos.

E mais chegam em rodopio à minha mente, ao meu coração. E o sorriso nos meus lábios rasga-se naturalmente.

15.7.13

SINTO AQUI#2


Em Lisboa, por baixo de uma bandeira que me deixa sempre tão melancólica com o seu esvoaçar. Gosto de a ver. Gosto de a sentir. E gostei de a fotografar.
Numa manhã de Lisboa com direito a almoço em casa de pessoas muito muito queridas do meu coração (Pliiim) depois de uma subida imensa desde o Chiado até ao cimo do Parque com a motivação de quem ama tanto e com tanto amor prepara o novo passo gigante. O nosso. 

Shisuka - passo a passo

 Semana#5  [Um dos nossos momentos mais especiais :)]


Semana #4 [Hilariante!]


4.7.13

SINTO AQUI#1


Começou oficialmente o meu projecto pessoal de fotografia e memórias. Há quem tire fotografias aos próprios pés para relembrar sempre a terra que pisou, as texturas, os locais, as pessoas...

Há precisamente um ano, enquanto estava deitada na relva por baixo de árvores, folhas e ramos, quis tirar fotografia ao que estava por cima de mim. Para não mais me esquecer daquela paz que vivi ali.

Passado um ano, a primeira fotografia deste baú das memórias que começa hoje.

No dia mundial do yoga 2013, em Lisboa, só este céu azul estava por cima de mim. E bastou para ser tão feliz.

Expressões nossas#1

bebecas adiado

Medo


"Ouve o que eu te digo,
Vou-te contar um segredo,
É muito lucrativo que o mundo tenha medo,
 
 
Medo que seja tarde,
medo que seja cedo e medo de assustar-me se me apontares o dedo,
 
 
Medo do escuro, do novo e do desconhecido,
 
 
Eles têm medo de que não tenhamos medo."
Capicua
 
Comecei por ter medo. Medo de tudo isto e mais. Medo de não ser capaz. Medo de contrariar os outros. Medo de ficar sozinha. Medo de não ser amada. Medo de falhar. Medo de falar. Medo de agir e de seguir a minha intuição. Medo de sorrir. Medo de ser feliz, ainda que ambicionasse sempre por isso.
Comecei por lutar dia após dia contra o medo. Evitar que me dominasse. Aceitá-lo, enfrentá-lo e compreendê-lo. Quando o medo existe devemos mesmo é ir ao fundo da questão. Desmontar o puzzle e perceber a origem. Resolver. É tudo tão mais simples. Quando vamos a ver, o monstro papão que era gigante afinal é muito mais pequeno que nós. Basta pegar ao colo, mimar e acaba por se dissolver da mesma forma que surgiu.
 
Hoje em dia luto muito pouco contra o medo. Quando ele vem, uso essencialmente a intuição e a paz interior que tenho vindo a sentir cada vez mais e deixo que ele saia. Não há razões para ter medo.
 
De que vale?
 
É assustador dar grandes passos? É. É desafiante. Os desafios quando nos chegam é só porque já estamos preparados para eles. A vida é evolutiva. Os 80 e muitos anos que vivemos são ascendentes. (Ou deveriam ser. Grande confusão me faz o contrário.)
 
Sinto medo do passo gigante que vamos dar.
Sinto um medo pequenino, que se o alimentar, se lhe der voz e força, vai dominar-me, e a toda a gente. (Porque o medo é das coisas mais contagiosas que existe!)
Sinto medo que os nossos rendimentos não sejam suficientes para sustentar uma casa (de família :p). Sinto medo que a gasolina aumente e que se torna insustentável fazer 30km por dia (e as pessoas que fazem mais e ganham o mesmo?!).
Sinto medo que não seja capaz de limpar a casa, organizar a roupa, fazer almoço e jantar.
Sinto medo de me afastar dos meus pais.
 
E depois, em vez de arranjar problemas, inverto o pensamento e vejo as soluções:
Sei que o nosso amor é maior que tudo. Este é o passo mais acertado que podemos dar.
Somos mais do que responsáveis, sabemos bem as despesas que temos e por isso, com a nossa óptima gestão (que nos primeiros tempos vai ser trabalhada e aprimorada) ainda vamos conseguir poupar!
Somos criativos, já tenho até uma ideia para pôr em prática de forma a poupar dinheiro em gasolina. Eu e todos os que se queiram juntar a mim ;)
Sei que não quero ser escrava das limpezas nem dona de casa exemplar. Quero arrumação, limpeza mental essencialmente, portanto com treino e boa gestão e planeamento também acredito que chego lá.
Os meus pais estão sempre aqui. Almoços a meio da semana, jantares sempre que possível, muito sol e campo. E não tarda eles estão ao pé de mim outra vez.
 
Com calma e positividade :) Sou mesmo feliz!
 

1.7.13

Shisuka - passo a passo

semana #3 [0,880Kg]






















semana #2 [0,740Kg]


semana #1 [0,710Kg]



Este fim de semana foi qualquer coisa. Boa dose de descanso, sol até não poder mais (demais?), água do mar e mergulhos até chegar ao estado de "zonzês", gargalhadas, amor e tantos miminhos.
 
Começou com um jantar marcado à última da hora, com a naturalidade e a receptividade de quem gosta. Um jantar saudável, calminho, divertido e sorridente. Seguiu-se a aventura do bicharoco (gafanhoto? não me convencem que seria), com dores de barriga de tanto rir e com o senhor arrumador de carros a cantar "é o bicho, é o bicho, vou-te esmifrar...". Metros depois um casal de jovens, do Canadá à procura do Hostel Good Morning e desce a avenida e pergunta, e atravessa à estrada e volta a subir  - "É aqui!" E o agradecimento com um outro idioma, com o sorriso estampado. Mais umas horas sentados num banco de jardim, a aproveitar o calor da noite, a ver quem passa, a conversar de tudo e a cantar "OVION".
 
Sábado foi um dia enorme! A saltar da cama às 8h da manhã porque os empreiteiros já estavam a pôr as mãos na massa. Comprar corante para a tinta, escolher o nosso cinzento, ir a correr ao Leroy comprar sancas, chegar e afinal não serem aquelas. Má vontade, mau humor, muita calma e muito amor. É preciso saber falar e nisso somos uma dupla imbatível. Quando um não sabe lidar, sabe o outro. Com conversas calma e esclarecedoras, sempre de sorriso no rosto porque não há nada melhor do que estarem a preparar a nossa casa. Porque nada é capaz de nos irritar quando vemos os passos a serem dados a larga escala. A nossa casa à espreita (quase quase)!
Um mergulho antes do almoço, ao lado da grávida mais bronzeada que já vi! Tanta vontade de te conhecer Afonsinho :)
Almoço rápido e leve para seguirmos para a praia. Um mar inacreditável. A temperatura, as ondas, a vontade de ficar e um renascer de cada vez que sentia o sol a tocar a cara quando esta emergia da água salgada.
Um final de tarde com um desafio superado - 40 minutos de treino físico. As duas com calções de pijama, aos saltos, aos "murros", com flexões aldrabadas e glúteos a tonificar.
Jantar leve e óptimo - meu querido cozinheiro! - e o sono mais reparador de sempre. Corpo cansado do exercício, pele queimada do sol, olhos pesados e alma livre. Coração cheio.
 
Domingo foi dia de praia, de alguma correria porque ainda não interiozei que não posso estar em todo o lado ao mesmo tempo. Quero estar com a mãe para me redimir da ausência dos últimos dias e chego à praia quando ela já está a sair.
Mais sol, mais praia, mais praínha, mais mergulhos, mais raquetes, mais brincadeiras cúmplices a dois, mais vontade de permanecer para sempre, mais conversas de futuro, mais planos, mais vida, mais vida.
 
E chega Segunda-feira, um novo mês começa também. O fantasma da semana passada vai ter resolução breve, capaz, competente e chega de equívocos.
Hoje é dia de levantar antes das 07h00, fazer um exame às 08h00 para entrar na Clínica às 08h30, sair para ir ao Hospital à hora de almoço resolver "os problemas", voltar a ver pessoas queridas, rir muito e ganhar coragem para este novo mês. Quem sabe, não será um dos meses mais importantes qye já vivi até hoje.
 
É esta a última semana?

26.6.13

Obrigada inspiração e leveza! Fazem-me tão bem

E uma grande tarde se aproxima:
- um exame
- uma reunião
- a nossa casa
- sol

PLIIIIIIIM e está tudo tão certo!*

21.6.13

No outro dia perguntei-lhe "Achas que este é o último dia 18 em casa dos nossos pais?"

A vida vai avançando. Estamos a crescer. Diariamente definimos prioridades, todos os dias me pergunto se é este o caminho. A resposta surge naturalmente, sem grandes pressões nem imposições.

Não quero uma vida estática, quero uma vida dinâmica, tranquila, estável e feliz, mesmo feliz.

A nossa vida está a avançar. Sinto-me inspirada a cada dia. Estou a deixar-me fluir, permitir que tudo aconteça ao seu ritmo, à sua altura.

Rodeio-me das pessoas certas, que me possam ajudar a evoluir, a ser melhor a cada dia e afasto-me daquelas que nada têm para acrescentar à minha vida, à minha evolução.
Os dias são passados a rir. Ontem li "mesmo que não possas mudar o mundo, podes contagiar todos por quem passas com a tua alegria. se tu sorrires, alguém te sorri de volta." e eu faço isto, sempre! Intrinsecamente.

Não sei para onde vamos. Sei que somos nós que comandamos o barco ainda que a maré se apresente por vezes instável e assustadora. Somos conscientes, felizes e serenos e isso basta para avançarmos.
Pequenos passos todos os dias e chegamos lá.

Amanhã começam as obras naquela que vai ser a nossa casa, o nosso ninho, para sempre. O nosso "lugar doce". Não imagino outro sítio do mundo onde me sentisse tão em casa como ali. Onde me sentisse tão protegida, tão plena, tão feliz.

Quero ir aqui mostrando a construção da nossa casa, as nossas mãos na massa, as nossas pinturas, as nossas reciclagens e bricolage. O nosso punho e o nosso amor em cada canto, em cada rodapé, azulejo, móvel, almofada.

Que grande fase que aí vem e eu não tenho medo nenhum. Estou pronta para voar. Desde sempre, contigo.

19.6.13

[Nota mental: Parabéns! Vamos no terceiro dia, a água tem sido bebida e os abdominais realizados. Continua!]

17.6.13

Auto-compromisso

Deixo hoje, aqui, escrito que vou perder esta masseca gorda da minha barriga. E para isso, tal como aprendi com o Daniel Sá Nogueira, toca a fazer isso em ROSA:

- Realidade? Prega cutânea da barriga a acusar alguma gordura. Não gost. Não me sinto bem. Consigo fazer melhor.

- Objectivo? Perder esta massa gorda, ficar com uma barriga lisa sem que para isso tenha de a encolher a toda a hora.

- Soluções?
> Beber água diariamente - 2 termos amarelos por dia, um de manhã e outro à tarde.
> Abdominais 3 vezes por semana - sequências de 20x2 com 10 seg de descanso entre eles
> ZERO bolachas
> Croissant ao pequeno almoço que eu TAAAANTO gosto - 1 por mês, no máximo!

Bora lá! Estou pronta!!! Bye bye masseca feia.

14.6.13

E mais uma semana que chega ao fim. Esta foi das semanas mais esquisitas que tive. Sem sair daqui, parece que estou em jet lag. Feriado no início da semana e chega a Terça-feira a parecer Segunda. Terça e Quarta com trabalho, sem tempo livre para organizar ideias, estipular prazos, redefinir objectivos e focar o ponto certo. Chega Quinta-feira com uma tarde que sabe a Sábado. Ida à loja dos tecidos ver do estofo para o sofá (finalmente!), ida à praia ao final da tarde, sono descansado e chega Sexta-feira a parecer Segunda. A pedir calma e serenidade e tempo livre para mais uma vez organizar a cabeça. Contribuir para a empresa na única tarde que me resta da semana e afinal há trabalho à tarde. Afinal a semana de trabalho efectivo termina às 17h30. E depois já volta o fim de semana e o caos mental.
 
Sinto-me nómada. Sem ponto certo para trabalhar, para descansar, para usufruir, para criar. A secretária a costura está uma confusão. A máquina não é ligada há mais de uma semana. A página do fb não é actualizada. As ideias estão estagnadas. Não há tempo. Não há espaço mental para que tudo isto aconteça. E depois vem a impaciência. A vontade de despachar tudo. De ter um sítio ao qual chamar casa. Onde me sinta em paz, onde possa respirar e viver cada momento.
 
Não tem sido fácil. Também não é difícil. Mas às vezes o tempo precisa de ser parado. Hoje há yoga. Sem falta. Uma hora ou duas. Para recarregar baterias. Para conseguir respirar ao meu ritmo. Para vazar a cabeça e parar o relógio.
 
Sol, ainda bem que tu chegaste. Pelo menos tu, para me aqueceres a pele e reconfortares a alma.

12.6.13

12

E hoje é dia 12. Dia dos 2 anos, 4 meses e 1 gatinha. Somos tão felizes. E a Shi é uma prenda do universo para nós. Wiiiiiiiii, meus amores.

Shi

Chegaste dia 10. De forma surpreendente cativaste-me. Não sei que ligação criamos mas senti o teu pedido, adorei a tua curiosidade e o teu olhar penetrante.

Começando pelo início e porque não me quero esquecer nunca de cada detalhe do que te trouxe até nós.
Fui ter com ele cedo. Sem perspectivas para o dia, sabia só que me ia enroscar naquele conforto. Hora e meia depois, decididos a aproveitar o dia e a preparar mais qualquer coisa da nossa casa, levantamo-nos de rompante, banho, pequeno-almoço e vamos beber um café. Na praia? Temos de levar carro. No Artur? Bom, vamos a pé e já voltamos.
No caminho para lá, uma gaiola ao longe prendeu a nossa atenção. Disse-lhe "Não acredito que ainda cá estão os gatinhos da semana passada..." E aproximando-nos demos conta que mais pequenos e com diferentes cores, dos mesmos não se tratavam.

Senti logo empatia contigo. Os teus olhos muito aberto, muito redondos. Ao mesmo tempo com ilusão de olhos rasgados pelo pelinho escuro que tens na continuidade do olho. Parece rímel. [És uma menina muito delicada - meu amor.]

A tua curiosidade e o teu medo. A tua vontade de nos conheceres. O teu miar. O único.
Quis trazer-te. Mas para onde? A nossa casa ainda não está pronta. Seria irresponsabilidade? Mas e o teu pedido? A minha vontade? A nossa ligação? Daqui a um mês já não eras tu...

Ponderamos, pensámos, conversámos e decidimos. "Avisas o senhor que a queremos levar?"
[Vamos levá-la!!! A sério??? Pela primeira vez na minha vida posso levar um animal destes comigo?]
O senhor da loja foi buscar uma caixa de cartão enquanto os meus olhos e os dele se enchiam de lágrimas. Veio o senhor e disse: "Só está dada aquela branca." "Desculpe???!!!" Esta branca é a nossa gatinha...Como já estava dada? Caiu-nos tudo. A desilusão. Aquela ligação que criámos não podia existir para além daquele momento?

"Querem outro?"
...
Que outro? Era ela! Ela é que miava para a levarmos. E vinha ao meu dedo. E deu-me com a patinha com as unhas metidas para dentro para não me magoar...
...
"Vou só confirmar se a senhora ainda a quer."

E....txan txan txan txan: "Afinal já não. Arranjou outro!"

YUUUUUPPIIIIIII! E choramos de alegria os dois. E pegamos nela ao colo e aconchegamo-la no peito para que não tivesse medo. Mostramos-lhe a nova casa. Dormiu connosco. Mostrou a sua personalidade dócil, brincalhona, mimosa nos primeiros minutos.

Dormiu comigo na primeira noite e na segunda. Hoje vai dormir connosco. Os 3.

Minha querida Shisuka.

6.6.13

3...

Estamos a um passo.
Só apetece deixar tudo para trás e despejar a casa. Abrir janelas. Limpar a fundo. Olhar para aqueles espaços e torná-los virgens. De pouco a pouco, torná-los nossos. Com as nossas impressões, com as nossas cores, com o nosso cheiro, com o nosso amor, com a nossa alegria.

Só me apetece ir para o IKEA e concretizar a lista e os desenhos que tenho em papel. Apetece-me tão simplesmente comprar lençóis, fazer a cama [a nossa] e adormecer nela. Apetece-me acordar com aquele sol a entrar pela janela e acariciar-nos a pele.
Está tão perto. Estou tão feliz!

[Ainda bem que os nossos mal entendidos têm uma média de 2/ano. Ainda bem que falamos. Ainda bem que resolvemos. Ainda bem que nos amamos e ainda bem que todos os dias temos medo de nos perdermos. Ainda bem que todos os dias lutas por mim e eu luto por ti. Ainda bem que não nos damos por garantidos. Ainda bem que estamos sempre em sintonia. Ainda bem que nos queremos bem. E ainda bem que está quase este passo gigante, tão sentido e tão desejado.]

5.6.13

Foram momentos intensos os que vivemos ontem. Olhando para trás fico triste. Triste por me ter sentido assim, por te ter feito sentir assim, porque olhando parece tudo uma grande trapalhada. Penso que não dei o meu melhor, que sou melhor que aquilo, mais tolerante, mais plena. Ao mesmo tempo, fui eu própria. Dei o melhor de mim em honestidade, assertividade e amor também. Quis resolver. Quis dizer-te o que não estava certo.
Senti-me zangada como há muito não me sentia. Desconsiderada um bocadinho.

Quando saí e te deixei para trás (somente atrás!) percebi imediatamente que não somos assim. Não consigo deixar-te por mais zangada que esteja. Mas preciso de me afastar 2 passos para depois ser capaz de falar. De esclarecer. De perguntar. De abraçar.

Um mal entendido que não volta a acontecer. Cada vez a necessidade do nosso espaço, da nossa rotina, da nossa forma.
Uma boa noite de sono e tudo se resolveu. E acordar com a tua voz no momento em que estava a sonhar connosco, a sentir o teu cheiro e a tua pele, apaziguou e relembrou-me o tamanho do nosso amor. E o nosso tamanho.

30.5.13

Dias cheios de amor

No início desta jornada que é viver a vida conscientemente, em cada momento, embarquei no desafio de escrever diariamente 1 coisa boa que tivesse vivido naquele dia. Ao início era um bocadinho difícil escolher. Parecia que havia algumas coisas mas nenhuma suficientemente boa para ser "A coisa boa" do dia.
Depois a lista foi crescendo e em vez de 1 coisa já tinha 3, 4,5...

Hoje em dia sou muito mais feliz, muito mais consciente e muito mais grata. E por isso as listas mentais diárias que faço são enormes! Consigo ver em muitas coisas o lado bom e gosto.

Como hoje, às 9h09 já me orgulho de ter tido momentos matinais tão bons:
> Acordar abraçada a ti
> Ver o teu sorriso enorme
> Ter sumo de melancia fresquinho à minha disposição
> Fazer o caminho que adoro com o sol a dar-nos o "bom dia"

Alguns momentos óptimos dos últimos dias:
> Levantar os pés do chão na invertida sobre a cabeça, sem estar encostada à parede! [UAAAAU]
> O encontro de alternativas de Sintra, com o Yoga - A aula com a minha mãe, o yoga praticado virada para a serra, os kirtanas cantados, as borboletas a dançarem enquanto cantavamos [E ali a natureza era uma só.. Sentia-se união e harmonia, mesmo!]
> O nosso quarto a ganhar forma
> Abraçar o Salvador enquanto dorme, ele olhar para mim e dizer: "Tia, vieste mesmo rápido! Estou tão feliz por te ver!" E perguntar "Vais ao meu lado no carro? Prometes? Ficas ao meu lado para sempre?" [E as lágrimas felizes tendem a chegar ;)]
> A minha mãe fazer anos, termos bolo, cortarmos o bolo, começarmos a comer o bolo e de repente: "Então e os Parabéns?" [Gargalhada conjunta, a 3]
> Brincar ao macaquinho do chinês com os meus pais e com o Salvador. Todos em correrias pelo corredor de casa, todos a rir, todos a viverem aquele momento com TANTA felicidade, de forma tão pura.
> Ter conhecido aquela senhora velhinha de 93 anos e ela dizer-me "Ainda há gente boa. Que Deus a ajude como a menina me está a ajudar agora"

E tantos tantos tantos....Sou plena, feliz.

22.5.13

Que o tempo continue a correr e eu não me deixe afundar nele.

Os dias de sol aproximam-se e trazem novas esperanças.
Os dias têm passado a correr. Os momentos são sentidos, vividos, mas acabam num instante. Quando dou conta já é meio da semana, não tarda final, e daqui a pouco volta outra semana e outro mês.
Este ritmo é alucinante e é fácil deixarmos-nos levar. Deixamos-nos ser embrulhados pela correria, pelos clientes por arranjar, pelos contactos por fazer, pelas encomendas à espera de resposta, pela desmotivação de alguém próximo, pelo adiamento de algo tão esperado. Enfim. É preciso parar. O yoga ajuda-me muito nisso. Controlar os pensamentos, as ondas mentais, a frequência cardíaca, a respiração. A MJ diz que o abdómen é o "segundo cérebro". A respiração abdominal apazigua as emoções, reconforta e acalma. Clarifica. Inspira.

Sem dar conta, passou um ano desde que iniciei o meu projecto de Costura Criativa para bebés. Um ano depois estou prestes a entrar numa comunidade de mães e bebés. Ajudo mães a serem mães? Aos bocadinhos isso acontece. Ajudo a evitar os químicos prejudiciais. A recuperar o artesanal, os texteis, o toque, a sensação, o natural.

Tenho outro projecto em mente. Estou a dar os primeiros passos nele. Ainda em segredo, em trabalho de bastidores. Quero realmente contribuir. Ajudar. Encontrar cada vez mais um sentido para a minha vida, para a minha existência. Brevemente vai existir uma forma sustentável de adquirir produtos e serviços para mães e bebés. Chega de consumismo, do "usa e deita fora". Não queremos mais disso e cada vez mais, graças à "maldita" crise, nos deparamos com causas sociais e nobres que nos ajudam a reutilizar, reciclar, trocar, sem precisar de dinheiro.
É nisso que estou a trabalhar. É para isso que quero contribuir. E vou! Brevemente :)

Que o tempo continue a correr e eu não me deixe afundar nele. Com calma. Com clareza. Com objectivos e com felicidade. Vamos lá!

17.5.13

Coisas más acontecem. E enquanto eu não tiver consciência disto não estou a ser verdadeira.
Acredito que há sempre volta a dar. Que nunca nada é demasiado mau. Que existe o lado positivo de cada coisa. Mas a verdade é que existem coisas terríveis. Como perder um bebé na barriga a poucos meses de o ver nascer. Como se sobrevive a isto? Como vão aqueles pais para casa depois de verem o seu bebé morto? Como há lado positivo aqui? Estou com o peito tão apertado.

15.5.13

O gigante que és no meu coração

És pequenino mas a felicidade que me fazes sentir não é proporcional ao teu tamanho.
És o amor mais puro.
Adoro o nosso banho com "bol[h]as de peixe palhaço". As nossas gargalhadas quando fungas de propósito para ouvires o meu "aaaahhhhhh, socorro!!!!". Quando te ponho ao meu colo, ainda que tenhas um peso demasiado elevado para as minhas costas, e encostas a tua cara à minha e me lambusas a cara com os teus beijinhos. Adoro quando usas palavras surpreendentes "i[s]to é brutal tia", "está me[s]mo magnífico", "o serrote é para cortar a serreira" (sorriso!).
Adoro quando queres fazer sozinho. Quando aceitas experimentar  quando inicialmente recusaste. Quando mostras a tua determinação, a tua honestidade e o respeito que tens por mim, porque o tenho por ti.
Adoro que me faças ser melhor pessoa a cada dia, melhor tia, melhor educadora, melhor companheira de brincadeiras.
Vou adorar ler-te estes apontamentos que aqui deixo quando puderes entender o gigante que és no meu coração.
Obrigada príncipe por me encheres os olhos de lágrimas felizes cada vez que penso assim em ti.

12.5.13

11 e 12 de Maio

Acordei com o sol a entrar pelo quarto. A convidar-me a saltar da cama e viver aquele dia. Às 7h25 sentia-me revitalizada, pronta a seguir. Fiquei mais um pouco no conforto daquele corpo. Quando me levantei vi na cara dele o susto de se ter deixado dormir e me ter "perdido" pela manhã. O amor é feito destas pequenas coisas. Surpreendentes sempre.
Distribuição de publicidade de forma oportunista e honesta. Contactos, sorrisos, desejos de boas caminhadas.
Ikea e toalhas para costuras.
Almoço rápido.
Café em família e iucas arranjadas. Ontem foi o primeiro dia em que tratei do jardim. Senti-me feliz. Cuidadora do nosso jardim. Consegui imaginar pequeninos ali à volta a ajudar. A crescer com aquele verde, com aquela paz.
Jogo de futebol à beira mar. Pôr do sol a acompanhar. A maior sorte de sempre. Viver ali. Estar a 2 passos da praia. Ter aquele sol constantemente na pele. Basta dar um passo para fora da porta que o ar é respirável. A serra inspiradora. A vida acontece. Feliz.

Hoje foi dia de pequeno almoço ao ar livre, com a mãe. Costuras a meias, com partilhas, sugestões e opiniões. Houve tempo para ser tia. A tia das brincadeiras e das explorações, como mais gosto. Tempo para semear 3 espécies de flores, fazer uma cabana "magnífica" e sentir aquelas bochechas perto das minhas.
Depois foi o tempo das avós. De um lado uma triste, acabada, mentalmente fechada, fisicamente incapaz. De outro lado, sorrisos e conversas. Partilhas e memórias. Inspiração para chegar aos 80 anos assim. Feliz, preenchida, leve. Que bom.

Vou dormir agora. Calma, esperançosa e tão grata. Obrigada vida. Por tudo o que me dás. Por tudo o que me fazes ser.

P.S. Dois anos e três meses que existes para mim. E eu não podia ser mais feliz. Obrigada a ti, amor da minha vida.