Foram momentos intensos os que vivemos ontem. Olhando para trás fico triste. Triste por me ter sentido assim, por te ter feito sentir assim, porque olhando parece tudo uma grande trapalhada. Penso que não dei o meu melhor, que sou melhor que aquilo, mais tolerante, mais plena. Ao mesmo tempo, fui eu própria. Dei o melhor de mim em honestidade, assertividade e amor também. Quis resolver. Quis dizer-te o que não estava certo.
Senti-me zangada como há muito não me sentia. Desconsiderada um bocadinho.
Quando saí e te deixei para trás (somente atrás!) percebi imediatamente que não somos assim. Não consigo deixar-te por mais zangada que esteja. Mas preciso de me afastar 2 passos para depois ser capaz de falar. De esclarecer. De perguntar. De abraçar.
Um mal entendido que não volta a acontecer. Cada vez a necessidade do nosso espaço, da nossa rotina, da nossa forma.
Uma boa noite de sono e tudo se resolveu. E acordar com a tua voz no momento em que estava a sonhar connosco, a sentir o teu cheiro e a tua pele, apaziguou e relembrou-me o tamanho do nosso amor. E o nosso tamanho.
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