9.7.12

Chego a casa tarde e tudo o que não me apetece é fechar os olhos e dormir. Não me apetece porque tenho a cabeça a mil a repetir a conversa do serão, como se de uma gravação se tratasse. Tenho grandes dificuldades em lidar com injustiças e faltas de respeito. Cada vez valorizo mais o tempo, o meu tempo, e cada vez tenho menos paciência para assuntos banais. Sei deixar-me estar quieta no meu canto e sei deixar-te bater no fundo. Sei porque acredito que te levantarás mais forte e sem vontade nenhuma de repetir o mesmo. Quando me dizem que há pessoas que não valem nada e que a maioria do que nos rodeia é lixo, interiormente tendo a recusar tal verdade. Mas hoje, a esta hora da madrugada e num momento de pura consciência e lucidez, dou por mim a concordar com isto. Cambada de gente doente mental que só inferniza a vida dos outros. Tratem-se, aprendam com os erros, cresçam. Não repitam a mesma porcaria vezes sem conta. Não se calem. Não se anulem. Respeitem-se e sejam honestos. Não esperem mudanças que não ocorrem, não se iludam. Não se isolem. Nós existimos.
É bom perceber que há coisas que não mudam. Que a divergência de caminhos vai-se concretizando mas o apoio, a amizade, o porto seguro está lá - reestruturado, forte. E os sorrisos, as gargalhadas, as confidências e as partilhas são prova disso. Ali vive-se amor.

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