Tenho um nó no peito que me está a apanhar a garganta. Não consigo respirar bem. Estou sufocada em sensações e em pensamentos.
Voltar a casa e ter alguém à espera é a prova de que existimos. Chego feliz e abraço-os todos. Venho a correr para abraçar o mais pequenino, quem me fez chorar de saudades. Está a dormir como um anjo.
Procuro arranjar-me por dentro, mas não tenho tempo. Cá ainda não houve silêncio.
Ainda agora cheguei e já imprimi o bilhete de avião para depois de amanhã. Acho que vou embarcar na maior aventura da minha vida e não tenho tempo para pensar nisso.
Fui visitar amigos que falam chinês. Provocam-me um nó mental e desaparecem. Não me explicam o que dizem nem o que sentem.
E eu odeio desencontros.
Acredito que não seja para mim, e também acredito que seja. Às vezes falam para o ar. Quando for para mim diz. O meu nome é Catarina.
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