11.2.14

O melhor do meu dia ontem - estar com o Salvador, sem dúvida

Tinha-lhe dito que ontem não trabalhava e que podíamos estar a tarde inteira juntos.
Fui buscá-lo à escola de surpresa. Vi os seus olhos brilharem tanto e o seu corpo correr para o meu para um abraço apertado.
Perguntei-lhe se queria ir para Janas comigo e disse prontamente que sim.
Fomos à padaria pedir fermento de padeiro e fomos decididos a fazer pão. A primeira vez dos dois iria ser juntos.
Misturamos os ingredientes, deixamos a massa a levedar. Fizemos um pão quase bolo. Comemos quentinho com manteiga.
Quando os senhores da Internet chegaram e começaram a fazer buracos na parede ele tapou os ouvidos e não mais os destapou. Quando o barulho era muito intenso eu apertava a cabeça dele de encontro às minhas pernas e tapava a outra orelha com a mão firme. Quando o barulho acabava e eu tirava a mão ele dizia: "Tia, põe a mão no meu ombro outra vez." Sentamo-nos no Puff, enrosquei-o em mim e tapei-o com casaco e cachecol, apertando-o muito cada vez que o barulho forte se fazia sentir. Ouvia-o gemer, de medo. "É só barulho bebecas, não faz mal. Eu também não gosto nada. Mas está tudo bem."
O carinho. Tanto. O menino de 3 anos amedrontado que conscientemente eu embalava e acalmava. A chamada de atenção para a criança interior de todos nós, que se assusta, que pede protecção, que quando mimada e amada, se acalma e volta a confiar.
O "Gosto muito de ti tia" que ele me diz genuinamente. O jogo de "crescidos" que jogamos. A diversão que foi - "agora é gestos. tens de "saltar à corda" para eu adivinhar". "agora é a tua vez de desenhar um computador." "mas eu não sei" "então o que tem um computador?" "tem uma tampa" "boa, desenha então a tampa. E mais?" "e tem botões." ...
 
Que boa tarde que foi! Adormeceu no caminho para casa, levei-o ao colo como tanto gosto para a sala. Deitei-o no sofá e dei-lhe tantos tantos beijinhos. Amor mais puro. Que forte.

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