Sinto-me numa bolha que não tem a forma circular das outras. Ela acompanha cada traço do meu corpo e envolve-me. É inquebrável porque o que a criou permanece. Sei que cresceu de dentro. Primeiro tocou-me as mãos e os braços e soprou-me aos ouvidos e por aí entrou. Percorreu-me todo o corpo e como uma luz, expandiu. Há quem lhe chame aura, a mim apetece-me amor. Deixei de me preocupar com os nomes. Aprendi a apreciar a subtileza e a valorizar as acções. E agora, encontro-me aqui sozinha mas não só, com um sorriso que contagia quem passa e com uma aura que atrai e cativa, apesar de só eu a sentir e a viver, ou talvez não.
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