A primeira pergunta que fiz em voz alta esta manhã.
"Para quê levantar-me às 07h20m e deixar-te aqui?" Nem meio segundo depois a resposta mental: "Para ser possível ires amanhã para Évora para o teu merecido fim-de-semana de Doulas."
É assim que a vida acontece. Minuto após minuto. Sempre consciente do meu valor, sempre com consideração e respeito por mim, sempre a fazer melhor pelo meu mundo e pelo mundo de quem me rodeia.
Esta semana li esta frase da Madre Teresa de Calcutá:
"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."
Ontem cheguei a casa determinada a fazer um bolo cuja receita encontrei de manhã. Às 18h estava o bolo no forno e as 18h40 estavamos 7, sentados à volta da nossa mesa a apreciar aquela fatia de bolo de côco, framboesas e chocolate acompanhado com chá de Roiboos e laranja.
Gosto de fazer aos dias de semana o que normalmente se faz aos fins-de-semana. Não gosto de esperar pelo Sábado ou Domingo para reunir a família, para fazer um bolo ou para ir caminhar ao final do dia. Gosto de fazer valer todos os momentos e transformar cada um em partilha, em amor e repleto de sorrisos carinhosos.
Ontem ainda voltei à costura, a máquina está perra de tanto tempo que esteve parada. O coelhinho quente parao Bernardo está quase pronto, os miminhos que vou fazer para o Sebastião já estão prestes a sair da gaveta, o projecto "Sintra em cada manhã" já conta com mais de 5 fotografias.
A mala para o fim-de-semana é preparada hoje com a roupa mais confortável e simples que tiver. Anseio por aquela calma e estou desejosa de me sentar no chão com a chávena de chá ao lado. Abraçar-vos vai ser mesmo bom.
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